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Reverso

versión impresa ISSN 0102-7395

Reverso vol.46 no.87 Belo Horizonte jun. 2024  Epub 19-Mayo-2025

https://doi.org/10.5935/0102-7395.v46n87.06 

CLÍNICA PSICANALÍTICA

Lacaniana: a psicanálise da “praxis da teoria” ou A clínica de uma ética

LACANIEN: THE CLINIC OF AN ETHIC

Bárbara Maria Brandão Guatimosim1 

Psicóloga. Psicanalista.

1Membro do Fórum do Campo Lacaniano BH (EPFCL) - Brasil. Tem artigos publicados em várias revistas e coletâneas de psicanálise. Foi organizadora do livro Em torno do cartel (Editora Associação Fóruns do Campo Lacaniano, 2004). Mestre e doutora em estudos literários pela UFMG, linha de pesquisa em literatura e psicanálise. E-mail: guatimosim@hotmail.com


Resumo

O texto pretende abordar a clínica lacaniana a partir dos princípios de sua ética, inaugurada por um desejo inédito: o desejo do psicanalista, que é produzido pela experiência de análise. Diferentemente dos imperativos morais filosóficos, de uma psicologia adaptativa, ou de uma ciência vendida ao capital, a ética psicanalítica se orienta por um real que insiste.

Palavras-chave: Imperativo superegoico; Ética; Desejo; Real; Diferença

Abstract

The text aims to approach Lacanian clinical practice based on the principles of its ethics, inaugurated by an unprecedented desire: the desire of the psychoanalyst, which is produced by the experience of analysis. Unlike philosophical moral imperatives, adaptive psychology, or a science subjugated to the capital, psychoanalytic ethics is oriented by a real that insists.

Keywords: Imperative; Ethics; Desire; Real; Difference

Entre as duas frases, o fio do desejo faz seu traçado em um caminho ético, afastando-se da moral superegoica, até onde esse desejo, lançado por Freud, desde o analisante, alcança o analista ao tornar-se causa. Vale lembrar que, segundo Freud (1950 [1895]/1996, p. 422) em Projeto para uma psicologia científica, o nascedouro do desejo é o encontro com o outro e sua ação específica na experiência de desamparo, de (in)satisfação e a do objeto perdido, incestuoso, impossível e interditado onde ele situa ainda “a fonte primordial de todos os motivos morais”.

Lacan constrói fundamentalmente sua teoria a partir de uma postura de denúncia dos desvios e degradações da psicanálise: crítica assídua, colocando os analistas na berlinda, restaurando o fio cortante da verdade freudiana. Interroga, assim, incansavelmente, as respostas conformes de seu tempo (Lacan, 1956/1998, p. 461) a um real que não deixa de insistir e perguntar. A denúncia e a crítica assídua fazem, portanto, parte da orientação lacaniana, na escuta, perto, tolo [ dupe] do real. A psicanálise depende disso e isso (Lacan, 1974/2016, p. 187), o real, continua insistindo e, atualmente, podemos dizer até que ulula: o “abrupto do real” (Lacan, 1964/2003, p. 195).

Seguindo Lacan (1955/1998, p. 359), vemos seu bisturi analítico acusando os desvios de intenção “científica” em Variantes do tratamento padrão, denunciando uma “ética individualista” prescrita pela psicanálise norte-americana, que visava, tanto no tratamento como na formação dos candidatos a analista, um ideal de harmonia adaptativa, tanto por uma ortopedia pulsional, na conformidade com a psicologia de grupo, quanto na valoração imaginária da formação pela via de um saber acumulado, e não pelo que o move, sua causa.

A concepção lacaniana do sujeito desejante tem, consequentemente, impacto no coletivo. A distinção de “uma sociedade baseada na linguagem de uma sociedade animal” (Lacan, 1955/1998, p. 416) pressupõe distinguir que a troca que caracteriza a primeira tem fundamentos diferentes das próprias necessidades a serem satisfeitas. Esse “distanciamento etnológico”, essa distinção tem um alcance amplo “a ponto de se objetar a que se defina essa sociedade como uma coleção de indivíduos, quando a imissão dos sujeitos produz nela um grupo de estrutura bem diferente”.

