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Journal of Human Growth and Development

versão impressa ISSN 0104-1282versão On-line ISSN 2175-3598

J. Hum. Growth Dev. vol.35 no.3 Santo André  2025  Epub 10-Abr-2026

https://doi.org/10.36311/jhgd.v35.18271 

ARTIGO ORIGINAL

Conhecimento sobre amamentação de gestantes no Espírito Santo

Camila Bruneli do Prado, Conceptualization, Data curation, Formal analysis, Funding acquisition, Investigation, Methodology, Resources, Validation, Writing – original drafta 
http://orcid.org/0000-0002-1762-6064

Edson Theodoro Santos Neto, Conceptualization, Data curation, Formal analysis, Funding acquisition, Investigation, Methodology, Project administration, Resources, Supervision, Validation, Writing – original draft, Writing – Review & Editinga 
http://orcid.org/0000-0002-7351-7719

Gabriela Petri de Bortolo das Neves, Formal analysis, Investigation, Writing – Review & Editinga 
http://orcid.org/0000-0002-3836-3822

Dixis Figueroa Pedraza, Formal analysis, Investigation, Writing – Review & Editingb 
http://orcid.org/0000-0002-5394-828X

Luciane Bresciani Salaroli, Conceptualization, Data curation, Formal analysis, Funding acquisition, Investigation, Methodology, Project administration, Resources, Supervision, Validation, Writing – original draft, Writing – Review & Editinga  c 
http://orcid.org/0000-0002-1881-0306

aPrograma de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória/ES, Brasil; prado.camilab@gmail.com; edsontheodoroneto@gmail.com; petridebortolo@gmail.com

bDepartamento de Enfermagem, Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, Paraíba, Brasil; dixisfigueroa@gmail.com

cPrograma de Pós-graduação em Nutrição e Saúde, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória/ES, Brasil. lucianebresciani@gmail.com


Resumo

Objetivo

descrever o conhecimento de gestantes sobre aleitamento materno.

Método

trata-se de um estudo transversal, com gestantes residentes no Espírito Santo, com idade ≥ 20 anos e que possuíam acesso à internet. Os dados foram coletados por meio de um instrumento autoaplicável, elaborado no Research Electronic Data Capture, e divulgado nas redes sociais. Os dados foram analisados por meio de frequências absolutas e relativas.

Resultado

a maioria das gestantes (63,6%) não recebeu orientações sobre aleitamento materno no pré-natal; 81% conheciam de dois a nove tópicos, de onze, relacionados à temática. Dentre os assuntos mais conhecidos estão os referentes à “sucção do bebê e aumento na produção de leite” (n=111; 94,1%) e ao “tempo ideal de aleitamento materno exclusivo” (n=111; 94,1%).

Conclusão

há a necessidade de implementação de educação em saúde na assistência pré-natal, visto a baixa oferta de orientações sobre o aleitamento materno.

Palavras-chave: Gestantes; Aleitamento Materno; Tecnologia; Promoção da Saúde

Abstract

Objective

to describe pregnant women’s knowledge about breastfeeding.

Method

this is a cross-sectional study with pregnant women residing in Espírito Santo, aged 20 years or older, who had internet access. Data were collected using a self-administered instrument developed in Research Electronic Data Capture and disseminated through social media. Data were analyzed using absolute and relative frequencies.

Results

the majority of pregnant women (63.6%) did not receive guidance on breastfeeding during prenatal care; 81% were familiar with two to nine out of eleven topics related to the subject. Among the most well-known topics were those concerning “baby’s sucking and increased milk production” (n=111; 94.1%) and the “ideal duration of exclusive breastfeeding” (n=111; 94.1%).

Conclusion

there is a need to implement health education in prenatal care, given the low availability of guidance on breastfeeding.

Keywords: Pregnant women; Breastfeeding; Technology; Health promotion

Highlights

Only 36% received information about breastfeeding during prenatal care.

Limited knowledge about restrictions and harmful habits for breastfeeding.

Importance of the educational role of health professionals.

© The authors (2025)

Keywords: Pregnant women; Breastfeeding; Technology; Health promotion

Authors summary

Why was this study done?

The study was conducted to describe pregnant women’s knowledge about breastfeeding and to identify potential gaps in the guidance received during prenatal care.

What did the researchers do and find?

A cross-sectional study was conducted with 118 pregnant women from Espírito Santo, using an online questionnaire. The majority demonstrated basic but insufficient knowledge, with a predominance of the “Guide” score, indicating a need for more information about breastfeeding.

What do these findings mean?

The results highlight shortcomings in prenatal education about breastfeeding, emphasizing the importance of educational initiatives and more effective professional support for pregnant women.

