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Psicologia: teoria e prática
versão impressa ISSN 1516-3687
Psicol. teor. prat. vol.27 no.1 São Paulo 2025 Epub 13-Fev-2026
https://doi.org/10.5935/1980-6906/eptpcp17428.pt
Informes breves
Viabilidade de Terapia Cognitivo--Comportamental On-Line de Sessão Única para Insônia: Informe Breve
1Federal University of Santa Maria, Department of Psychology, Graduate Program in Psychology, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil
Este informe breve apresenta resultados iniciais do estudo em desenvolvimento. O estudo tem como objetivo avaliar a viabilidade de uma intervenção de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para insônia, de caráter on-line e em formato de sessão única. A intervenção foi feita após o treinamento dos aplicadores, via protocolo de um Manual do Terapeuta elaborado pelas autoras. Participaram 4 pacientes e 2 aplicadores. As respostas dos formulários foram transcritas para planilhas com tabulação de dados, para análise. Dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva e dados qualitativos foram analisados por meio de análise temática. Dos pacientes, todos relataram baixa qualidade de sono e a presença de algum nível de ansiedade e antecipação ansiosa ligada ao sono. Pacientes e aplicadores relataram diferenças em suas percepções quanto ao tratamento, com pacientes apresentando percepções positivas quanto ao tratamento e expectativas de melhora, e aplicadores apresentando percepções menos favoráveis quanto à viabilidade de tempo e eficácia da intervenção. Porém, a intervenção se mostrou viável, mesmo tendo falhas quanto à sua integridade durante a aplicação, o que levanta questões sobre quais componentes do tratamento promovem a melhora dos pacientes. Os resultados da relação terapêutica foram positivos para ambos os grupos. Conclui-se que a intervenção foi viável, apesar de suas limitações. No entanto, a principal descoberta encontrada nesta pesquisa clínica enfatiza a necessidade de considerar cuidadosamente as percepções e experiências de todos os envolvidos, bem como a importância de questionar suposições prévias e vieses que podem afetar o tratamento e os resultados de pesquisas clínicas.
This brief report presents the initial results of the ongoing study. The study aims to assess the feasibility of an online, single-session Cognitive-Behavioral Therapy (CBT) intervention for insomnia. The intervention was implemented following the training of therapists using a Therapist Manual developed by the authors. Four patients and two therapists participated in the study. Survey responses were transcribed into data tabulation spreadsheets for analysis. Quantitative data were analyzed using descriptive statistics, while qualitative data underwent thematic analysis. All patients reported low sleep quality and the presence of some level of anxiety, specifically anticipatory anxiety connected to sleep. Patients and therapists expressed divergent perceptions of the treatment, with patients holding positive views and expectations of improvement. In contrast, therapists presented less favorable perceptions regarding the feasibility of the intervention in terms of time and efficacy. However, despite integrity issues during the application, the intervention proved to be feasible, prompting inquiries into the specific treatment components that contributed to patient improvement. Results of the therapeutic relationship were positive for both groups. In conclusion, the intervention demonstrated feasibility despite inherent limitations. Nonetheless, the primary finding in this clinical research underscores the importance of carefully considering the perceptions and experiences of all involved parties, along with the necessity of scrutinizing preconceived assumptions and biases that may impact treatment and clinical research outcomes.
Keywords: sleep; insomnia disorder; cognitive behavioral therapy; feasibility studies; internet-based intervention
Palavras-chave: sono; transtorno de insônia; terapia cognitivo-comportamental; estudos de viabilidade; intervenção baseada em internet
Este informe breve presenta los resultados iniciales del estudio en desarrollo. El estudio tiene como objetivo evaluar la viabilidad de una intervención de Terapia Cognitivo-Conductual (TCC) para el Insomnio, de carácter en línea y en formato de sesión única. La intervención fue llevada a cabo después del entrenamiento de los aplicadores mediante un protocolo de un Manual del Terapeuta elaborado por las autoras. Participaron 4 pacientes y 2 aplicadores. Las respuestas fueron transcritas a hojas de cálculo con tabulación de datos para su análisis. Los datos cuantitativos fueron analizados mediante estadística descriptiva, y los datos cualitativos fueron analizados mediante análisis temático. Todos los pacientes informaron una baja calidad del sueño y la presencia de algún nivel de ansiedad y anticipación ansiosa relacionada con el sueño. Tanto los pacientes como los aplicadores informaron diferencias en sus percepciones sobre el tratamiento, con los pacientes teniendo percepciones positivas sobre el tratamiento y expectativas de mejoría, mientras que los aplicadores tenían percepciones menos favorables. Sin embargo, la intervención demostró ser viable, a pesar de algunas fallas en su integridad durante la aplicación, lo que plantea preguntas sobre qué componentes del tratamiento promueven la mejora de los pacientes. Los resultados de la relación terapéutica fueron positivos para ambos grupos. Se concluye que la intervención fue viable a pesar de sus limitaciones. No obstante, el hallazgo principal de esta investigación clínica destaca la necesidad de considerar cuidadosamente percepciones y experiencias de todos los involucrados, así como la importancia de cuestionar suposiciones previas y sesgos que puedan afectar el tratamiento y los resultados de la investigación clínica.
