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Revista Subjetividades

versão impressa ISSN 2359-0769versão On-line ISSN 2359-0777

Resumo

AITA, Elis Bertozzi  e  FACCI, Marilda Gonçalves Dias. PSICOTERAPIA E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE CONSCIÊNCIA: UMA ANÁLISE HISTÓRICO-CULTURAL. Rev. Subj. [online]. 2022, vol.22, n.2, e12328.  Epub 05-Dez-2025. ISSN 2359-0769.  https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v22i2.e12328.

O objetivo deste artigo é apresentar uma possibilidade de intervenção psicoterapêutica individual para adultos, fundamentada na Psicologia Histórico-Cultural. Dentre outras possibilidades, entendemos que a psicologia vigotskiana oferece fundamento para a elaboração de intervenções psicoterapêuticas que visam atuar sobre o processo de formação de consciência do sujeito. Alguns pressupostos guiaram a análise da temática, conforme exposto a seguir: a consciência é conceituada como reflexo psíquico da realidade; todas as funções psicológicas superiores atuam no complexo processo de captura da realidade, na transformação das informações sensórias em processos de abstração em forma de conceitos; no processo de formação da consciência, os aspectos cognitivos e afetivos compõem uma unidade dialética, que se forma do plano interpsicológico para o intrapsicológico; e o processo saúde-doença que é compreendido vinculado às condições históricas e culturais, bem como o sofrimento psíquico é entendido a partir de sua gênese nos processos críticos da vida social. A partir disso, discorremos sobre algumas proposições que podem fundamentar a prática psicoterapêutica que visa atuar sobre o processo de formação de consciência. A intervenção do psicólogo se volta para a análise da história do sujeito, em seus processos individuais e sociais constitutivos, que se dão no interior da sociedade capitalista, e busca compreender o movimento de formação da consciência e do sofrimento psíquico, que se estabelece a partir da dinâmica dialética singular-particular-universal; visando apreender como os processos críticos da vida social, historicamente constituídos, engendraram o sofrimento vivenciado. Assim, tal intervenção possibilita que o sujeito tome consciência das relações histórias e sociais que o determinam, de como a realidade social o constitui e qual é o seu papel ativo nesse processo. A partir de Vigotski, entendemos que tomar consciência das relações que corroboram para constituir a consciência e o sofrimento do indivíduo fornece ao sujeito novas condições de enfrentamento de seu sofrimento psíquico.

Palavras-chave : psicoterapia; formação da consciência; psicologia histórico-cultural; Vigotski; psicologia clínica.

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