Keywords: Pregnant women; Breastfeeding; Technology; Health promotion

INTRODUÇÃO

O aleitamento materno é amplamente reconhecido como a forma mais adequada de alimentação infantil, por atender plenamente às necessidades nutricionais e imunológicas do bebê nos primeiros meses de vida1,2. Além de reduzir a morbidade e a mortalidade por doenças infecciosas, o aleitamento materno contribui para a prevenção de doenças crônicas, como diabetes, favorece a manutenção do peso saudável, estimula o desenvolvimento cognitivo e está associado a maior inteligência e melhor desempenho escolar3-5.

Para a mãe, a amamentação concede proteção contra o câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares4-6. Para o binômio mãe-bebê, com a liberação de ocitocina na amamentação há o fortalecimento do vínculo e redução do stress7.

Além disso, o aleitamento materno gera impactos positivos não apenas para a mãe e o bebê, mas também para a família e a sociedade, incluindo benefícios econômicos8. Por estar associado a melhores desfechos de saúde materna e infantil, o aleitamento contribui para a redução de gastos familiares com assistência médica e diminui as perdas econômicas relacionadas ao afastamento dos pais de suas atividades laborais para exercerem o papel de cuidadores9,10.

A amamentação exclusiva até os seis meses de vida, sem a introdução de fórmulas lácteas ou outros alimentos e líquidos, está associada à menor ocorrência de hospitalizações por doenças infecciosas e outras complicações decorrentes da exposição precoce a tais produtos11,12. Além disso, a amamentação iniciada no primeiro dia de vida pode evitar cerca de 16% dos óbitos neonatais e se for realizada na primeira hora de vida este número aumentaria para 22%13. O início da amamentação na primeira hora de vida deve ser incorporado à rotina hospitalar como estratégia fundamental para promover o aleitamento materno exclusivo (AME) até o sexto mês e sua continuidade, de forma complementar, até os dois anos ou mais14,15. Essa recomendação, apoiada por organismos nacionais e internacionais1, reforça a importância do contato precoce entre mãe e bebê para o sucesso e a manutenção da amamentação.

A nível mundial, em 2016, a taxa de AME correspondia a 40%16. Globalmente, apenas 44% das crianças são alimentadas exclusivamente com leite materno durante os primeiros seis meses de vida. Nas Américas, essa proporção é de 38%, e apenas 32% continuam sendo amamentadas até completarem dois anos. Na América Latina e no Caribe, menos da metade dos recém-nascidos (48%) recebe amamentação na primeira hora de vida17. No Brasil em 2021, conforme dados da Pesquisa Nacional de Nutrição Infantil (ENANI), cerca de 62,4% das crianças foram amamentadas na primeira hora de vida18. As prevalências de AME e AM continuado no primeiro ano de vida foram de 45,8% e 43,6%, respectivamente18. Apesar da melhoria identificada, ainda são necessários esforços para o alcance da meta de 80% de AME estipulada pela16. Assim, apesar de identificadas melhorias, são necessários esforços globais para aumentar essas taxas para alcançar a meta de 50% de amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida até 2025, e de 70% até 2030, em todo o mundo17.

Muitos fatores podem influenciar no processo de aleitamento materno8, dentre eles estão o acesso a informações sobre o assunto durante o pré-natal19, a intenção de amamentar e o apoio social20. Neste sentido, os profissionais de saúde, por intermédio das ações de apoio e promoção ao processo de amamentação no período pré-natal, podem influenciar no aumento das taxas de AME e AM21, oferecendo orientações sobre os benefícios do aleitamento, o manejo adequado do aleitamento materno e a importância de práticas como a livre demanda, o início da amamentação na primeira hora de vida e do alojamento conjunto22.

Além disso, a educação pré-natal deve incorporar assuntos que abordem as mulheres e famílias sobre os impactos da alimentação artificial, do uso de mamadeiras, bicos e chupetas, reforçando a necessidade de políticas públicas e projetos que facilitem a disseminação dessas informações11. Neste sentido, esforços educacionais devem ser criados, visto que a falta de conhecimento adequado da gestante sobre amamentação pode influenciar negativamente o aleitamento materno8,23.

Por outro lado, o conhecimento disponibilizado no momento oportuno e da maneira correta, traz benefícios à amamentação, uma vez que desmistificam fatores culturais, familiares, estilo de vida e crenças pessoais que podem interferir diretamente na decisão da mulher de amamentar24. Desse modo, acompanhar de perto e adotar uma abordagem humanizada é essencial para fortalecer a confiança das mães, ajudando-as a superar desafios e a manter a prática mesmo em situações difíceis25.

Assim, diante do exposto, o objetivo deste estudo é descrever o conhecimento de gestantes sobre aleitamento materno.

