Introdução
A escola é um ambiente historicamente criado para o ensino, a preparação acadêmica e a formação profissional. No entanto, é muito mais do que isso: é um espaço de aprendizado contínuo, transformação e ressignificação. Sem dúvida, trata-se de um local fundamental para a aquisição e o desenvolvimento do conhecimento científico.
Da mesma forma, a família exerce um papel essencial na educação e na formação do indivíduo. No contexto do ensino e da aprendizagem, ela contribui significativamente para a construção de valores culturais, como o desenvolvimento de uma identidade, além de ser uma fonte fundamental de conhecimento a partir das vivências estabelecidas na sociedade.
Assim, a educação é influenciada por diversos fenômenos socioeducativos que impactam diretamente na evolução do estudante. Entre as estratégias para aprimorar o processo de ensino e aprendizagem, destaca-se o acompanhamento familiar, que desempenha um papel fundamental na construção dos saberes escolares. Assim como os professores, a família exerce uma influência essencial no desenvolvimento educacional dos alunos, contribuindo para sua formação de maneira significativa.
Targino, Silva e Santos (2017) destacam a importância da relação entre família e escola no desenvolvimento integral da criança, ressaltando que ambos desempenham papéis complementares no processo educativo. Enquanto a família é responsável por criar um ambiente favorável à aprendizagem, incentivando hábitos de estudo e participação ativa na vida escolar, a escola deve estabelecer estratégias eficazes de comunicação e envolvimento dos responsáveis. Segundo as autoras, a transparência nas normas, métodos de ensino e avaliação, além da abertura para a participação das famílias ou responsáveis, fortalece essa parceria e contribui para um acompanhamento mais efetivo do progresso da criança.
Nesse sentido, escola e família estão interligadas por um vínculo que influencia diretamente o estudante, promovendo sua formação de maneira ampla e significativa. Por isso, é imprescindível um diálogo constante entre ambas as instituições, permitindo a troca de informações e a construção conjunta de estratégias para o desenvolvimento do educando.
As instituições de ensino necessitam da participação ativa da família, um direito garantido por lei. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, capítulo III, seção I, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96), em seu artigo 2º, estabelecem a educação como um direito de todos e um dever compartilhado entre a família e o Estado (Brasil, 1996). Percebe-se que é algo estabelecido por lei, sendo necessário uma crítica e reflexão acerca do papel e atuação de cada um na sociedade.
A família, por exemplo, é uma instituição social complexa, moldada por múltiplos fatores culturais, emocionais e econômicos que variam de acordo com cada contexto. Sua diversidade torna desafiadora uma compreensão plena de sua realidade, pois cada núcleo familiar constrói sua própria dinâmica, valores e formas de interação. Essa singularidade influencia diretamente o desenvolvimento dos indivíduos, refletindo-se na educação, nos relacionamentos e na maneira como enfrentam desafios ao longo da vida (Salomé, Espósito e Moraes, 2007).
Destarte, é no ambiente familiar que são experimentadas as primeiras noções de recompensa e consequência. Além disso, constrói-se uma identidade primária e abstrai os modelos comportamentais iniciais, os quais se enraízam em seu interior e estruturam seu universo psíquico. Consequentemente, por essas características essenciais na formação da criança, também se tornam responsáveis pela aprendizagem e desenvolvimento do sujeito.
Quanto a escola deve ser entendida como um ambiente essencial para a aprendizagem, promovendo tanto o desenvolvimento acadêmico quanto a formação social e pessoal dos alunos. Ao complementar os conhecimentos adquiridos na vivência familiar, a escola amplia o repertório dos discentes, oferecendo saberes sistematizados que os preparam para a vida em sociedade (Silva, 2019).
Nesse sentido, sua função vai além do ensino formal, atuando como mediadora da educação e contribuindo para a emancipação social dos indivíduos, ao proporcionar ferramentas que estimulam a autonomia, o pensamento crítico e a participação ativa na comunidade.
