O sentido de um sonho
Quais são as elaborações necessárias para se tornar psicanalista? Ou para dar sentido a esse sonho? Não raro, após uma intervenção, pergunto se aquela hipótese faz sentido para o paciente/analisando. O sentido pode ser racional, sobre a coerência de uma narrativa, e/ou, principalmente, sensorial e afetivo, mesmo que pareça absurdo logicamente. As contradições já estavam presentes nos primórdios. Freud precisou elaborar a transição entre a identidade médica e a de psicanalista, entre o modelo de psicologia existente e a psicologia profunda criada por ele; elaborar a resistência da ciência oficial/acadêmica frente ao novo modelo proposto; elaborar as implicações/expectativas do papel social do analista na comunidade; elaborar as crenças religiosas do seu ambiente familiar.
A publicação de A interpretação dos sonhos (Freud, 1900/1980c) foi um dos momentos fondantes da psicanálise. Essa obra é o resultado da autoanálise de Freud e da elaboração do luto pela morte do pai, bem como das perdas de Paneth, Fleischi, Brücke e Charcot e do distanciamento de Breuer (Jones, 1953/1975) - pessoas importantes na sua vida/formação. Portanto, para tornar--se analista, antes de tudo, precisa-se ter a disposição de buscar as motivações mais profondas dos seus sentimentos/atitudes, a verdade pessoal sobre traumas e conflitos, e um maior conhecimento do funcionamento do seu inconsciente, ao mesmo tempo que se segue convivendo com a certeza da ignorância.
Poderíamos seguir falando das elaborações do desenvolvimento psicossexual; depois, das reelaborações das conflitivas familiares no instituto de psicanálise, ambiente em que se reproduzem muitos conflitos - tudo acrescido da crescente percepção de que o processo é interminável.
Freud (1937/1980a) afirmou que analisar, educar e governar são funções impossíveis de serem exercidas. Contudo, o modelo proposto para a formação analítica é o tripé no qual podemos identificar essas três funções. A formação analítica inclui a análise pessoal, ou seja, analisa-se com alguém que exerce uma função impossível. Participa-se de seminários e supervisiona-se, processo no qual não podemos eliminar o elemento educacional. Tudo isso governado pelos Institutos das Sociedades.
Formalmente, tornar-se analista é um processo relativamente simples. Geralmente, não há tantas provas e exigências como nos processos de formação acadêmica. Contudo, muitos candidatos demoram e postergam o final da sua formação. É como se a liberdade existente no processo implicasse um peso maior. Tornar-se analista não é um processo externo, ligado ao cumprimento protocolar de etapas.
Tornar-se analista envolve elaboração pessoal, é um processo auto--outorgado. Algumas elaborações são de conflitos pessoais, mas outras são comuns a todos, desde os primeiros analistas. Outro aspecto é o fato de as obrigações e o avanço formal nas etapas da formação não estarem, necessariamente, em sincronia com o processo interno. Assim, é possível tornar-se analista sem sentir-se analista. Também não podemos descartar as dificuldades decorrentes da própria análise pessoal. Afinal, didática não é exatamente algo em sintonia com os preceitos psicanalíticos. Sim, também é preciso elaborar a análise da submissão.
Tornar-me analista foi/é um processo de constituição, construção, des-constituição, desconstrução, reconstrução, reconstituição, desconstituição, desconstrução... do próprio self. Isso se dá no calor da própria análise, no encontro analítico com os pacientes, nas supervisões, nas discussões de casos, nos seminários, nas leituras, nas releituras, na vida institucional, nas vicissitudes do viver e seus desdobramentos, entre outras questões.