MÉTODO

Desenho do estudo

Trata-se de um estudo transversal descritivo realizado no período de junho a setembro de 2021, com gestantes maiores de 20 anos, que estavam no 3º trimestre gestacional, que residiam em um dos 78 municípios do Espírito Santo e possuíam acesso à internet. Devido às limitações sanitárias e à redução das atividades presenciais nos serviços de saúde durante esse período, a coleta de dados foi realizada exclusivamente de forma on-line, por meio de questionário eletrônico.

Local e população do estudo

Para a amostra deste estudo foi considerada a população de nascidos vivos de 53.569 em 2020 no ES, de acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC)26. A partir disso, foi estabelecida uma proporção esperada igual a 58% de adesão em até quatro informações sobre amamentação, oriunda de um estudo prévio realizado com gestantes da Região Metropolitana da Grande Vitória27, com um intervalo de confiança de 95% e um erro amostral de 9%, o que resultou na necessidade de uma amostra de 116 gestantes.

As participantes foram recrutadas de forma on-line e voluntária, por meio da divulgação do questionário em redes sociais e grupos de gestantes, o que resultou na participação de 118 mulheres residentes em um dos 78 municípios do estado, sem seleção prévia dos locais.

População do estudo e critérios de elegibilidade

Os dados foram coletados por meio de um questionário on-line, instrumento eletrônico autoaplicável, e hospedado em https://redcap.ufes.br/. Para a coleta de dados, a pesquisa foi amplamente divulgada em redes sociais (Facebook, Instagram e WhatsApp) com um convite às gestantes. Aquelas interessadas em participar do estudo acessavam um link disponível no convite, com acesso ao TCLE e ao questionário. Para o desenvolvimento e análise de dados deste estudo, consideraram-se as gestantes que atendiam aos critérios de inclusão: gestantes que estavam no terceiro trimestre da gestação; que tinham acesso à internet; que responderam ao questionário completo; e residiam no ES.

Coleta de dados

O questionário compreendia informações socioeconômicas, do pré-natal e sobre o conhecimento das gestantes a respeito de aspectos relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno. O conhecimento das gestantes sobre aspectos relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno estava constituído por 11 questões gerais com opções de resposta “Sim” ou “Não”, a partir das quais, no caso de resposta positiva, se derivaram outras perguntas para especificar qual era esse conhecimento, exceto para duas questões (Quadro 1).

Quadro 1 : Conhecimentos gerais da gestante avaliados. 

Variável Opções de resposta
1 Benefícios da amamentação para o bebê
  • Conhece

  • Não conhece

1.1 Benefícios da amamentação para o bebê
  • Evitar infecção respiratória

  • Reduz a chance de obesidade

  • Efeito positivo na inteligência

  • Melhor desenvolvimento da cavidade bucal/alinhamento correto dos dentes

  • Promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho;

  • Evita diarreia;