A relação entre escola e família deve ser pautada na colaboração mútua, em que a família fortalece o trabalho escolar ao acompanhar, incentivar e apoiar o desenvolvimento da criança. Paralelamente, a escola deve adotar práticas pedagógicas que promovam não apenas a formação acadêmica, mas também o desenvolvimento integral do aluno, valorizando a participação ativa dos pais no processo educativo. Essa parceria é fundamental para fortalecer a aprendizagem e contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente, participativa e transformadora (Nascimento et al, 2021).
Diante desse cenário, emerge o problema desta pesquisa: de que forma escola e família podem cooperar no processo formativo do sujeito na escola? Assim, o objetivo é investigar os meios de cooperação e participação entre essas duas instituições para fortalecer a educação e o desenvolvimento dos estudantes.
Como forma de organizar este estudo primeiramente apresenta-se as percepções da cooperação entre escola e família enquanto aspecto formativo para a aprendizagem do sujeito, depois as análises das publicações acerca da temática, em seguida, o traçado metodológico, resultados e discussões e considerações finais.
Metodologia
O caminho metodológico neste estudo de revisão buscou informações no Catálogo de Teses e Dissertações da Capes. Salienta-se que a escolha do referente banco de dados para a pesquisa se deu em virtude de ser um site recomendado para pesquisa, como também apresentarem informações confiáveis e produções completas.
Nessa perspectiva, por se tratar de um Artigo de Revisão, o presente estudo utiliza-se essencialmente da pesquisa bibliográfica “feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites” (Fonseca, 2002, p. 32).
Foram utilizados como descritores: “escola e família” AND “escola pública”, considerando essas expressões no título, resumo e palavras-chave. A busca incluiu estudos revisados por pares, publicados em português, no período de janeiro de 2021 a dezembro de 2024. Os critérios de inclusão abarcaram trabalhos que analisam a relação entre família e escola em instituições públicas no contexto brasileiro, com base no tema e no resumo. Já os critérios de exclusão eliminaram estudos que não fossem teses ou dissertações, estudos de revisão e também que não abordassem a temática.
Destaca-se que a análise foi realizada de forma quantitativa e qualitativa. Segundo Minayo (2009), a pesquisa quantitativa mensura os dados por meio de números e classificações, enquanto a qualitativa busca interpretar os fenômenos, atribuindo-lhes significado.
A análise de dados adotada foi a Análise Textual Discursiva (ATD), que, segundo Moraes (2020), permite a desconstrução e reconstrução de conceitos por meio da unitarização, categorização e produção de textos resultantes das análises e sínteses. Esse processo possibilita novas formas de desconstrução e um esforço reconstrutivo que amplia as compreensões, sempre com intensa participação e autoria (Moraes, 2020). O processo segue três etapas em um ciclo contínuo: (i) unitarização, que consiste na desmontagem dos textos; (ii) categorização, onde são estabelecidas relações entre os dados; e (iii) produção de metatextos, que corresponde à comunicação dos resultados.
Desenvolvimento
Este tópico apresenta a análise dos dados coletados no Catálogo de Teses e Dissertações da Capes, referentes ao período de janeiro de 2021 a dezembro de 2024, abrangendo quatro anos. A busca resultou em 1.013 trabalhos para os descritores “escola e família” AND “escola pública”. Ao filtrar por “Mestrado e Doutorado”, o número reduziu para 819, e ao considerar apenas os anos de 2021 a 2024, restaram 273 estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 07 trabalhos relacionados à temática.
A análise dos dados do Quadro 1 revelou um total de sete produções, sendo seis dissertações e uma tese. As dissertações foram distribuídas da seguinte forma: duas em 2021, duas em 2022 e duas em 2023, enquanto a tese foi defendida em 2022. Vale destacar que não há registros de dissertações ou teses sobre a temática em 2024. Os resultados foram organizados em duas subcategorias, derivadas das abordagens dos autores de mestrado e doutorado: I - Diferentes perspectivas de participação educacional: diálogo entre escola e família; II - A família e suas contribuições para o processo de escolarização do educando. A seguir, cada subcategoria foi analisada, permitindo uma discussão abrangente sobre os fatores relevantes à temática.