Recordar
Até os 17 anos, quando comecei o curso médico, psicanálise e Freud não fizeram parte do meu ambiente sociocultural. Escolhi entre ser pastor ou médico - funções valorizadas pela minha mãe (sempre elas!). A escolha de Pelotas, cidade localizada num estado diferente do meu, aparentemente se deu por uma avaliação racional das possibilidades. Contudo, o elemento traumático da perda do meu pai quando eu tinha 10 anos, associado à repetição chistosa de que eu havia fugido das mulheres da minha família, aponta para profundidades que não se atingem pela lei da gravidade (as palavras e seus múltiplos sentidos!).
As descrições pessoais não são simples exibimentos2 narcísicos. Servem para mostrar o quanto potencialidades, dificuldades, conflitos... vão se entrelaçando nos caminhos que percorremos. Nada de novo! A caminhada para tornar-se analista não é diferente. Interpretar adequadamente esse sonho implica mergulhar na própria história. Facilmente se descobre que não é a escolha de uma profissão, mas de uma maneira de se relacionar com a vida e a própria intimidade. A procura de análise tendo como principal força motriz tornar-se analista é um desvio que tende a levar a lugar algum.
Voltemos. A migração distanciou-me dos relacionamentos sociais vinculados ao ambiente religioso. Isso me ajudou a ter o insight de que eram as relações que me ligavam ao ambiente religioso, os paradigmas/dogmas religiosos não faziam sentido para mim. Contudo, a impregnação do caldo de cultura, como bem se sabe, não desaparece com uma demão de intelectualidade. Só análises consistentes podem inibir que o pensamento religioso capture a psicanálise para suas demandas.
Concomitantemente, fui apresentado a Freud por Charles Brenner, a Klein por Hanna Segal, e a Winnicott por ele mesmo. Novos velhos amigos de infância. O que lia fazia tanto sentido para mim quanto as histórias bíblicas do Gênesis na minha infância. Os autores viraram ícones da mesma grandeza das descrições do meu pai sobre Garrincha, Amarildo e Quarentinha. Ou seja, a minha adesão incluía: fé - meus conhecimentos eram incipientes, eu mais ignorava do que sabia, mas aderia; razão - sempre estudei a religião como quem busca uma coerência interna e histórica; e paixão - representada pelo interesse lúdico-infantil pelo futebol.
O interesse por psicologia médica, psicoterapia e consequentes estágios voluntários naturalmente me levou à psiquiatria e à docência. Aqui, um registro importante: a quase totalidade dos professores não era de psicanalistas, mas de conhecedores dos referenciais, o que ajudou vários alunos a procurar a psicanálise. A valorização, o reconhecimento e a validação desse tipo de docente e de suas aproximações com a psicanálise não devem ser menosprezados.
A necessidade de análise pessoal gritou. Nesse sentido, a teoria/psicanálise é cria da necessidade que gesta a técnica necessária. Nada que não estivesse condensado em Freud e seus sonhos. Na avaliação, comentei que a busca da análise não tinha como objetivo fazer formação analítica, o que era verdade -pois, mesmo estando em análise e tendo uma turma na qual eu poderia começar a formação, optei por não iniciar -, mas não toda a verdade, pois secretamente o objetivo de tornar-me analista estava presente (ah, as contradições... sim!). Comecei a formação quatro anos após o início da análise e cinco após o término da residência médica.
Anos 1990, vivíamos a década do cérebro, e a psicanálise era muito combatida nos meios acadêmicos associados às neurociências. Eu me sentia no meio do turbilhão, pressionado institucionalmente para seguir um caminho de formação acadêmica e internamente pelo desejo de me constituir analista. No mestrado, trabalhei, no auge do modismo, com medicina baseada em evidência. Poucas coisas poderiam ser menos psicanálise do que a avaliação de ensaios clínicos randomizados que utilizavam uma metodologia ironicamente chamada de metanálise. Caixas de correio também podem ser esconderijos para cartas.
Repetir
Nesse contexto começo as supervisões oficiais no instituto de psicanálise. Em minha mente, seria um plus, sem solução de continuidade com a minha formação psiquiátrica - crença que flertava com o aperfeiçoamento da neurose. Além disso, quiçá, se integraria à minha formação acadêmica.
