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Journal of Human Growth and Development

Print version ISSN 0104-1282On-line version ISSN 2175-3598

J. Hum. Growth Dev. vol.34 no.1 Santo André Jan. 2024  Epub Jan 20, 2025

https://doi.org/10.36311/jhgd.v34.15780 

ARTIGO ORIGINAL

Hipertensão arterial sistêmica e perfil metabolômico: revisão sistemática

Gabriela B Souza, desenvolveram a concepção e o desenho do estudo, conduziram a pesquisa nos bancos de dados, escreveram o artigo, Todos os autores leram e aprovaram o artigoa 
http://orcid.org/0000-0002-0167-9479

Marina Buchpiguel, desenvolveram a concepção e o desenho do estudo, conduziram a pesquisa nos bancos de dados, escreveram o artigo, Todos os autores leram e aprovaram o artigoa 
http://orcid.org/0000-0002-9521-7549

Antonietta B Rossetto, escreveram o artigo, Todos os autores leram e aprovaram o artigoa 
http://orcid.org/0009-0001-6804-3184

Wanderley M Bernardo, desenvolveram a concepção e o desenho do estudo, contribuíram com as ferramentas de análise de dados, Todos os autores leram e aprovaram o artigo.b 
http://orcid.org/0000-0002-8597-5207

Luiz A Bortolotto, Todos os autores leram e aprovaram o artigoc 
http://orcid.org/0000-0002-4865-6442

Luca S Tristão, desenvolveram a concepção e o desenho do estudo, contribuíram com as ferramentas de análise de dados, Todos os autores leram e aprovaram o artigod 
http://orcid.org/0000-0002-7197-0915

Guilherme Tavares, desenvolveram a concepção e o desenho do estudo, contribuíram com as ferramentas de análise de dados, Todos os autores leram e aprovaram o artigod 
http://orcid.org/0000-0001-6208-3743

Edson G Lo Turco, contribuíram com as ferramentas de análise de dados, escreveram o artigo, Todos os autores leram e aprovaram o artigoe 
http://orcid.org/0000-0002-3509-847X

Irineu F D S Massaia, escreveram o artigo, Todos os autores leram e aprovaram o artigoa 
http://orcid.org/0000-0001-5584-9245

José M Aldrighi, desenvolveram a concepção e o desenho do estudo, escreveram o artigo, Todos os autores leram e aprovaram o artigof  g 
http://orcid.org/0000-0001-9997-2456

aFaculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, Brasil;

bDepartamento de Cirurgia Geral, Faculdade de Medicina de São Paulo, São Paulo, Brasil;

cUnidade de Hipertensão, Instituto do Coração (InCor), Faculdade de Medicina de São Paulo, São Paulo, Brasil;

dDepartamento de Medicina Baseada em Evidências, Centro Universitário Lusíada, Santos, Brasil;

eDepartamento de Cirurgia Urológica, Seção de Reprodução Humana, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, Brasil;

fUniversidade de Saúde Pública de São Paulo, São Paulo, Brasil;

gDepartamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, Brasil.


Síntese dos autores

Por que este estudo foi feito?

A hipertensão arterial sistêmica é uma doença de alta prevalência, cujo diagnóstico precoce pode prevenir lesões à órgãos alvo e diminuir a morbidade da doença. Por isso, novas técnicas diagnósticas têm sido desenvolvidas, entre elas, o perfil metabolômico. Assim, este estudo tem como objetivo revisar sistematicamente estudos que comparam os metabólitos entre um grupo de pacientes hipertensivos e um grupo de pacientes sem hipertensão, tentando entender o impacto do estudo da metabolômica na prevenção desta doença.

O que os pesquisadores fizeram e encontraram?

Os autores realizaram uma revisão sistemática de artigos que comparam a diferença de metabólitos em um grupo de pacientes hipertensos e um grupo de pacientes não hipertensos, a seleção dos estudos foi realizada pelos bancos de dados EMBASE e MEDLINE. Esta revisão sistemática seguiu as diretrizes do PRISMA e para sua efetivação utilizou-se a estratégia de perguntas estruturadas, de acordo com as seguintes iniciais: P – paciente; I – intervenção; C – controle; O – out come/desfecho. Os resultados encontrados demonstraram uma sustentada diferença dos metabólitos entre o grupo de hipertensos e o grupo de não hipertensos, principalmente em relação aos lipídeos, aos aminoácidos e ao ácido láctico.