Quadro 1 (análise quantitativa de teses e dissertações sobre relação família-escola)
| Fonte | Título | Categoria | Ano | Autores |
|---|---|---|---|---|
| Catálogo de Teses e Dissertações | Docentes e famílias: percepções recíprocas em um centro de educação infantil de Lages, SC | Dissertações | 2023 | Maive Cardoso Padilha Ventura |
| Relação da família com o processo de escolarização durante a pandemia: dificuldades encontradas | 2022 | Maria Jozelma Barbosa Mainente | ||
| Família, escola e práticas lúdicas: o enlace bioecológico para o desenvolvimento integral de estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental | 2021 | Rosana Assis dos Santos | ||
| Contribuição da escola e da família no desenvolvimento de habilidades para a vida no processo de formação esportiva | 2023 | Gustavo Bottega Lunardelli | ||
| A relação escola e família do aluno com deficiência: um estudo exploratório | 2021 | Maria Beatriz Blanco Santana Rodrigues | ||
| A relação escola e família durante o ensino remoto emergencial na rede municipal da cidade de Uberlândia | 2022 | Jennyfer Deise Alves Rezende | ||
| Formas de participação de crianças do primeiro ciclo do Ensino Fundamental em seus contextos familiares | Tese | 2022 | Kassiane dos Santos Oliveira |
Fonte: elaboração própria, 2025.
Diferentes perspectivas de participação educacional: diálogo entre escola e família
O diálogo entre escola e família é fundamental para a formação dos alunos, pois ambas constituem as principais redes protetivas no processo educativo (Castro & Regattieri, 2009; Dessen & Polônia, 2007). Uma comunicação eficaz entre esses dois agentes contribui significativamente para o desenvolvimento emocional, social e acadêmico dos estudantes. A participação ativa da família reforça os ensinamentos da escola, auxiliando os alunos na compreensão e aplicação do conhecimento adquirido.
Diante da diversidade de contextos familiares, é essencial manter uma comunicação eficiente, que permita à escola compreender a realidade social, cultural e emocional dos alunos. Nesse sentido, Benato e Soares (2014) destacam que:
Tentar conhecer a realidade social, cultural e emocional das famílias de seus alunos e da comunidade onde estão inseridas, e a partir desse conhecimento, criar estratégias diferenciadas de acolhimento, para que juntos, família e escola, possam superar a enorme distância que existe entre estes dois ambientes (Benato; Soares, 2014, p. 14).
Ao reconhecer as diversas realidades, a escola começa a compreender as possibilidades de apoio por parte da família, considerando que, muitas vezes, as dificuldades dos pais em auxiliar os filhos podem estar relacionados a limitações de formação ou à falta de tempo devido ao trabalho.
A partir de uma relação de proximidade com a família, a escola terá a capacidade de conhecer as suas dinâmicas e funcionalidade. Nesse contexto, o papel do professor é estabelecer um diálogo com os familiares que cuidam do aluno, aproximando-se da mesma linguagem, respeitando e sendo sensível às lutas diárias dos pais no enfrentamento das dificuldades econômicas, impedindo o seu comparecimento à escola, aparentando uma negligência familiar. A abertura para o diálogo esclarecerá tais condições para mudança de atitudes por parte do professor em busca de soluções possíveis (Santos, 2021, p. 33).
Santos (2021) corrobora essa visão ao enfatizar que uma relação construtiva entre escola e família deve ser pautada pelo respeito e pela clareza. Para isso, cabe à escola comunicar sua proposta pedagógica, sua rotina e suas intervenções de forma acessível, incentivando o envolvimento familiar e reconhecendo a interação entre os dois ambientes. Freitas (2011) reforça essa perspectiva ao afirmar que:
Acredito que o diálogo, a compreensão, o compromisso são elementos indispensáveis para que se consiga terra fértil. Assim faz-se necessário o investimento no sentido de se construir boas relações, procurando minimizar a indisciplina. Diante do exposto propõe-se a implantação de um mecanismo de representatividade dos professores junto aos alunos e comunidade escolar (Freitas, 2011, p. 01).