  • Diminui o risco de alergias

  • Proteção a doenças

  • Outros

2 Importância da amamentação para a mãe
  • Conhece

  • Não conhece

2.1 Benefícios da amamentação para a mãe
  • Perda de peso pós parto

  • Reduz diabetes tipo 2

  • Prevenção de câncer de mama, ovário e útero

  • Ajuda o útero recuperar seu tamanho normal

  • Diminui risco de hemorragia

  • Reduz risco de anemia pós parto

  • Menores custo financeiros

  • Outros

3 Importância da amamentação na primeira hora de vida
  • Conhece

  • Não conhece

3.1 Importância da amamentação na primeira hora de vida
  • Fortalece o vínculo

  • Protege o bebê nos primeiros dias de vida

4 Sucção do bebê e aumento na produção de leite
  • Conhece

  • Não conhece

5 Tempo ideal de Aleitamento Materno Exclusivo
  • Conhece

  • Não conhece

5.1 Faixa etária para preconização da amamentação exclusiva
  • 6 meses

  • Mais de 6 meses

6 Tempo de Aleitamento Materno
  • Conhece

  • Não conhece

6.1 Faixa etária preconização do aleitamento materno
  • Até 6 meses

  • 12 a 23 meses

  • 24 meses ou mais

7 Pega correta
  • Conhece

  • Não conhece

7.1 Pega correta
  • O bebê deve abocanhar, além do mamilo, parte da aréola

  • O queixo do bebê deve tocar a mama da mãe

  • O bebê deve manter a boca bem aberta e colada na mama, sem apertar os lábios

  • Os lábios do bebê devem estar curvados para fora, formando um lacre

  • A língua do bebê deve estar curvada para cima da gengiva inferior

  • A língua do bebê deve estar curvada para cima nas bordas laterais

  • O bebê deve manter-se fixado à mama, sem escorregar ou largar o mamilo

  • A mandíbula do bebê deve se movimentar

  • Outros

8 Hábitos de sucção prejudiciais para a criança
  • Conhece

  • Não conhece

8.1 Hábitos de sucção prejudiciais para a criança
  • Chupeta

  • Mamadeira

  • Sucção do dedo

  • Outros

9 Cuidado com as mamas
  • Conhece

  • Não conhece

9.1 Cuidado com as mamas
  • Lavar as mamas apenas com água

  • Não utilizar sabonetes e nem pomadas

  • Em caso de rachaduras, observar a pega do bebê

  • Passar um pouco do próprio leite após as mamadas

  • Tomar sol

  • Retirar excesso de leite em caso de mamas muito cheias e endurecidas

  • Outros

10 Quem procurar em casos de problema com aleitamento materno
  • Conhece

  • Não conhece

10.1 Ajuda em caso de problemas com aleitamento materno
  • Enfermeiro da Unidade Básica de Saúde

  • Banco de Leite

  • Médico

  • Outros

11 Ser HIV/HTLV e restrições para amamentar
  • Conhece

  • Não conhece

Score Score Sistema EOR
  • Elogiar

  • Orientar

  • Recomendar

Neste estudo, foram investigadas variáveis socioeconômicas, do pré-natal e sobre o conhecimento de aspectos relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno. As variáveis socioeconômicas foram: idade (20 a 34 anos, ≥ 35 anos), raça/cor (branca, parda, preta, amarela), situação conjugal (com companheiro, sem companheiro), escolaridade (até fundamental completo, médio ou superior), chefe de família (sim, não), renda familiar (até 2 salários mínimos, mais de 2 até 4 salários mínimos, mais de 4 até 10 salários mínimos, mais de 10 salários mínimos). As variáveis do pré-natal foram: início do acompanhamento pré-natal (menos de 14 semanas, mais de 14 e menos de 28 semanas), recebimento de orientações sobre aleitamento materno no pré-natal (sim, não), dificuldade de acesso ao pré-natal durante a pandemia de COVID-19 (não, sim). As variáveis sobre o conhecimento das gestantes a respeito de aspectos relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno foram divididas em dois grupos, aspectos gerais e aspectos específicos. Os aspectos e variáveis de interesse estão disponíveis no Quadro 1.

Análise de dados

Para avaliar o nível de conhecimento das gestantes sobre aspectos relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno, foi utilizado o escore Elogiar-Orientar-Recomendar (EOR). Esse instrumento, aplicado diretamente às gestantes, permite identificar suas percepções e habilidades sobre o tema, possibilitando o direcionamento de condutas educativas individualizadas. A partir dos resultados obtidos, as participantes recebiam feedback imediato, reforçando comportamentos positivos e orientando práticas que favorecem o aleitamento materno.

A aplicação foi realizada diretamente com as gestantes, por meio de questionário online, com o intuito de identificar níveis de conhecimento e possíveis lacunas que demandem ações educativas específicas. No escore EOR, a classificação é feita da seguinte forma: E (Elogiar) – indica que o cuidado está adequado, devendo-se reforçar as práticas positivas já estabelecidas; O (Orientar) – indica que o cuidado está parcialmente adequado, exigindo orientações complementares; R (Recomendar) – indica que o cuidado permanece inadequado, mesmo após orientações anteriores28-30. Neste estudo, avaliou-se o conhecimento das gestantes sobre o estabelecimento e a manutenção do aleitamento materno por meio de 11 aspectos gerais. Cada questão recebeu pontuação de 1 ponto para respostas positivas e 0 pontos para respostas negativas. A partir da soma dos escores, os resultados foram classificados em três categorias:

  • E (Elogiar): quando o escore total foi igual ou superior a 10;

  • O (Orientar): quando o escore total foi entre 2 e 9;

  • R (Recomendar): quando o escore total foi inferior a 2.

Os dados foram exportados para o programa estatístico IBM SPSS Statistics for Windows, versão 22.0. Foi realizada estatística descritiva por meio dos cálculos de frequência absoluta, relativa e intervalo de confiança 95%.

Aspectos éticos da pesquisa

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo sob protocolo CAAE: 45314921.8.0000.5060, nº 4.692.710. Todas as participantes tiveram acesso ao TCLE eletrônico.

RESULTADOS

Atenderam aos critérios de inclusão e participaram do estudo 118 gestantes. A maioria tinha idade entre 20 e 34 anos (82,2%; n=97), raça/cor branca (54,2%; n=64), vivia com companheiro (95,8%; n=113) e não era chefe da família (74,6%; n=88). O início do pré-natal com menos de 14 semanas foi o de maior proporção (93,2%; n=110), enquanto o recebimento de orientações sobre aleitamento materno durante o acompanhamento pré-natal foi citado pela minoria (36,4%; n=43). Observou-se que a maioria das gestantes não teve dificuldade de acesso à assistência pré-natal durante a pandemia de COVID-19 (84,7%; n=100) (Tabela 1).