O que essas descobertas significam?

Os metabólitos alterados no grupo de hipertensos corroboram com o maior risco cardiovascular encontrado em pacientes com HAS. Apesar disso, o perfil metabolômico ainda possui limitações no entendimento do prognóstico da doença já que não existe uma associação dos diversos metabólitos à ocorrência de determinada lesão alvo como retinopatia, hipertrofia ventricular, aterosclerose e insuficiência renal.

Palavras-Chave: hipertensão arterial sistêmica; metabolômica; revisão; revisão sistemática

Resumo

Introdução

a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma causa significativa de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Apesar da dificuldade de diagnóstico da HAS em estágios iniciais, a rápida detecção e manejo da HAS são essenciais na prevenção do desenvolvimento de lesões em órgãos-alvo. Tecnologias mais recentes, como a metabolômica, têm se revelado alternativas promissoras para o diagnóstico de HAS.

Objetivos

o objetivo deste estudo é avaliar, por meio de uma revisão sistemática, o perfil metabolômico de pacientes com e sem HAS.

Método

esta revisão seguiu as diretrizes PRISMA. Foram analisados artigos, selecionados nas bases de dados EMBASE e MEDLINE, que comparavam metabólitos entre um grupo de pacientes hipertensos e um grupo não hipertenso.

Resultados

as diferenças dos metabólitos que alcançaram significância estatística foram: a maior prevalência de lipídios e ácido lático no grupo hipertenso, bem como a redução de metionina neste mesmo grupo.

Conclusão

novas pesquisas devem ser realizadas para estabelecer qual a implicação clínica desta alteração metabólica, relacionando-a uma potencial lesão de órgão-alvo como a aterosclerose, a insuficiência renal, a retinopatia ou a hipertrofia ventricular.

Palavras-Chave: hipertensão arterial sistêmica; metabolômica; revisão; revisão sistemática

Destaques

O presente artigo, por meio de uma revisão sistemática, evidencia diferenças significativas no perfil metabolômico entre um grupo de pacientes com HAS e um grupo de pacientes hígidos. Desta forma, o presente estudo parece corroborar o uso da metabolômica como um potencial instrumento diagnóstico para a HAS, podendo significar, em breve, um rastreio precoce para possíveis lesões alvo desta doença.

Palavras-Chave: hipertensão arterial sistêmica; metabolômica; revisão; revisão sistemática

Authors summary

Why was this study done?

Systematic arterial hypertension is a highly prevalent disease, whose early diagnosis can prevent target organs injuries and reduce the morbidity of the disease. Therefore, newer diagnostic techniques have been developed such as metabolomics. The purpose of this study is to evaluate, through a systematic review, the metabolomic profile of individual with and without SAH, evaluating the impact metabolomics on the prevention and early diagnosis of the disease.

What did the researchers do and find?

This study followed the PRISMA guidelines on reporting items. It analyses articles selected from the EMBASE and MEDLINE databases that compares metabolites in a hypertensive group with a non-hypertensive group. The results found a sustained difference in metabolites between the hypertensive group and the non-hypertensive group, especially in relation to lipids, amino acids and lact acid.

What do these findings mean?

The altered metabolites in the group of hypertensive patients corroborate the greater cardiovascular risk found in patients with SAH. Despite this, the metabolic profile still has limitations in understanding the prognosis of the disease since there is no defined association between the metabolites and occurrence of a specific target lesion such as retinopathy, ventricular hypertrophy, atherosclerosis, and renal insufficiency.

Key words: systemic arterial hypertension; high blood pressure; metabolomic; review; systematic review

Abstract

Introduction

Systemic arterial hypertension (SAH) is a significant cause of morbidity and mortality worldwide. Despite the difficulty in diagnosing SAH in the early stages, the rapid detection and management of SAH are essential in preventing the development of target organ injuries. Newer technologies such as metabolomics have been revealed as promising alternatives for SAH diagnoses.

Objectives

The purpose of this study is to evaluate, through a systematic review, the metabolomic profile of individuals with and without SAH.

Methods

This review followed the PRISMA guidelines on reporting items. It analyses articles selected from the EMBASE and MEDLINE databases that compares metabolites in a hypertensive group with a non-hypertensive group.

Results

The differences that reached statistical significance were a higher prevalence of lipids and lactic acid in the hypertensive group, as well as a reduction in methionine.