Palabras-clave: sueño; trastorno de insomnio; terapia cognitivo-conductual; estudios de viabilidad; intervención basada en la internet
O transtorno de insônia é um dos distúrbios do sono mais prevalentes mundialmente, sendo caracterizado pela dificuldade em adormecer ou em manter o sono, resultando em prejuízos e/ou sofrimento significativo para o indivíduo. Estima-se que esse transtorno afete de 6 a 10% da população, com a prevalência de sintomas podendo atingir cerca de 30%, mesmo sem o diagnóstico formal. A privação de sono decorrente da insônia pode afetar todas as áreas da vida, principalmente relacionamentos, saúde física e mental, além de ser fator de risco para acidentes de trânsito e doenças metabólicas e cardiovasculares (Edinger et al., 2021).
A Terapia Cognitivo-Comportamental para insônia (TCC-I) é a intervenção recomendada para o tratamento dos transtornos de insônia. Ela é classificada como padrão-ouro, com efeitos superiores aos fármacos para insônia crônica (Crosby & Witte, 2021). A TCC- I via internet é a versão mediada pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Ela segue o mesmo formato de atendimentos da TCC-I (Hsieh, Rezayat & Zeidler, 2020). Já a Terapia Cognitivo-Comportamental Integrada de Sessão Única (TCC-ISU) é um tipo de terapia que tem como objetivo ser focal, estruturada e colaborativa. Ela é indicada para queixas não clínicas ou de gravidade baixa a moderada (Chevalier et al., 2022; Crosby & Witte, 2021).
Dessa maneira, foi realizado um estudo clínico de viabilidade, de um protocolo de intervenção em TCC-I, em formato on-line de sessão única. Justifica-se o estudo desse formato de intervenção por conta da necessidade de oferecer opções de intervenções acessíveis e flexíveis, que se adaptem à realidade e às limitações de tempo e acesso de muitos pacientes. O estudo tem o objetivo de avaliar a viabilidade da intervenção. Em especial, busca-se compreender quais aspectos podem afetar sua implementação, documentar as facilidades e dificuldades do processo para, conforme necessário, realizar ajustes, além de oferecer orientações para ensaios clínicos futuros. Neste informe breve, no entanto, serão demonstrados e comunicados os achados iniciais, principalmente no que diz respeito aos procedimentos e resultados iniciais da intervenção.
Método
Trata-se de um estudo de viabilidade. Esse tipo de estudo se caracteriza por ocorrer antes de estudos-piloto e de ensaios clínicos randomizados. São adequados para intervenções novas ou que tenham poucas pesquisas e material publicado (Gadke, Kratochwill & Gettinger, 2021).
Participantes
No total, foram coletadas 94 inscrições voluntárias na pesquisa, mas foi utilizada uma amostra de apenas 4 participantes, adultos, de ambos os sexos, de 29 a 41 anos. Os critérios de inclusão foram: a) ter de 20 a 45 anos; b) apresentar sintomas suficientes para diagnóstico de transtorno de insônia; c) apresentar prejuízo diurno derivado dos problemas com o sono; d) ter conexão com a internet para participação da intervenção; e) saber utilizar dispositivos digitais; e f) aceitar a natureza de consulta única da intervenção. Alguns critérios de exclusão foram definidos: a) o transtorno de insônia não deve estar relacionado a outros distúrbios do sono de caráter biológico; e b) não deve ser comórbido com outros transtornos mentais, como transtornos ansiosos e depressivos. O tamanho da amostra se deu por conta da alta frequência de comorbidades de insônia com sintomas significativos de ansiedade e/ou depressão ou outros transtornos.
Instrumentos
Os instrumentos para a coleta de dados envolveram questionários autoaplicáveis. Os instrumentos dividiram-se para a coleta de dados dos participantes e dos aplicadores. Para os participantes, foram utilizados: Questionário Sociodemográfico, Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI-BR) e a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse – Versão Reduzida (DASS-21). Para ambos, realizaram-se a avaliação da relação terapêutica e da satisfação com a intervenção, com os seguintes instrumentos: Questionário de Satisfação, Inventário de Aliança Terapêutica (WAI) – Versão Reduzida e Questionário de Follow-Up. Aos aplicadores também foi distribuído uma Ficha de Conceitualização Cognitiva. Durante a observação da pesquisadora, foi utilizada uma Checklist de Estrutura de Sessão.