E ainda:

[...] convém esclarecer que isso é a denegação da psicanálise, aquela que resulta, [...] do fato puro e radical de eles nunca terem querido saber coisa alguma da descoberta freudiana e que jamais saberão dela, nem mesmo no sentido do recalque: pois trata-se, nesse efeito, do desconhecimento sistemático, no que ele dissimula o delírio, inclusive em suas formas grupais (Lacan, 1955/1998, p. 416-417).

Para Lacan, fica claro que se pretende uma ética não individualista, que não seja preconizadora de uma harmonização psicológica [success and happiness] ou de uma moral racionalizante ou normalizante, que faz com que a resposta para o bem-estar seja uma “relação justa com o real” (Lacan, 1959-1960/1988, p. 362) – uma adaptação portanto – que, por ser impossível, no aferrar-se em seu cumprimento, pede a lei do supereu, que sempre exige mais... até o impossível!

Qualquer promessa de felicidade em um trabalho a que nós, analistas, nos dedicamos, que se abre a quem nos procura para uma promessa milagrosa de um bem último, só pode ser uma trapaça. Essa caricatura de uma felicidade plena de qualquer ordem não resolve para cada um, “nesse curto espaço de tempo entre seu nascimento e sua morte, a relação atual com seu próprio desejo” (Lacan, 1959-1960/1988, p. 364). E para Lacan, não se trata de desejos históricos, nem futuros, votos ou anelos. Diferentemente disso, para se orientar pelo desejo, o analista precisa consentir com a demanda e a transferência, sustentá-las sem confirmá-las. Direção sutil.

É no encontro com o desejo do Outro, desejo ofertado que vai além das necessidades do infans, que Lacan (1960/1998), em Observação sobre o relatório de Daniel Lagache, trabalhando o esquema óptico, desenha uma variação da experiência de satisfação (experiência de insatisfação, porque encontro com o gozo e com a falta, em que ambos mantêm o desejo), quando vemos o sujeito, ao se apagar como pessoa, realizar-se na fantasia como desejo.

Para ter acesso a esse ponto, situado para além da redução dos ideais da pessoa, é como objeto a do desejo, como aquilo que ele foi para o Outro em sua ereção de vivente [...], que o sujeito é chamado a renascer para saber se quer aquilo que deseja. É esse o tipo de verdade que, com a invenção da análise, Freud trouxe à luz. Esse é um campo em que o sujeito, com sua pessoa, tem que pagar sobretudo pelo resgate de seu desejo. E é nisso que a psicanálise ordena uma revisão da ética (Lacan, 1959-1960/1998, p. 689).

Isso posto, como consequência dessa revisão temos: “onde era isso eu devo vir à luz...” vir a ser, renascer na lei moral freudiana (Lacan, 1956/1998, p. 418-419).

Como diferenciar, então, as linhas de psicanálise pós-freudianas e a abordagem lacaniana? Podemos dar a essa pergunta muitas respostas, mas fundamentalmente, entendo, só se pode responder por uma questão de princípio: uma ética. E não qualquer uma. Algo que não foi pensado antes. Não é uma ética utilitarista nem humanista. É curioso lembrar que Thomas Szasz3 chegou a escrever uma ética da psicanálise dois anos depois do seminário sobre a “ética” de Lacan substituindo a regra fundamental, divã, técnica e testes pelo relacionamento pessoal, análise do encontro pessoa-pessoa. Muito longe do que aqui tratamos quando falamos de ética. Problematizando, no Seminário 7, capítulo XXII A demanda de felicidade e a promessa analítica,Lacan (1959-1960/1988) trabalha freudianamente com uma ética que orienta a cada um se virar porque “não existe uma regra de ouro que se aplique a todos” (Freud, 1930/1996, p. 103-104).