Conclusion

Future research should be conducted to establish a possible clinical implication to this metabolite alteration, by linking it to a potential target organ injury for SAH, such as atherosclerosis, renal failure, retinopathy our ventricular hypertrophy.

Key words: systemic arterial hypertension; high blood pressure; metabolomic; review; systematic review

Highlights

This systematic review highlights significant differences in the metabolomic profile between a group of patients with SAH and a group of healthy patients. Therefore, the present study seems to corroborate the use of metabolomics as a potential diagnostic tool for SAH, which could mean, soon, early screening for possible target lesions.

Key words: systemic arterial hypertension; high blood pressure; metabolomic; review; systematic review

INTRODUÇÃO

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença de relevância em Saúde Pública, com expressiva prevalência, pois acomete cerca de 30% da população adulta mundial. Apesar de todos os avanços no seu tratamento, constata-se ainda em alguns países, como o Brasil, que menos de 20% têm a doença controlada1 e, mais de 22% da população de capitais brasileiras já é portadora de HAS2.

A hipertensão não tratada é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares3, considerada a principal causa de mortalidade no mundo4. Dessa forma, é de grande importância o rastreamento da HAS, especialmente por meio de métodos simples e de baixo custo para que se possa identificar precocemente o agravo.

Diretrizes brasileiras e internacionais consideram como portadores de hipertensão arterial, todo indivíduo com valores maiores ou iguais a 140/90 mm de Hg, em pelo menos três momentos diferentes, sempre mensurados por um profissional de saúde, em ambiente apropriado5-7.

Entretanto, há situações no cotidiano clínico que se torna difícil a caracterização do diagnóstico de hipertensão arterial, sendo por isso necessário a realização de um exame mais apurado para defini-la. Nesses casos, indica-se um exame denominado monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), que permite a mensuração da pressão arterial (PA) durante 24 horas, incluindo as atividades habituais e sono, por meio de um monitor leve e pequeno colocado na cintura do indivíduo. O MAPA é considerado um importante instrumento para excluir a hipertensão denominada do “avental-branco” (pressão mais elevada no consultório e normal na MAPA), bem como a hipertensão “mascarada” (pressão normal no consultório e mais elevada na MAPA8,9.

Poucos sintomas são atribuídos diretamente a quadros de elevação da PA, especialmente em estágios precoces da doença10; dificultando a identificação da HAS, retardando a intervenção terapêutica e, aumentando o risco de comorbidades cardiovasculares8. De fato, tratamento da HAS, instituído em estágios mais precoces, como no intervalo de valores entre 120/80 e 140/90 mm Hg, considerados por algumas diretrizes como pré-hipertensão, pode prevenir o desenvolvimento de graves lesões de órgãos alvo e, até mesmo, reduzir o risco de demência11.

Portanto, a identificação da HAS em seus estágios mais precoces - quando os valores ainda não são mais elevados - assume particular importância e representa significativo desafio para a comunidade médica. E, nesse sentido, estudos com metabolômica tem se mostrado promissores, pois podem, não só antecipar o diagnóstico, mas também direcionar novas alternativas terapêuticas9.

A metabolômica consiste no estudo da expressão proteica individual de cada indivíduo e reflete a “assinatura química” do fenótipo molecular. Em doenças com início assintomático, como é o caso da HAS, os metabólitos já podem apresentar alterações perceptíveis em sangue, urina ou outros fluidos, bem antes do surgimento de qualquer sintoma ou sinal clínico12,13.

A identificação de metabólitos pode ser feita por diferentes técnicas, mas a espectrometria de massas (MS: mass spectrometry) é a mais comumente utilizada nos estudos de metabolômica por ser simples, rápida, de alta sensibilidade e de melhor compreensão dos mecanismos fisiopatológicos e diagnósticos envolvidos nas doenças12-14. A vantagem de utilizar este método em comparação com a análise genética é que os metabólitos não variam entre as espécies. Por possuírem a mesma estrutura química, é possível utilizar métodos semelhantes em organismos diferentes, o que poderia torná-lo uma ferramenta superior para pesquisa e diagnóstico15.

Assim, o presente estudo tem como propósito avaliar, por meio de uma revisão sistemática, o perfil metabolômico de indivíduos com e sem hipertensão arterial.

MÉTODO

Desenho de estudo

Para a efetivação dessa revisão adotou-se a estratégia de busca baseada em perguntas estruturadas, de acordo com as seguintes iniciais: P – paciente; I – intervenção; C – controle; O – out come.