Escolhi um paciente que traduzia essa ambiguidade. Ele estava em psicoterapia e tinha um conhecimento intelectual sobre o processo analítico. Ou seja, seria uma transição sem crise, um investimento seguro, não correria o risco de interrupção. Em minha fantasia, haveria um contínuo sem traumas.
Depois de quatro anos de psicoterapia, Walter tivera importantes progressos: estava num casamento satisfatório; começara um novo curso universitário, que fazia com entusiasmo e satisfação; ajudara na reestruturação do escritório da esposa, o que se reverteu em maiores ganhos materiais; apresentava uma conduta mais autônoma e independente no trabalho; passara a fazer um uso menos ambivalente do dinheiro, conseguindo desfrutar de viagens, férias e feriados; conseguia ser franco e direto nas relações; parecia ter encontrado um ponto de equilíbrio na relação com a mãe e os irmãos; e enfrentara bem a morte do pai, ocorrida durante a psicoterapia.
Chegamos a aventar a possibilidade de alta. Contudo, em algumas situações, também se sentia desconfortável e limitado pelos seus traços obsessivos de caráter. Ao longo da psicoterapia, nunca tivemos grandes turbulências transferenciais. Predominavam as verbalizações sobre os aspectos positivos e amorosos da nossa relação.
Mas na análise... Não, não foi assim...
Após a primeira sessão, na qual utilizou o divã, disse ter passado o resto do dia dolorido, tal a intensidade da tensão muscular. Ali começaria a surgir um novo paciente e a terminar a minha ideia de que um analista era simplesmente um terapeuta mais experiente e com mais conhecimentos. Percebi que o processo com esse paciente não seria um navegar em águas calmas com ventos previsíveis.
Ele voltou a reviver os temores que aparentemente tinham sido superados. Outros, que ao longo da psicoterapia ficaram longe da nossa relação transferencial, apareceram quase que de imediato. Os medos de controle, traição, manipulação e invasão. Sentia-se ameaçado fisicamente. O medo de um colapso era constante. Conscientizei-me de que as melhoras no processo psicoterápico foram resultado de algumas elaborações, mas também de um aperfeiçoamento da neurose (sim, como o que citei).
De alguma forma, o que o paciente experimentou associava-se ao processo vivido por mim. Após uma psicoterapia e uma formação psiquiátrica antes de começar a minha análise pessoal e formação analítica, também vivenciei temores de perder conquistas. As funções acadêmicas, as posições de coordenação, a evolução do meu trabalho como clínico e psicoterapeuta eram conquistas valorizadas socialmente. Contudo, no processo analítico, tive que me deparar com o quanto havia de neurose infiltrada nas conquistas.
O enfrentamento do sentimento de extorsão e chantagem veio para a nossa relação. A desconstrução/exame da neurose ameaçava as conquistas. O paciente começou a expressar temores de que a análise o desorganizaria. Por minha vez, eu ainda não tinha elaborado completamente os meus temores. Portanto, os temores do paciente ecoavam/retumbavam dentro de mim.
Os seminários colocavam em xeque a colcha de retalhos que eu construí com fragmentos teóricos de diversos autores. Agora, eles estavam sendo contextualizados, pensados dentro de uma teorização muito mais ampla e profunda, além do necessário ordenamento histórico das teorias.
Como nos sonhos, elaborações secundárias são gambiarras a serviço das distorções defensivas; visam esconder, manter, mais do que propriamente esclarecer - tudo, sem deixar de informar.
Elaborar (agora, emocionalmente)
Outro paciente de supervisão tinha algumas características semelhantes, mas me pegou com o couro um pouco mais curtido, processo que se dá por via di porre e via di levare.