Tabela 1 : Características socioeconômicas e do pré-natal de gestantes no terceiro trimestre de gestação do Espírito Santo, 2021 (N=118) 

Variáveis n % IC (95%)
Idade (anos)
20 a 34 97 82,0 74,6-88,4
≥ 35
21 18,0 11,6-25,4
Raça/cor
Branca 64 54,2 45,2-63,1
Parda 40 33,9 25,8-42,7
Preta 13 11,0 6,2-17,5
Amarela 1 0,9 0,0-3,7
Situação conjugal
Com companheiro 113 95,8 91,1-98,5
Sem companheiro 5 4,2 1,5-8,9
Escolaridade
Até fundamental completo 9 7,6 3,7-13,3
Médio ou superior 109 92,4 86,7-96,3
Chefe da família
Sim 30 25,4 18,1-33,8
Não 88 74,6 66,2-81,9
Renda Familiar
Até 2 salários mínimos 27 22,9 15,9-31,0
Mais de 2 até 4 salários mínimos 38 32,2 24,2-41,0
Mais de 4 até 10 salários mínimos 39 33,0 25,0-41,8
Mais de 10 salários mínimos 14 11,9 6,9-18,5
Início do acompanhamento pré-natal (semanas)
Menos de 14 110 93,2 87,7-96,8
Mais de 14 e menos de 28 5 4,2 1,5-08,9
Mais de 28 3 2,6 1,9-6,5
Recebimento de orientações sobre aleitamento materno no pré-natal
Sim 43 36,4 28,1-45,3
Não 75 63,6 54,7-71,9
Dificuldade de acesso ao pré-natal durante a pandemia de COVID-19
Não 100 84,7 77,5-90,5
Sim 18 15,3 9,5-22,5

Na tabela 2 é possível visualizar o conhecimento das gestantes sobre os aspectos gerais relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno. Os assuntos mais conhecidos foram a importância do bebê mamar na produção de leite (n=111; 94,1%), a recomendação sobre a faixa etária para o AME (n=111; 94,1%) e os benefícios da amamentação para o bebê (n=108; 91,5%). Ser HIV ou HTLV positivo como restrição para amamentar (n=59; 51,7%) e que há hábitos da criança que podem ser prejudiciais para a sucção (n=63; 53,4%) foram os aspectos menos conhecidos pelas gestantes.

Tabela 2 : Conhecimento de gestantes no terceiro trimestre de gestação sobre aspectos gerais relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno, Espírito Santo, 2021 (N=118) 

Variáveis Sim Não
n % n %
Conhece os benefícios da amamentação para o bebê 108 91,5 10 8,5
Conhece os benefícios da amamentação para a mãe 84 71,2 34 28,8
Conhece a importância da amamentação na primeira hora de vida 95 80,5 23 19,5
Conhece a importância do bebê mamar na produção de leite 111 94,1 7 5,9
Conhece a recomendação sobre a faixa etária para o aleitamento materno exclusivo 111 94,1 7 5,9
Conhece a recomendação sobre a continuação do aleitamento materno após os sexto mês de vida 75 63,6 43 36,4
Conhece como é a pega correta do bebê no peito 77 65,3 41 34,7
Conhece que há hábitos da criança que podem ser prejudiciais para a sucção 63 53,4 55 46,6
Conhece os cuidado que devem ser tomados com as mamas 81 68,6 37 31,4
Conhece a possibilidade de procurar um banco de leite em caso de algum problema com o aleitamento materno 90 76,3 28 23,7
Conhece que ser HIV ou HTLV positivo é uma das restrições para amamentar 59 51,7 55 48,3

No que tange ao score EOR, a maior parte das gestantes acertou de 2 a 9 tópicos e se enquadrou no “Orientar” (81,36%; n=96), seguido de “Elogiar” (18,64%; n=22), com 10 ou 11 acertos. Nenhuma gestante obteve resultado referente a “Recomendar”.

Quanto aos aspectos específicos relacionados aos benefícios da amamentação para o bebê, evitar diarreia (29,7%), efeito positivo na inteligência (42,4%) e evitar infecção respiratória (45,8%) foram os que as gestantes referiram conhecer com menor frequência. Na investigação dos benefícios da amamentação para a mãe, os menos relatados foram a redução do diabetes tipo 2 (23,7%), a redução do risco de anemia pós parto (28,8%) e a diminuição do risco de hemorragia (n=38,1%). Em relação à recomendação sobre a faixa etária para o aleitamento materno continuado, apenas 40,7% das mães reportou conhecer que deve ser 24 meses ou mais.