Se a felicidade girar em torno do falo, sabemos desde Freud (1937/2017), em Análise finita e infinita, que não se pode sê-lo nem podemos detê-lo. Ora, podemos tão somente tê-lo, esporádica e precariamente. Se a problemática da felicidade não se resolve com a encarnação ou a posse do falo, também não será pelas vias do amor genital que se fica mais feliz, gozo que, por ser efêmero, reabre-se sempre em falta, por ser o encontro de duas faltas.

Diferentemente,

[...] o que o analista tem a dar, contrariamente, ao parceiro do amor, [...] é o que ele tem. E o que ele tem nada mais é do que seu desejo, como o analisado, com a diferença de que é um desejo prevenido (Lacan, 1959-1960/1988, p. 360).

Um desejo prevenido da castração, de que não se pode tudo, ou seja, não se pode desejar o impossível. “A questão do Bem Supremo (que nos traz Aristóteles, ou ‘pleno’ como escutamos hoje) se coloca ancestralmente para o homem, mas ele, o analista, sabe [...] que não somente o que se lhe demanda, o Bem Supremo, é claro que ele não o tem, como sabe que não existe” (Lacan, 1959-1960/1988, p. 359). O desejo do analista é conduzir ao ponto crucial do desejo singular. “Ter levado uma análise a seu termo nada mais é do que ter encontrado esse limite onde toda a problemática do desejo se coloca” (Lacan, 1959-1960/1988, p. 359). E é esse desejo que pode deixar a vida, não tão mais feliz, mas muito mais interessante como o dito que não deixa de ser feliz, de acordo com Contardo Calligaris (2019). Dizendo de outro modo, seria: poder gozar da vida de sua própria maneira, algo que acaba por se constituir como uma lei própria: “Agiste conforme seu desejo?” Lacan pergunta fazendo “uma revisão da ética, à qual a psicanálise nos leva, a relação da ação com o desejo que a habita” (1959-1960/1988, p. 375). Onde Aristóteles leva a ética da temperança à medida do possível, reconhecemos o impossível do nosso desejo. Kant não se preocupa com o que se pode e o que não se pode, mas propõe o incondicional da obrigação, o tu deves, onde Sade obriga o gozo como lei universal. Esse campo nos deixa no vazio que reconhecemos como condição do desejo e do gozo singular que este permite. Nossa experiência aponta para uma medida infinita e incomensurável como lugar do desejo.

Lacan propõe, então, uma revisão ampla da questão ética, não apenas para os psicanalistas, pretendendo sustentar algo jamais sustentado em outro lugar: a questão de uma ética do desejo que só pode ser colocada como tal a partir do contexto analítico e que se opõe tanto à ética tradicional aristotélica quanto à moral kantiana e sadeana.

[...] e é por sabermos melhor do que aqueles que nos precederam, reconhecer a natureza do desejo, que nunca tinha tido lugar, que está no âmago da experiência da ação humana, que uma revisão ética é possível (Lacan, 1959-1960/1988, p. 376). [...] A moral do poder, do serviço dos bens é — Quanto aos desejos, vocês podem ficar esperando sentados (p. 378). [...] tradição eterna do poder [...] Continuemos trabalhando, e quanto ao desejo, vocês podem ficar esperando sentados (p. 381).

Ao dar lugar central ao desejo, Lacan ressitua e reduz de modo lógico o sentimento de culpa, a meu ver, praticamente elevado a uma variação do afeto da angústia. A culpa: saldo do parricídio em Totem e tabu e herança do Édipo na forma da lei do supereu; a culpa, tomada pelo pecado na religião, fruto da desobediência na perspectiva do dever... a culpa toma seu devido lugar na orientação lacaniana como o verdadeiro indício de se ter cedido de seu desejo. O ponto angustiado em que o sujeito se trai... E como o sujeito se trai? Algo que pode se enunciar assim: Façamos como todo mundo...