Um bom diálogo permite identificar precocemente dificuldades de aprendizagem ou problemas comportamentais, possibilitando intervenções adequadas. Moreno (2005, p.117) os feedbacks das observações dos diálogos “[...] refletem a personalidade dos indivíduos e são a expressão do legado cultural, moral, afetivo, social e espiritual conferido pela família, pela escola, pelos pares, pelas instituições e pela sociedade em que nos coube viver”. Quando a família se envolve na educação escolar, os alunos tendem a valorizar mais os estudos e a apresentar um melhor desempenho.
Além disso, uma comunicação efetiva entre escola e família cria um ambiente seguro para que os alunos expressem suas preocupações e sentimentos, promovendo seu bem-estar emocional. Como destaca Delors (1998, p. 111): “[...] um diálogo verdadeiro entre pais e professores é, pois, indispensável, porque o desenvolvimento harmonioso das crianças implica uma complementaridade entre educação escolar e educação familiar”. Essa parceria irá fortalecer o processo educativo e contribuir para uma formação completa e saudável para os estudantes.
Essa parceria fortalece o processo educativo e contribui para uma formação integral e saudável dos estudantes. Para consolidar essa integração, a escola deve alinhar sua abordagem educacional às dinâmicas sociais e culturais da comunidade onde está inserida, ampliando essa perspectiva para um contexto mais abrangente da sociedade global. Compreender os contextos familiares e comunitários dos alunos é essencial para acolher e lidar com suas particularidades no cotidiano escolar.
A família e suas contribuições para o processo de escolarização do educando
A conexão entre escola e família é evidente e exerce uma influência poderosa no cotidiano dos alunos, impactando tanto seu desempenho acadêmico quanto seu bem-estar emocional, seja no ambiente escolar ou em casa. Nesse sentido, a família se apresenta como um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento do estudante. Por outro lado, a sua ausência pode estimular uma série de complicações, como destaca o autor Oliveira (2010) ao relatar que:
Quando a criança sente a ausência da família em sua vida escolar são inúmeras as consequências, por exemplo, o baixo rendimento, a dificuldade de aprendizagem, a falta de interesse com as atividades propostas, mudanças no comportamento se tornando, na maioria das vezes, agressivo ou apático (Oliveira, 2010, p. 17).
Ao longo do percurso formativo, a família desempenha um papel essencial na construção da personalidade e do comportamento da criança, servindo como referência em seu desenvolvimento. A proximidade e o apoio dos pais ou responsáveis no processo de aprendizagem são determinantes, pois aspectos emocionais, como autoestima, maturidade e respeito, quando fortalecidos no ambiente familiar, contribuem para superar dificuldades escolares.
Para Paro (2018, p. 30) “a escola deve utilizar todas as oportunidades de contato com os pais, para passar informações relevantes sobre seus projetos, recursos, problemas e sobre as questões pedagógicas”. O reconhecimento da importância da família pode ser incentivado pela escola, resultando em benefícios tanto para a instituição quanto para a formação dos alunos. Deste modo, ao discutir sobre as oportunidades dessa relação, a família é um dos fatores responsáveis por se comprometer com o desenvolvimento das habilidades de aprendizagem de seu filho, visando uma melhoria na qualidade.
O envolvimento familiar na educação exige uma reflexão por parte dos responsáveis para que compreendam o impacto positivo de sua participação no aprendizado e na construção social e emocional das crianças. Quando família e escola atuam de forma alinhada, seus objetivos se fortalecem, proporcionando um ambiente propício ao desenvolvimento integral dos alunos.