Quanto aos principais pontos para a pega correta do bebê no peito, somente um (o bebê deve abocanhar, além do mamilo, parte da aréola) foi apontado de conhecimento pela maioria das gestantes (61,9%). Investigadas sobre os hábitos da criança prejudiciais para a sucção, a chupeta (53,4%) foi o mais conhecido, seguido de mamadeira (47,5%) e sucção do dedo (32,2%). Referente aos cuidados que devem ser tomados com as mamas, pode-se observar que o cuidado menos conhecido entre as gestantes foi o de não utilizar sabonetes e nem pomadas (38,1%). Em caso de problemas com o aleitamento materno, 55,0% das gestantes referiram que procuraram o banco de leite, enquanto o enfermeiro da Unidade Básica de Saúde e o médico foram apontados por 30,5% e 38,1% das gestantes, respectivamente (Tabela 3).

Tabela 3 : Conhecimento de gestantes no terceiro trimestre de gestação sobre aspectos específicos relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno, Espírito Santo, 2021 (N=118) 

Variáveis n %
Benefícios da amamentação para o bebê conhecidos pela mãe (n=108)
Evitar infecção respiratória 54 45,8
Reduz a chance de obesidade 65 55,1
Efeito positivo na inteligência 50 42,4
Melhor desenvolvimento da cavidade bucal/alinhamento correto dos dentes 71 60,2
Promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho 102 86,4
Evita diarreia 35 29,7
Diminui o risco de alergias 88 74,6
Proteção a doenças 101 85,6
Benefícios da amamentação para a mãe (n=84)
Perda de peso pós parto 65 55,1
Reduz diabetes tipo 2 28 23,7
Prevenção de câncer de mama, ovário e útero 56 47,5
Ajuda o útero recuperar seu tamanho normal 58 49,2
Diminui risco de hemorragia 45 38,1
Reduz risco de anemia pós parto 34 28,8
Menores custos financeiros 60 50,8
Importância da amamentação na primeira hora de vida (n=95)
Fortalece o vínculo 82 69,5
Protege o bebê nos primeiros dias de vida 86 72,9
Recomendação sobre a faixa etária para o aleitamento materno exclusivo (n=111)
6 meses (correta) 106 89,8
Mais de 6 meses 5 4,2
Recomendação sobre a faixa etária para o aleitamento materno continuado (n=75)
Até 6 meses 3 2,5
12 a 23 meses 24 20,3
24 meses ou mais (correta) 48 40,7
Principais pontos para a pega correta do bebê no peito (n=77)
O bebê deve abocanhar, além do mamilo, parte da aréola 73 61,9
O queixo do bebê deve tocar a mama da mãe 41 34,7
O bebê deve manter a boca bem aberta e colada na mama, sem apertar os lábios 34 28,8
Os lábios do bebê devem estar curvados para fora, formando um lacre 43 36,4
A língua do bebê deve estar curvada para cima da gengiva inferior 16 13,6
A língua do bebê deve estar curvada para cima nas bordas laterais 13 11,0
O bebê deve manter-se fixado à mama, sem escorregar ou largar o mamilo 32 27,1
A mandíbula do bebê deve se movimentar 38 32,2
Hábitos prejudiciais da criança para a sucção (n=63)
Chupeta 63 53,4
Mamadeira 56 47,5
Sucção do dedo 38 32,2
Cuidado que devem ser tomados com as mamas (n=81)
Lavar as mamas apenas com água 63 53,4
Não utilizar sabonetes e nem pomadas 45 38,1
Em caso de rachaduras, observar a pega do bebê 67 56,8
Passar um pouco do próprio leite após as mamadas 61 51,7
Tomar sol 66 55,9
Retirar o excesso de leite em caso de mamas muito cheias e endurecidas 70 59,3
Quem procuraria em caso de problemas com aleitamento materno (n=90)
Enfermeiro da Unidade Básica de Saúde 36 30,5
Banco de Leite 66 55,9
Médico 45 38,1
Outros 17 14,4

DISCUSSÃO

Neste estudo, observou-se que todas as gestantes realizaram o pré-natal e apresentaram conhecimento básico sobre a importância do aleitamento materno, o que demonstra certo nível de informação sobre o tema. No entanto, verificou-se que a maioria não recebeu orientações específicas sobre amamentação durante o acompanhamento pré-natal, o que evidencia uma lacuna na abordagem educativa pelos serviços de saúde. Entre as participantes, também foram identificadas lacunas no conhecimento sobre aspectos fundamentais relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno.

Esses achados merecem atenção, sobretudo considerando que grande parte das gestantes iniciou o pré-natal antes das 14asemanas de gestação, o que representaria um momento oportuno para a oferta de orientações sobre amamentação. O período gestacional é decisivo para o fortalecimento da intenção de amamentar, e o conhecimento adquirido nessa fase constitui um importante preditor da duração do aleitamento materno31. Assim, a atuação dos profissionais de saúde no fornecimento de informações, aconselhamentos e estímulos adequados é essencial para o sucesso e a continuidade da prática32-34.

