Serviços Personalizados
Journal
artigo
Indicadores
Compartilhar
Revista Subjetividades
versão impressa ISSN 2359-0769versão On-line ISSN 2359-0777
Resumo
ROCHA, Tiago Humberto Rodrigues e SANTOS, Luciano Henrique Moreira. Neoliberalismo e Supereu: Uma Leitura sobre a Gestão do Mal-Estar Contemporâneo. Rev. Subj. [online]. 2024, vol.24, n.1, e13427. Epub 20-Mar-2026. ISSN 2359-0769. https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v24i1.e13427.
Compreender as emaranhadas relações entre o neoliberalismo e a subjetividade humana se constitui o principal escopo deste estudo. Outrossim, a partir disso, busca-se, também, apreender sistematicamente as tessituras associativas do estatuto do Supereu com a lógica de funcionamento neoliberal, de modo a estabelecer nexos de ligação junto ao fenômeno psíquico da autoridade e do autoritarismo. Esta pesquisa parte de uma perspectiva baseada, fundamentalmente, no método de investigação psicanalítico, cujo parâmetro se sustenta na premissa da análise interpretativa de fenômenos subjetivos e sociais. Assim, é possível pensar que no contemporâneo há modos de subjetivação que se encontram esvaziados pelo que, outrora, era regulada pela função paterna, pelo Nome-do-Pai. Esse fato corrobora a efetivação de um funcionamento social traçado pelo chamado imperativo de gozo, que se traduz na assídua demanda por felicidade, o que foi denominado, por alguns autores, por hedonismo exacerbado. Há, no entanto, um resto que é produto dessa manifestação comunitária: o desamparo. Similarmente, há uma proposição paradigmática que estabelece um modo de defesa estrutural que traduz a especificidade do período contemporâneo, chamado de desmentido da privação. Esse conceito erige a concepção da imagem não-introjetada da função paterna, o que engloba a sua queda estatutária; resulta, assim, uma constituição psíquica fundada na radicalidade rigorosa do Supereu, por meio da sua imperiosa deliberação: goza! Por fim, a contemporaneidade é engendrada, de um ponto de vista, como um hiato marcado pela negação do regimento da Lei fundante. Sobre isso, a partir da queda do estatuto da alteridade, o neoliberalismo se constitui como gerenciador das políticas do sofrimento subjetivo do mundo contemporâneo, do mal-estar humano. Assim, a articulação entre o Real, o Simbólico e o Imaginário pode ser pensada de maneiras distintas do que havia sido expresso em períodos anteriores.
Palavras-chave : sujeito contemporâneo; política; supereu; autoritarismo; desamparo.