[...] se cede a ponto de diminuir suas próprias pretensões, e dizer-se — Pois bem, já que é assim, renunciemos a nossa perspectiva [...], não somos melhores, entremos na via costumeira. Aqui, vocês podem estar certos de que se reencontra a estrutura que se chama ceder de seu desejo (Lacan, 1959-1960/1998, p. 385).

Mas a traição pode ser trágica. O exemplo de Lacan no seminário da Ética, que se repete na Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da escola e no Discurso na Escola Freudiana de Paris (1970) são os remorsos de Oppenheimer, um dos inventores da bomba atômica, e a denúncia é da condição desviada do desejo na corrida cega pelo saber científico financiado pelo capital.

Ao dar um lugar nodal ao desejo, Lacan reposiciona o lugar do analista, que, diferentemente do ponto de ação (contra)transferencial, que seria projeção pessoal, o analista rege sua operação pelo “desejo de diferença absoluta” (Lacan, 1964/1998, p. 260) retificando, assim, e ainda, uma suposta neutralidade.

Diante dessa (re)orientação, podemos entender por que quem opera na análise lacaniana não é livre em sua política, amarrada na falta-a-ser, que rege o desejo do analista, pois é com esse desejo que ele opera (Lacan, 1964/1998, p. 868).

“O analista é ainda menos livre naquilo que domina a estratégia e a tática, ou seja, em sua política, onde ele faria melhor situando-se em sua falta-a-ser do que em seu ser” (Lacan, 1958/1998, p. 596). Desejo do analista decorrente dessa ética que, em uma volta a mais, esvazia o lugar de objeto a, tornando-o causa. Pagando com suas palavras, sua pessoa, seu juízo e seu gozo, o analista maneja a transferência do lugar do vazio de ser, para poder operar o ato e liberar o sentido na equivocação. E aqui, onde jovens analistas pedem regras técnicas, é onde se tem mais liberdade. Cabem aqui intervenções diversas, as falas menos conformes, variados semblantes, sessões regidas por um tempo lógico e até performances, desde que não sirvam ao narcisismo pessoal do analista.

Retomando as primeiras críticas e orientações de Lacan quanto aos princípios da ação analítica, ele propõe uma ética nem individualista (psicologia do Eu), nem uma política da felicidade (Aristóteles), que prescreve o “bem para todos” ou o “imperativo para todos” (Kant e Sade).

Temos então uma ética do bem-dizer (Lacan, 1974/2003, p. 531, 539), ética que é também do semidizer e que extrai consequências do desejo, não da herança maldita de Édipo a ser tratada na análise – nossa matéria-prima diária. Temos, portanto, ultrapassando as injunções superegoicas, sua lei insana, uma ética pautada na lei do desejo, que libera sua cota de gozo singular, sem o qual essa ética não se sustentaria, por não ser, de modo algum, uma ascese absoluta.

Entretanto, o que a análise orientada pela lei do desejo sempre constata é que é sempre mais cômodo sujeitar-se ao interdito do dever pelo temor, ou seja, sujeitar-se ao supereu, do que se submeter ao real da castração (Lacan, 1959-1960/1988, p. 367).

No tempo em que vivemos, em que nos assola uma política que libera no capitalismo sua mais terrível selvageria e quando tudo é rápido [When Every thing is fast] nada mais subversivo que uma análise que em sua ética permita ao desejo fazer com calma e rigor sua artesania, na busca de sua diferença.

Uma ética é princípio, meio e resistência.

Será que já realizamos com força essa aposta de pacto social, o alcance civilizatório da ética lacaniana? φ

3Eminente psiquiatra húngaro que lutou nos EUA contra o encarceramento manicomial e a ideia de doença mental na psiquiatria.

Referências

CALLIGARIS, C. O verdadeiro significado de felicidade com Contardo Calligaris (2019). Aula da Casa do Saber disponível em: https://youtu.be/Z7TdfJHbuVc?si=60ueqWK1ctQWrbq1-07/08/2023. Acesso em: 17 abr. 2024. [ Links ]

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Recebido: 18 de Abril de 2024; Aceito: 23 de Abril de 2024

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