A análise e supervisão desse paciente associou-se a uma luta para sobreviver. Sobrevivência no sentido literal, pois em vários momentos fiquei com medo de que o paciente se suicidasse ou se envolvesse em acidentes e brigas nas quais a sua vida ficasse em risco. Sobrevivência da liberdade, no sentido literal, pois sentia que o paciente era capaz de matar, o pai ou pessoas a esmo, num ato de vingança em relação às humilhações narcísicas às quais se sentia exposto. Ele verbalizava a fantasia de pegar uma arma e sair atirando. Esses aspectos também surgiram na relação comigo, ao falar da cena do filme O sexto sentido (Shyamalan, 1999) em que o paciente retorna para matar o terapeuta que havia falhado com ele. Sobrevivência à loucura. Sobrevivência ao processo de castração interna. Sobrevivência de sua identidade, ou melhor, do que havia sobrado do seu verdadeiro self.
Como escreveu Freud, consegui conviver com o demônio da transferência, além de perguntar/esclarecer/interpretar, em vez de querer mandá-lo de volta ao inferno. A nossa relação sobreviveu. Na transferência, (sobre) vivi aos concomitantes desejos de matar, morrer e ser morto que Menninger (1938/1970) afirmou acompanharem os pacientes suicidas.
Uma melhor compreensão do processo analítico como um todo possibilitou um navegar com menos turbulências no segundo ano da análise. Permitir ao paciente fazer as suas próprias intervenções foi um movimento importante. Em alguns momentos, ele tendia a vivenciar as minhas intervenções como invasão.
Winnicott (1958/1982), com o conselho de que muitas vezes os pacientes precisam sentir-se sós estando acompanhados, acompanhou-me na solidão do embate. Isso me parecia verdadeiro naquela relação. Para podermos trabalhar, primeiramente ele precisava ter a convicção de que teria a liberdade de pensar e fazer o que queria. Nesses momentos, ele precisava só falar; ele não queria escutar. Essa compreensão e essa conduta mais expectante permitiram que o paciente conseguisse, num segundo momento, dizer e escutar. Depois de dois anos e meio no divã, ele sentou-se. Percebi que ali estava uma pessoa que havia mudado. Lembrei-me do menino com olhar assustado e ao mesmo tempo ameaçador da época da psicoterapia. Lembrei-me da sua intolerância e do meu sentimento de impotência frente à situação. Aquele não era o mesmo guri. Era um rapaz, com físico de homem. Sim, tinha um olhar triste, mas não mais a premência no tom de voz.
Não é incomum os pacientes dizerem que nós, analistas, mudamos. Em algumas situações, isso é fruto das mudanças que aconteceram nos pacientes, mas creio que os analistas também sofrem transformações durante o processo analítico de seus pacientes, motivadas por ele. Entrei candidato e saí analista no processo de análise de alguns pacientes.
Concluir para recomeçar
Após completar a formação analítica, segui trabalhando em/com psicanálise. Sigo elaborando o processo de tornar-me analista, não no sentido formal, mas no sentido emocional, trajeto que não tem fim. Os sonhos não terminam. Isso pode ser sentido como um problema, mas quando diferente, é a morte!
Volto à origem com José do Egito (afinal, a mitologia na qual fui embebido foi o Gênesis bíblico), citado por Freud em A interpretação dos sonhos. Sua história pode ser pensada como metáfora do processo, e suas intempéries, como metáfora do tornar-se psicanalista.
Antes de ser chamado para interpretar os sonhos do faraó, ele sobreviveu a um longo processo. Como ele, o psicanalista precisa sobreviver aos ataques dos demais, mesmo quando estes vêm dos irmãos das neurociências, da psicologia cognitiva e comportamental... Também, aos ataques que surgem no cenário criado durante um processo de análise. Nele, muitas vezes, o analista, além dos ataques de irmãos, precisa sobreviver aos dirigidos aos pais, filhos, irmãos, amantes, patrões - todos os papéis que ele desempenha no cenário transferencial.