Local e período de estudo

A seleção de artigos foi feita nas bases de dados MEDLINE e EMBASE, entre outubro de 2019 a março de 2020, por duas pesquisadoras de maneira independente.

População de estudo e critérios de eligibilidade

Foram incluídas pesquisas com um grupo de indivíduos com hipertensão arterial sistêmica e um grupo controle, ambos submetidos à análise metabolômica sanguínea. O desfecho analisado foi a diferença de metabólitos entre os grupos estudo e controle (composto por apenas indivíduos normotensos). Excluíram-se estudos feitos em animais, em indivíduos com hipertensão secundária ou pré-eclâmpsia, além de desfechos intermediários. Não houve restrição de data de publicação do artigo, idioma ou desenho do estudo.

Coleta dos dados

A busca realizada foi: (Metabolomic OR Metabolomics OR Metabonomic OR Metabonomics) AND (Blood Pressure, High OR Blood Pressures, High OR High Blood Pressure OR High Blood Pressures OR hypertension OR Essential Hypertension OR Hypertension, Essential).

Avaliou-se, inicialmente, os títulos de estudos e, depois, os resumos. Ao fim, analisaram-se os textos completos. Com essa seleção prévia de artigos em ambas as bases de dados, realizou-se uma busca manual nas bibliografias das revisões sistemáticas e metanálises encontradas e uma busca cinzenta na biblioteca digital da USP.

Após a seleção dos artigos, foram extraídos dados que permitiriam futura comparação entre estudos. Foram coletadas as seguintes informações: data de publicação e autor, número de pacientes e seus critérios de inclusão e exclusão, perfil metabolômico analisado e desfecho. Os desfechos procurados foram upregulation e downregulation de metabólitos em indivíduos com e sem HAS.

Análise de dados

Os dados foram coletados a partir de série de casos. O risco de viés foi calculado por meio do Checklist descrito pelo Joanna Briggs Institute Checklist.

Os resultados foram descritivos por meio de números absolutos, médias, porcentagens e variações (desvio padrão ou intervalo de confiança), ou, se possível, os resultados de um ou mais estudos foram agregados por meio da metanálise. O nível de confiança utilizado foi de 95%.

Aspectos éticos e legais da pesquisa

Esse artigo não contém nenhum estudo desenvolvido com animais ou humanos que fora realizado por qualquer um dos autores.

RESULTADOS

A partir da busca inicial foram obtidos 1055 artigos na base de dados MEDLINE e 1703 artigos na base EMBASE. Desse total, foram excluídos os estudos replicados, restando 1704 trabalhos. Em seguida, excluíram-se, respectivamente, os artigos com base nos títulos (n=1653), resumos (n=24), e textos complexos (n=19), obtendo-se, assim, 8 artigos (figura 1). Por fim, foi feita busca manual, que resultou no acréscimo de mais 2 estudos, totalizando 10 o número dos estudos incluídos nesta revisão sistemática. Não foram encontrados livros ou teses que pudessem fazer parte desta revisão.

Figura 1 : Fluxograma dos trabalhos revisados 

A análise de vieses foi feita com base no questionário Joanna Briggs para série de casos16 e descritos na tabela 1. O risco global de viés desta revisão foi considerando alto.

Tabela 1 : Questionário Joanna Briggs para série de casos, podendo ser respondido Sim (em verde), Não (em vermelho), Não especificado (em roxo) e Não Aplicável (em azul) 

Artigo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Conclusão
Walajko, J M - 2015 Alto
Zhao, H 2018 Alto
Bai, Q 2018 Alto
Ameta, K 2017 Médio
Yang M. - 2016 Alto
Van Deventer, C.A. – 2015 Médio
Zhong L. - 2014 Médio
Li, Y – 2013 Alto
Brindle, J – 2002 Alto

Questionário:

  1. A série de casos apresentou critérios de inclusão claros?

  2. A série de casos mensurou a condição em um modelo padrão e confiável?

  3. A série de casos apresentou métodos válidos para identificação da condição para todos os pacientes incluídos?

  4. A série de casos tem uma inclusão consecutiva dos participantes?

  5. A série de casos teve uma inclusão completa dos participantes?

  6. O estudo apresentou um relato claro das condições demográficas dos participantes?

  7. Houve um relato claro das informações clínicas dos participantes?

  8. Os desfechos ou seguimento dos resultados foram claramente relatados?

  9. Houve um relato claro da informação demográfica dos presentes locais ou clínicas?

  10. A análise estatística foi apropriada?

Com os trabalhos selecionados, foi feita a unificação dos metabólitos significativos, sendo divididos e analisados em grandes grupos (tabela 2):

