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Psicologia Clínica

Print version ISSN 0103-5665On-line version ISSN 1980-5438

Psicol. clin. vol.35 no.1 Rio de Janeiro Jan./Apr. 2023  Epub Aug 26, 2024

https://doi.org/10.33208/pc1980-5438v0035n01edt 

EDITORIAL

EDITORIAL

Jaqueline de Carvalho Rodrigues1 

1Editora-chefe da revista Psicologia Clínica


A revista Psicologia Clínica tem passado por mudanças, que se iniciaram pela saída dos editores-chefes Breno Sanvicente-Vieira e Leonardo Fernandes Martins. Esta edição foi organizada por mim, Jaqueline de Carvalho Rodrigues, nova editora responsável. Agradeço aos antigos editores pelo trabalho que realizaram. Assumo o posto de editora-chefe da revista com a missão de manter a qualidade da publicação e contribuir para a disseminação do conhecimento científico nacional e internacional. Na próxima edição, apresentarei os novos editores associados e de seção, que integrarão a equipe deste periódico.

Esta edição é composta por nove artigos, a maior parte dos quais envolvem os temas Psicologia da saúde e Intervenções psicoterápicas. Na seção Psicologia da saúde, o primeiro estudo, intitulado Saúde de mulheres bissexuais: Análise da produção científica nacional na pós-graduação, escrito por Carolina de Souza e Manoel Antônio dos Santos, da Universidade de São Paulo, analisa a produção científica brasileira sobre a saúde de mulheres bissexuais e sua relação com os serviços de saúde. O artigo discute a importância de desenvolver pesquisas sobre esse tema e de investir na qualificação dos profissionais, a fim de aprimorar o cuidado em saúde.

O segundo artigo dessa seção é intitulado Psicanálise e o diagnóstico de autismo num contexto ampliado: Uma reflexão sobre o uso dos indicadores de risco para o desenvolvimento infantil, de autoria de Thaysa Silva dos Santos e Cristiana Carneiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O artigo discute o diagnóstico de autismo na clínica ampliada, a partir dos Indicadores de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI), entrevistando psicanalistas atuantes na área. O estudo reflete sobre benefícios e limitações do uso do IRDI nos contextos de saúde.

O último artigo dessa seção é intitulado Autopercepção e adolescência: Uma revisão sistemática da literatura, desenvolvido por Edimeire Pastori de Magalhães Tavernard, Cybelle Bezerra Sousa Florêncio, Fernando Augusto Ramos Pontes e Simone Sousa da Costa Silva, da Universidade Federal do Pará. Os autores realizaram uma revisão sistemática da literatura para investigar os instrumentos utilizados para avaliar o construto da autopercepção. O artigo ressalta a importância de combinar dados qualitativos e quantitativos para analisar esse construto.

A seção Intervenções psicoterápicas também é composta por três artigos. O primeiro, intitulado Group cognitive-behavioral therapy for obesity (Terapia cognitivo-comportamental em grupo para obesidade), publicado em inglês e escrito por Roberta Bilibio Westphalen, Cristina Pilla Della Méa e Vinícius Renato Thomé Ferreira, da Atitus Educação, teve como objetivo avaliar sintomas de compulsão alimentar, depressão, ansiedade e estresse em adultos com obesidade, antes e após participarem de uma intervenção em grupo. A intervenção, baseada na abordagem cognitivo-comportamental, mostrou resultados favoráveis na diminuição de sintomas psicológicos e no índice de massa corporal dos participantes.

O segundo artigo dessa seção tem o título Psicoterapia mediada por tecnologias digitais: Estudo fenomenológico longitudinal, e foi escrito por Nara Helena Lopes Pereira da Silva e Andrés Eduardo Aguirre Antúnez, da Universidade de São Paulo. O estudo teve como objetivo compreender as vivências nos processos de psicoterapia on-line, a partir de uma abordagem fenomenológica. Ao entrevistar terapeutas e pacientes, os autores discorrem sobre vários aspectos que permeiam o mundo digital, como questões éticas e práticas do uso das tecnologias digitais em psicologia.

O último artigo dessa seção tem como título Efeitos terapêuticos da psicoterapia de grupo de abordagem psicanalítica: Uma experiência nas políticas públicas, dos autores Bruno Huffel de Lima, Elizangela Felipi, Márcia Luíza Pit Dal Magro e Marta Neckel Menezes, da Universidade Comunitária da Região de Chapecó, bem como Anie Stürmer, do Instituto de Psicologia de Novo Hamburgo e do Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Porto Alegre. A pesquisa teve como objetivo analisar os efeitos terapêuticos do Grupo de Desenvolvimento Humano (GDH), a partir das mudanças psíquicas relatadas por duas participantes. O estudo discute as possibilidades de contribuição da psicanálise ao contexto das políticas públicas.

A seção livre é integrada por três artigos, o primeiro dos quais intitulado A desautorização do processo perceptivo em mães de vítimas de abuso sexual infantil, escrito por Simone Paula A. Rodrigues, Angela Maria Pires Caniato (in memoriam) e Marcos Leandro Klipan, da Universidade Estadual de Maringá. O estudo utiliza o método psicanalítico para discutir o descrédito materno diante de revelações de abusos. O artigo traz reflexões sobre a temática e os motivos do fenômeno.

O segundo estudo, Valores sexuais: Uma leitura lógica da teoria lacaniana da sexuação, escrito por Leonardo Fernandes Pimentel, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, traz uma discussão sobre as definições do que é “ser homem” e do que é “ser mulher”, a partir das obras de Sigmund Freud e Jacques Lacan. O ensaio aborda confluências e divergências entre esses autores e reflexões atuais sobre o tema.

Por fim, o último artigo desta edição tem como título Vieses psicológicos e tomada de decisão: Opiniões de especialistas versus investidores individuais, de autoria de Nicolas de Oliveira Cardoso, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Claudia Emiko Yoshinaga, da Fundação Getulio Vargas (SP), Frederike Monika Budiner Mette, da Escola Superior de Propaganda e Marketing, e Wagner de Lara Machado, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A pesquisa teve como objetivo investigar as opiniões de investidores sobre quais vieses psicológicos podem influenciar a tomada de decisão de investidores individuais e de profissionais do mercado financeiro. Os resultados destacam a necessidade de desenvolver ações educativas sobre a influência dos vieses psicológicos na tomada de decisão.

Em síntese, esta edição é composta por artigos com as mais diversas abordagens teóricas, desenvolvidos por pesquisadores brasileiros. Espero que os leitores de nossa revista desfrutem dos trabalhos. Boa leitura!

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