Ao analisar os dados do pré-natal, observou-se que a maioria das gestantes iniciou o acompanhamento antes da 14ª semana, mas 63,6% não receberam informações sobre aleitamento materno durante a assistência. Este achado corrobora com os resultados de um estudo realizado com puérperas que fizeram o acompanhamento pré-natal pelo Sistema Único de Saúde no Estado de Santa Catarina e encontraram baixa prevalência (45,9%) nas orientações sobre manejo adequado da amamentação35. Cabe ressaltar que o presente estudo foi realizado durante a pandemia de COVID-19, momento no qual houve prejuízos na qualidade dos serviços de saúde36,37.

Assim, mesmo com bons indicadores de cobertura e realização do acompanhamento pré-natal no Brasil, um grande desafio ainda é a garantia da qualidade da assistência prestada, inclusive em relação às atividades educativas38-40. Para uma adequada assistência pré-natal, às gestantes e suas famílias devem receber orientações durante todo o período de forma a direcionar o cuidado nesta fase, no puerpério e com o recém-nascido, principalmente sobre a temática referente ao aleitamento materno41.

Quanto ao conhecimento de aspectos relacionados ao estabelecimento e à manutenção do aleitamento materno, foi possível constatar que a maioria das gestantes conheciam de dois a nove dos 11 tópicos de interesse, destacando-se o conhecimento da importância do bebê mamar na produção de leite, da recomendação sobre a faixa etária para o AME e dos benefícios da amamentação para o bebê. Resultados semelhantes provém de estudos prévios, os quais mostraram um bom conhecimento sobre o tempo adequado de AME e a importância da amamentação42-44. Contudo, o tempo de amamentação total até os dois anos de idade é menos conhecido do que a amamentação exclusiva até os seis meses27.

Estudos empíricos mostram que gestantes, puérperas e mulheres em geral reconhecem mais facilmente os benefícios do aleitamento materno para o bebê (redução de infecções, melhor nutrição e desenvolvimento) do que os benefícios para a própria mãe45.

Além disso, a literatura científica descreve múltiplos efeitos preventivos do aleitamento sobre a saúde infantil — menor mortalidade infantil, menos infecções respiratórias e gastrointestinais e proteção contra obesidade e algumas doenças crônicas na vida futura4.

De forma complementar, meta-análises e revisões mostram redução do risco de câncer de mama e ovário e menor incidência de Diabetes tipo 2 entre mulheres que amamentaram por mais tempo, evidência que costuma ser menos presente no conhecimento público46.

Ainda, revisões recentes também reforçam que a amamentação contribui para a prevenção de desfechos perinatais adversos (por exemplo, menor mortalidade infantil e melhores trajetórias de saúde ao longo da vida), indicando que seus efeitos preventivos se estendem além do período neonatal47.

Do ponto de vista fisiológico, a lactação explica por que esses efeitos preventivos dependem do aleitamento efetivo: a sucção do recém-nascido estimula a liberação de prolactina e ocitocina, essenciais para produção e ejeção do leite48.

Nesse sentido, fortalecer o conhecimento sobre os benefícios maternos e a importância do contato precoce e da sucção eficaz aos profissionais de saúde pode aumentar taxas de aleitamento e, por consequência, ampliar os ganhos preventivos para mães e crianças4.

Quanto aos assuntos menos conhecidos pelas gestantes destacaram-se as restrições decorrentes de ser HIV ou HTLV para amamentar e que há hábitos da criança que podem ser prejudiciais para a sucção. No que se refere às restrições para a amamentação em situações de mães portadoras do HIV ou HTLV, destaca-se a importância da consulta do pré-natal, realizada por profissionais de saúde para todas as gestantes, em especial a realização de atividades de educação em saúde para as soropositivas que necessitam receber informações/orientações e cuidados que visem a promoção à saúde e prevenção da transmissão vertical, além da garantia dos cuidados fisiológicos e psicológicos dessa mãe49.

Um estudo realizado com gestantes em uma Unidade Básica de Saúde da Família em João Pessoa, identificou que 72,5% das grávidas não receberam orientações sobre o uso de mamadeiras e chupetas apontando falhas no processo de orientação e educação da família50. No que diz respeito aos hábitos de sucção prejudiciais, é importante que a família esteja informada sobre os benefícios de uma amamentação natural em contraste da alimentação por mamadeira e/ou uso de chupetas. A amamentação natural acontece, por meio de movimentos específicos da mandíbula, envolvendo a protrusão e a retrusão, que são fundamentais para o crescimento ósseo, muscular, e para a prevenção do retrognatismo fisiológico, já durante o uso de bicos, acontece pressão negativa que exige menos movimentos mandibulares, podendo resultar em padrões de sucção inadequados, contribuindo para maloclusões e distúrbios miofuncionais. Por isso a importância de prolongar a amamentação e desestimular o uso de chupetas e mamadeiras para garantir um desenvolvimento orofacial saudável51,33. O uso de chupetas, por exemplo, pode estar associado a baixas prevalências de AME e altas taxas de desmame precoce, desse modo, a atuação dos profissionais de saúde é crucial na orientação e apoio às mães, promovendo práticas preventivas que assegurem o correto desenvolvimento das estruturas faciais das crianças51.