Tabela 2 : Grupos de metabólitos encontrados nos estudos 

GRUPOS DE METABÓLITOS HAS
up regulation/aumento down regulation/diminuição
PROTEÍNAS E DERIVADOS ácido 5-aminolevulenico, betaína, leucina, fenilalanina, 4-oxoprolina, valina, alfa-tirosina, ornitina, arginina, homocisteína, L-anserina metionina, glicina, carnitina, arginina, valina, alanina, ácido piroracemico, inose, p-hidroxifenilalanina, metilhistidina, meatonina, 3,4-dihidroxifeniletilenoglico, ácido 5-hidroxindoleacético
LIPÍDEOS E DERIVADOS Cortolona, 11-hidroxiandrosterona, VLDL, LDL, ácido butírico, ácido 5-hidroxihexanoico, ácido oleico ácido 2-aminoctanoico
CARBOIDRATOS d-glicose
ÁCIDOS ORGÂNICOS ácido lático, ácido isovalérico, ácido felinlactico, ácido fumarico ácido carboxílico glucoronideo, ácido tricarbalilico , ácido acetildormico
OUTROS sulfoacetaldeido, ácido quinolínico, acetona inositol, piruvato

  1. Proteínas e derivados: proteínas, aminoácidos e derivados de monoaminas;

  2. Lipídeos e derivados: lipídeos, esteroides, colesterol, ácidos graxos;

  3. Carboidratos;

  4. Ácidos orgânicos;

  5. Outros.

Não foi possível agrupar os estudos para realização de uma metanálise porque os artigos selecionados apresentavam diferentes metodologias. Portanto, optou-se por uma abordagem descritiva.

Os estudos foram identificados pelo autor principal e data de publicação. Eles foram descritos com base no número de pacientes, nos metabólicos analisados e no seu desfecho (tabela 3). Os estudos estão descritos a seguir:

Tabela 3 : Descrição dos estudos baseado no número de pacientes, metabólitos analisados e desfecho. 

ESTUDO PACIENTES METABOLÔMICA DESFECHO
Walajko, J M - 2015 35 pacientes - 18 controles - 17 hipertensos Sulfoacetaldeido, ácido 5-aminolevulenico, ácido quinolonico, 4-oxoprolina, L-anserina , leucina, fenilalanina, valina, ácido alfa-hidroxisobutirico Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: ácido 5-aminolevulenico, sulfoacetaldeido, betaina, L-leucina, ácido quinolínico, fenilalanina, 4-oxoprolina, L-anserina; valina
Zhao, H 2018 150 pacientes - 75 controles - 75 hipertensos Ácido 5-hidroxindoleacetcico, melatonina, 3,4-dihidroxifenilglicerol, ácido 2-aminooctanoico, L-metionina, O-tirosina, cortolone, 11-hidroxiandosterona, ácido butirico, ácido 5-hidroxihexanoico Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: cortolona, ácido butírico, alfa-tirosina, ácido 5-hidroxihexanoico, 11-hidroxiandrosterona Diminuição dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: melatonina, metionina, 3,4-dihidroxifeniletilenoglicol, ácido 5-hidroxindoleacético e ácido 2-aminoctanoico
Bai, Q 2018 178 pacientes - 91 controles - 87 hipertensos Olicina, ornitina, carnitina Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: ornitina Diminuição dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: glicina, carnitina
Ameta, K 2017 123 pacientes 59 controle - 64 hipertensos Alanina, arginina, metionina, piruvato, adenina, uracil Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: arginina, homocisteina Diminuição dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: metionina, alnanina, piruvato
Yang M. - 2016 128 pacientes - 15 controle - 113 hipertensos Citrulina, D(+) galactose, glicina, frutose, L-tirosina, ácido oleico, mio-inositol, ureia, L-fenilanina, L-treonina, L(+) ácido lático, L-valina, L-leucina, L-prolina, betaina, ácido palmítico, ácido esteárico, a-tocoferol, beta-sitoseterol, l-triptofano, DL-gliceraldeído, ácido glicocólico, ácido eicosanóico, ácido hexanoico, ácido heptanoico, ácido nonaóico, sucrose, sorbitol, celobiose, isoleucina, alanina, ácido cítrico, ácido azelaico, ácido aspártico, ácido 4-hidroxibenzoico, ácido pimelico, L-serina, hipoxantina, d-homoserina, ácido úrico, oxido de trimetilamina, ácido pentanedioico, alantoina, ácido linoleico, ácido oxaloacetico, sorbose e ácido alfa-cetoglutárico. Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: ácido oleico Diminuição dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: mioinositol
Van Deventer, C.A. – 2015 25 pacientes - 13 controles - 12 hipertensos ácido 3-OH-sebácico; hesperetina, hexenoilcarnitina, ácido fumarico, 2-OH-isovalerato, metilguanosina, N-acetillarilamina, 4-OH-fenilactato, ácido quinurenico, fenilglioxilato, ácido metilurico, glucuronido de carboxilato de indol, ácido tricarbalilico, ácido lático, dimetiluacil, trimetil-L-lisina. Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: ácido lático, fumarico, 4-OH-fenilactico e 2-OH-isovalerico.
Zhong L. - 2014 265 pacientes - 99 controles - 157 hipertensos valina, alanina, ácido piroracemico, inose, p-hidroxifenilanina, ácido lático, acetona, metilhistidina. (não descreve todos) Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: ácido lático, acetona, VLDL e LDL Diminuição dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: valina, alanina, ácido piroracemico, inose p-hidroxifenilanina, metilhistidina
Li, Y – 2013 86 pacientes - 22 controles - 64 hipertensos betaina, ácido mevalonico, corticosterona, beta-leucina, ácido propionico, metionina, D-glicose, glicina, tirosina, ácido málico. Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: D-glicose
Brindle, J – 2002 64 pacientes - 28 normais - 36 hipertensos/PA limítrofe alfa-glicose, beta-glicose, lactato, glicose, glicerol, colina, lipídeos, alanina, valina, HDL, VLDL, LDL Aumento dos seguintes metabólitos na amostra com HAS: componentes lipídicos