De acordo com Polonia (2005), as famílias devem engajar-se ativamente na educação dos filhos, tanto no ambiente doméstico quanto escolar, de forma que participem das decisões e das atividades voluntárias. A autora infere que, juntamente com as famílias, a escola deve encontrar “formas peculiares de relacionamento que sejam compatíveis com a realidade de pais, professores, alunos e direção, a fim de tornar este espaço físico e psicológico um fator de crescimento e de real envolvimento entre todos os segmentos” (Polonia, 2005, p. 307). Como forma de acrescentar um olhar mais aguçado sobre a realidade que contribui para a ausência da família no contexto familiar, Oliveira (2022) diz que:
Observamos mães sobrecarregadas com suas rotinas de trabalho dentro e fora de casa que desejam mais tempo e mais recursos financeiros para possibilitar para suas crianças melhores oportunidades de vivenciar a infância, potencializar seu desenvolvimento e ampliar suas oportunidades de ascensão social. O que nos indica a lacuna de políticas públicas que compartilhem com as famílias a responsabilidade de cuidar de suas crianças. Por exemplo: leis trabalhistas que realmente flexibilizem a jornada de trabalho para que mães e pais possam estar ser mais presentes na vida de suas crianças; oferta de ampliação da jornada escolar em diálogo com as expectativas das famílias e necessidades das crianças; e oferta de outros serviços públicos que permitam a realização de esportes, atividades de lazer e/ou atendimento integral a saúde física e emocional às crianças e suas famílias (Oliveira, 2022, p. 257).
Por outro lado, a ausência de acompanhamento familiar pode gerar dificuldades no desempenho escolar, afetando a capacidade cognitiva da criança e dificultando sua concentração e retenção de conhecimento. Além disso, pode comprometer seu equilíbrio emocional, dificultando a gestão das próprias emoções, bem como sua adaptação em contextos coletivos e sociais. Com isso, nas palavras de Nascimento (2021):
Quando a criança não dispõe de um acompanhamento familiar, tenderá a não apresentar resultados satisfatórios no seu caminhar na escola, impedindo que sua aprendizagem seja construída de forma progressiva, podendo se prejudicar não só no desenvolvimento cognitivo e intelectual, mas, sobretudo em outras áreas como o emocional e social, pois, vai além dos bons resultados obtidos nas avaliações (Nascimento, 2021. p. 10).
Nesse sentido, a convivência familiar harmoniosa e respeitosa é fundamental para fortalecer a autoestima da criança e sua adaptação às demandas sociais, auxiliando em seu crescimento como indivíduo. O suporte familiar, especialmente no atendimento às necessidades emocionais da criança, fortalece os laços afetivos e contribui para enfrentar desafios no ambiente escolar.
A importância dessa parceria entre família e escola é destacada por Jardim (2006), que aponta que a falta desse suporte pode levar a implicações como baixa autoestima, dificuldades de adaptação e interação social, fatores que podem impactar negativamente tanto o desempenho acadêmico quanto outros aspectos da vida da criança.
Conclusões
A pesquisa conclui que escola e família são instituições fundamentais para o desenvolvimento do indivíduo. Por isso, é essencial que ambas permaneçam alinhadas no processo de ensino e aprendizagem, nas propostas escolares e nas diferentes formas de ressignificar a prática pedagógica.
Destaca-se que o diálogo é a ponte que conecta essas duas instituições. É fundamental que a família compreenda seu papel na vida dos alunos, contribuindo não apenas para sua evolução acadêmica, mas também para seu desenvolvimento sociocognitivo, maturidade emocional e controle das emoções, fatores que impactam diretamente na aprendizagem.
Nesse sentido, a família não pode delegar exclusivamente à escola a responsabilidade pelo progresso educacional dos estudantes. Para que o aprendizado seja realmente eficaz, é necessário um envolvimento ativo. Essa participação possui um valor integrativo, promovendo a interação, adaptação e desenvolvimento integral do aluno por meio do vínculo com a escola.
No entanto, é importante considerar as realidades sociais antes de estabelecer essa ponte entre família e escola. A falta de participação familiar pode estar relacionada a fatores como a carga de trabalho dos responsáveis ou outras dificuldades. Diante disso, o professor pode buscar alternativas para superar essas barreiras, como o uso de recursos digitais, permitindo que a família acompanhe o processo de aprendizagem mesmo à distância.
Recomenda-se que novas pesquisas possam ser realizadas de maneira empírica, documentais e relatos de experiências acerca da escola e família. Por fim, abre-se espaço para futuras pesquisas que aprofundem essa temática, investigando, por exemplo, os desafios enfrentados por famílias que não conseguem manter uma comunicação efetiva com a escola ou que, apesar do contato, buscam novas formas de contribuir para o desenvolvimento dos alunos.