O trabalho é árduo, abstinente, quase escravo em culturas, muitas vezes, diferentes das suas. Os psicanalistas não podem cair na cantada fácil de prazeres com conotação incestuosa - seria a esposa de Potifar uma Cleópatra do seu tempo? -, mesmo que sofram retaliações. Precisam estar preparados para dar notícias/interpretações boas (libertadoras) e difíceis (sobre a morte). José foi lembrado não porque fez boas previsões, mas porque fez interpretações corretas.
Os psicanalistas precisam estar preparados para anunciar fartura (esperança/vida/criatividade), mas também prolongada penúria (seca/esterilidade). Precisam planejar e governar, mesmo que esta seja uma missão impossível, segundo Freud. Precisam perdoar sem serem pusilânimes. Precisam acolher os perseguidores, porque água/comida não se nega nem para um inimigo, muito menos para os irmãos. Precisam prepará-los para serem pais dos pais, quando estes precisarem.
José fez/foi tudo isso. Foi um precursor dos interpretadores de sonhos, pretensiosos analistas que, mesmo sabendo das dificuldades, não desistem.
A vida institucional após o término da formação é um capítulo à parte. Contudo, é também mais do mesmo. Rivalidades, disputas por poder, controles, desavenças, rompimentos e a clássica acusação “Isto não é psicanálise”. Todas as questões pessoais que precisaram ser elaboradas reaparecem nas tensões grupais. Muitas vezes, a assertiva freudiana quanto a se algumas aproximações visavam conservar ou destruir o objeto mostra-se atual.
Externamente, seguimos lidando com exigências para ter eficácia operacional, como se o psicanalista devesse competir com a ação dos ortopedistas da alma, cirurgiões extirpadores de angústias, porteiros dos desejos, advogados, gurus, videntes, psiquiatras alquimistas, juízes... Não, nosso trabalho segue não devendo competir com os resultados obtidos pelos milagres de Lourdes (Freud, 1933/1980b) - por mais que também institucionalmente precisemos lutar para que a psicanálise não seja deturpada pela apropriação dos milagreiros religiosos em busca da ilusão de um futuro.
Por outro lado, a contemporaneidade e suas novas pandemias seguem nos desafiando. O trânsito, a violência, a correria, as questões financeiras, a necessidade de constantes viagens, a velocidade das transformações... fazem parte dos tempos atuais, interferem na construção de condições adequadas para um trabalho analítico. Entretanto, lamentavelmente, ou felizmente, gambiarras não trarão os mesmos resultados; tampouco devemos aceitá-las como álibi para o enfrentamento de um processo analítico.
As novas questões levantadas pela contemporaneidade nos desafiam. Não conseguiremos pensar se apenas nos aferrarmos melancolicamente às cristalizações da nossa prática psicanalítica. Devemos seguir buscando a ampliação dos espaços (in) existentes para melhor exercer a função (im)possível que é analisar(-se). Tudo (de) novo... e as (com)pulsões repetidas.
Referências afetivas
As memórias do coração são enganosas, escreveu Gabo em O amor nos tempos do cólera (1985/2009). Mas foi com elas que escrevi este texto. Em sua elaboração, não reconsultei artigos. As referências são decantações de leituras, supervisões, seminários, palestras, congressos, diálogos em corredores e cafés da vida. As memórias do coração! Escrevi como quem está atendendo. Não paramos e vamos consultar um livro antes de interpretar.
Algumas experiências estiveram mais presentes ao longo do texto. Entre elas: a religião e as leituras bíblicas estimuladas pela minha mãe; a revista Placar apresentada pelo meu pai, que estimulou o meu interesse por pequenas crônicas; a medicina/psiquiatria; a psicanálise, para a qual fui e sigo sendo apresentado; a psicoterapia, a análise e as reanálises, que sigo necessitando para me autossustentar emocionalmente; os seminários e supervisões durante a formação; as longas conversas com os colegas; o contínuo aprendizado propiciado pelos pacientes; e a não menos importante, trabalhosa e difícil vida institucional.