A análise de 35 pacientes identificou aumento relativo dos seguintes metabólitos em indivíduos hipertensos (n=17), quando comparado aos indivíduos normais (n=18): ácido 5-aminolevulenico, sulfoacetaldeido, betaina, L-leucina, ácido quinolínico, fenilalanina, 4-oxoprolina, L-anserina; valina17. Uma segunda pesquisa envolvendo 150 indivíduos, sendo 75 hipertensos (PAM Sistólica: 139.95±10.09; PAM Diastólica: 89.92±7.54) e 75 normotensos, encontrou aumento de cortolona, ácido butírico, alfa-tirosina, ácido 5-hidroxihexanoico, 11-hidroxiandrosterona, e uma diminuição de melatonina, metionina, 3,4-dihidroxifeniletilenoglicol, ácido 5-hidroxindoleacético e ácido 2-aminoctanoico no grupo de hipertensos, em comparação com o grupo controle18.

Um estudo chinês constituído de 178 indivíduos revelou que o grupo de pacientes hipertensos (n=87; PAM Sistólica: 182.39 ± 16.27; PAM Diastólica: 108.62 ± 11.83) exibia um metabolismo de aminoácidos anormal, quando comparado ao grupo de indivíduos hígidos (n=91), apresentando altos níveis de ornitina e baixos de glicina e carnitina19. Outra investigação, ao analisar 123 pacientes (64 com HAS e 59 indivíduos saudáveis) constatou aumento de arginina e homocisteína e diminuição de metionina, alanina e piruvato no padrão metabolômico de pacientes hipertensos, em comparação ao grupo normotenso. No entanto, não foi possível obter informações sobre a significância estatística de tais diferenças observadas20.

Em estudo de 2016 foram recrutados 128 pacientes, sendo 113 indivíduos hipertensos (PAM sistólica: 145.1 ± 9.28; PAM Diastólica: 88.35 ± 7.92) e 15 pacientes controle sem HAS. Os resultados mostraram diferenças significativas nas concentrações de ácido oleico (maiores valores no indivíduo com HAS) e mioinositol (menores valores em indivíduos com HAS)21. Em outro artigo, 13 indivíduos normotensos foram comparados com 12 portadores de HAS, tendo esses últimos apresentado maiores concentrações de ácido lático, fumarico, 4-OH-fenilactico e 2-OH-isovalerico22.