Quanto aos principais pontos para a pega correta do bebê no peito, quase todos eram desconhecidos pela maioria das gestantes. Bitencourt e Soratto52 encontraram em seus estudos que a pega do peito está entre as principais dificuldades das primíparas em relação ao processo de amamentação, podendo gerar consequências danosas para a mãe e o bebê como, lesões mamilares, dificuldade de sucção, desmame precoce e maior cansaço durante o aleitamento, causando irritabilidade, daí a importância da resolução desse problema, por meio do fortalecimento das práticas educacionais pelos profissionais de saúde para as gestantes, em um processo contínuo de cuidado, visando sempre o sucesso do processo da amamentação53.

No contexto dos cuidados que devem ser tomados com as mamas, a indicação de não utilizar sabonetes e nem pomadas representou a menos conhecida entre as participantes. Uma das substâncias mais pesquisadas para tratamentos de fissuras da amamentação é a lanolina, no entanto, não há evidências que seja superior à hidratação com o próprio leite materno54. A lanolina associada à cera de abelha e óleo de oliva tem apresentado recentemente melhores indicativos55, porém há necessidade evidências científicas mais fortes.

Por fim, o enfermeiro e o médico foram apontados com baixas proporções entre as gestantes ao serem indagadas sobre quem procuravam em caso de problemas com o aleitamento materno. Esse dado é preocupante, visto que o enfermeiro, tem competência técnica e científica para realizar as informações e esclarecer dúvidas sobre a amamentação, sendo importante a sua participação desde o pré-natal até o puerpério52. Quanto aos médicos são considerados importantes apoiadores desse processo juntamente com outros profissionais de saúde e toda a rede de apoio familiar, para que os sinais de dificuldade sejam rapidamente identificados e solucionados, levando a uma amamentação prazerosa e benéfica para o binômio mãe-filho53. O desenvolvimento de ações educativas pelos profissionais de saúde é fundamental para a promoção da saúde e o incentivo ao aleitamento materno entre gestantes22.

Como limitações deste estudo, está a possibilidade de ocorrência de vieses de memória e do autorrelato, uma vez que a pesquisa foi autoaplicável. Outra limitação, tange ao processo de coleta de dados que aconteceu via internet e influenciou a representatividade da amostra do estudo. Este processo não permitiu atingir todos os estratos populacionais (em especial pessoas com menor nível socioeconômico), visto que nem todas as mulheres possuem acesso à internet, smartphones e computador. Por fim, cabe destacar que a estratégia de coleta de dados utilizados aconteceu em decorrência da pandemia de COVID-19 em vigência no momento do estudo. Apesar das limitações, nossos resultados apresentam-se em consonância com a literatura e podem ser amplamente considerados para a orientação de políticas públicas em torno do tema.

CONCLUSÃO

Observou-se que, de modo geral, as participantes apresentaram conhecimento limitado acerca do tema, com predominância da classificação “Orientar” no escore EOR. A maior parte das gestantes demonstrou domínio sobre informações básicas, como o tempo recomendado de aleitamento materno exclusivo e a relação entre a sucção do bebê e a produção de leite.

Por outro lado, verificou-se menor conhecimento sobre aspectos fundamentais a serem abordados durante o pré-natal, como as situações que podem restringir a amamentação, o manejo de dificuldades comuns e os hábitos de sucção prejudiciais à saúde da criança. Esses resultados indicam que, embora as gestantes apresentem bom perfil sociodemográfico, há lacunas no entendimento sobre tópicos essenciais relacionados ao aleitamento materno.

Conclui-se, portanto, que o conhecimento das gestantes sobre o aleitamento materno é parcial e requer maior aprofundamento em temas práticos e preventivos. A utilização do escore EOR mostrou-se uma ferramenta útil para identificar essas lacunas e direcionar ações educativas mais assertivas, contribuindo para o fortalecimento do aleitamento materno desde o período gestacional.

Acknowledgments

Os autores agradecem à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela bolsa de mestrado fornecida.

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Funding:FAPES/SEP Notice. No. 07/2020 - Program to support excellence in postgraduate studies in Espírito Santo (PROAPEX).

Recebido: Agosto de 2025; Aceito: Outubro de 2025; Publicado: Novembro de 2025

Autor correspondente: edsontheodoroneto@gmail.com

Conflicts of Interest:

Os autores declaram não ter conflitos de interesse com relação à autoria e publicação deste artigo.

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