Em análise anterior realizada em 2014 já se tinha constatado que pacientes com HAS (n=157) exibiam menor quantidade de aminoácidos (valina, alanina, ácido piroracemico, inose p-hidroxifenilanina, metilhistidina) e maior quantidade de ácido lático, acetona, VLDL e LDL, do que indivíduos normotensos (n=99)23. Diferentemente em outro estudo que comparou 22 indivíduos saudáveis com 64 hipertensos, portadores da síndrome de deficiência Ying e Yang., a D-glicose foi maior nos grupos hipertensos em comparação com o grupo controle24.

Por fim, um estudo ao analisar os metabólitos alfa-glicose, beta-glicose, lactato, glicose, glicerol, colina, lipídeos, alanina, valina, HDL, VLDL, LDL de pacientes normotensos (N-28), limítrofes (N=19) e hipertensos (N=17) notou que o soro dos limítrofes e com HAS era semelhante e, exibiu mais componentes lipídicos25.

DISCUSSÃO

Os estudos analisados na presente revisão mostram alta prevalência de lipídeos e seus derivados no grupo de hipertensos, quando comparada aos indivíduos hígidos. Vários estudos já relataram, mesmo antes da constatação clínica de elevação da pressão arterial, que o colesterol representa um importante biomarcador de hipertensão primária, pois notaram significativas alterações metabólicas envolvendo o colesterol, não só de indivíduos hipertensos, mas também de seus filhos26-28.

Ademais, os estudos mostraram que essas alterações metabólicas dos lipídeos expressam não só o aumento das concentrações séricas de colesterol, mas também de ácidos graxos saturados; por isso, são consideradas como fator prognóstico em indivíduos hipertensos, pois também se associam à doença coronariana, diabetes mellitus e a um risco trombótico29,30.

Na presente revisão outro resultado interessante constatado foi que os estudos conseguiram identificar um perfil metabolômico caracterizado pelo aumento de ácido lático em indivíduos hipertensos, possivelmente decorrente não só de uma má perfusão tecidual, devido à vasoconstrição periférica, comum na hipertensão arterial, mas também pela utilização de vias metabólicas anaeróbias que ocorrem nas células da musculatura lisa vascular, devido à alta demanda energética necessária para se manter em constante vasoconstrição31.

Os estudos mostraram também que na hipertensão ocorre redução da metionina, aminoácido essencial na síntese proteica e que tem como um de seus principais intermediários a homocisteína. Essas baixas concentrações de metionina estimulam uma maior conversão para homocisteína e este incremento se associa à doença cardiovascular, devido ao dano endotelial, redução da elasticidade arterial e maior estresse oxidativo local32.

No tocante ao padrão metabolômico envolvendo proteínas e seus derivados (aminoácidos, dipeptídeos e derivados de monoaminas) a revisão constatou que essas foram as substâncias que mais se mostraram alteradas nos estudos envolvendo pacientes hipertensos, tanto por upregulation quanto por downregulation.

Por fim, as limitações da presente revisão incluem: a escassez de artigos publicados (o que dificultou uma ampla e minuciosa comparação), o pequeno tamanho amostral e os tipos de estudos transversais (que dificultaram a aplicabilidade e extrapolação dos resultados para a população de hipertensos em geral) e, principalmente, a não associação dos desfechos clínicos às variações dos metabólitos encontrados na hipertensão, impossibilitando que se pudesse caracterizar um perfil metabolômico à um prognóstico da doença.

CONCLUSÃO

Desta forma, mesmo tendo se observado diferenças significativas nos perfis metabolômicos entre indivíduos normotensos e os indivíduos com HAS, não foi possível estabelecer um significado clínico para esses achados, uma vez que nenhum estudo associou o perfil metabolômico observado no grupo hipertenso à algum prognóstico ou lesão-alvo.

Assim, pesquisas futuras devem ser conduzidas com o intuito de se avaliar uma possível relação clínica/prognóstica desses metabólitos alterados. Deve-se comparar um grupo de indivíduos com HAS, sem comprometimento clínico importante e, outro com HAS, mas com lesões de órgãos alvo, como hipertrofia ventricular, aterosclerose, insuficiência renal, e retinopatia.

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Recebido: Maio de 2023; Aceito: Dezembro de 2023; Publicado: Abril de 2024

Autor correspondente: gabibsouza@hotmail.com

Conflitos de interesse:

Os autores não possuem qualquer conflito de interesse relevante ao conteúdo deste artigo.

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