Materiais
Os materiais utilizados no estudo foram o Manual do Terapeuta, elaborado e validado anteriormente. O manual é um material que contém instruções, orientações e informações sobre o protocolo de intervenção. A intervenção contida no manual foi composta dos seguintes componentes: inicialmente busca-se a compreensão de como se manifestam os sintomas. É realizada a psicoeducação sobre o transtorno, modelo de entendimento e tratamento, assim como a aplicação da higiene do sono. Na fase intermediária é realizada, breve e colaborativamente, a investigação das crenças relacionadas às dificuldades com o sono. Também são investigados hábitos de sono. As estratégias utilizadas em TCC-I são aplicadas de forma personalizada, conforme necessidades do caso (restrição do sono, controle de estímulo, relaxamento, resolução de problemas, gestão de estresse, questionamento socrático). No final, ocorre a prescrição de tarefas (manutenção do diário do sono, material informativo sobre higiene do sono, instruções escritas do controle de estímulo), pedido e transmissão de feedback.
Procedimentos
O estudo foi realizado no ano de 2023, em formato de fases. Na primeira fase, ocorreu o recrutamento dos participantes nas redes sociais do grupo de pesquisa, sendo impulsionado por patrocínio pessoal das pesquisadoras para maior alcance. Os interessados responderam aos instrumentos autoaplicáveis nos formulários on-line. Na segunda fase, a pesquisadora realizou triagem com base na análise dos dados das pessoas inscritas e em entrevista individual semiestruturada para verificar se atendiam aos critérios de inclusão. Na terceira fase, foi aplicada a intervenção. Os aplicadores foram dois profissionais graduados em Psicologia, licenciados e com especialização em andamento em TCC. A escolha dos aplicadores se deu por conveniência, na região de origem dos pesquisadores. Os aplicadores foram treinados especificamente para a intervenção, por meio do Manual do Terapeuta e retirada de dúvidas. Após o treinamento, os aplicadores não receberam nenhuma outra orientação direcionada, pois deveriam guiar-se pelo manual. Dúvidas eram retiradas apenas se ativamente solicitadas pelos aplicadores. As aplicações da intervenção foram observadas pela mestranda responsável pela pesquisa. A intervenção seguiu as práticas de TCC-ISU e de TCC-I. O atendimento foi previsto para durar aproximadamente 1 hora e 50 minutos.
Análise de dados
As respostas dos formulários foram transcritas para planilhas com tabulação de dados, para análise. Todos os dados foram analisados conforme sua natureza. Dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva. Dados qualitativos foram analisados por meio de análise temática (Braun et al., 2022).
Considerações éticas
As resoluções 466/12 e 510/16, do Conselho Nacional de Saúde, indicam os cuidados éticos necessários para pesquisas em saúde. Estes foram seguidos durante o planejamento e a realização do estudo. A aplicação do estudo ocorreu somente após a aprovação do projeto pelo comitê de ética em pesquisa. O projeto foi registrado sob o número CAAE 61310722.0.0000.5346.
Resultados
Todos os participantes relataram baixa qualidade de sono, com escores de 9, 15, 17 e 19 no PSQI-BR. As duas participantes do sexo feminino apresentaram ansiedade mínima, conforme seus escores no DASS-21. No entanto, todos os participantes selecionados relataram algum nível de ansiedade e antecipação ansiosa ligada ao sono. Em relação à avaliação da intervenção, houve diferenças nas percepções dos participantes e dos profissionais. Os profissionais apresentaram percepções mais negativas quanto à intervenção de forma geral, principalmente em relação aos seus conhecimentos e habilidades para a aplicação, assim como percepções de não eficácia ou não viabilidade do tempo estipulado ou para aplicação de determinadas técnicas terapêuticas. Além disso, os profissionais demonstraram manter estrutura de tratamento semelhante à tradicional, em vez da estrutura de sessão única. Os participantes apresentaram percepções mais favoráveis, relatando satisfação com a intervenção recebida, formato de tratamento e possibilidade de execução de tarefas. Suas percepções menos favoráveis estavam relacionadas à divulgação, pela incapacidade percebida de chegar ao público-alvo, e ao tempo de duração do atendimento. Os resultados da relação terapêutica foram positivos para ambos os grupos.
Discussão
A receptividade profissional parece ser uma variável pouco mencionada de influência sobre o processo terapêutico. Essa receptividade diz respeito à flexibilidade e personalização de tratamento, em que o profissional é capaz de adaptar suas habilidade e técnicas para benefício do paciente. Além disso, a própria avaliação do profissional sobre a previsão dos resultados do tratamento ou sobre como o paciente irá responder ao tratamento e à sua atuação pode auxiliar ou prejudicar a sua prática (Gumz et al., 2023; Nissen-Lie, Oddli & Heinonen, 2024). Quanto ao formato de entrega da intervenção, on-line e de sessão única, em conjunto, entende- se que essa não é uma prática comum. A percepção dos profissionais da saúde em geral sobre a atuação on-line parece ser marcada pela crença de que não é um tratamento eficaz, e que existem diferenças significativas em resultados quando comparados aos tratamentos presenciais tradicionais (Machluf et al., 2021). Os resultados deste estudo se alinham à literatura, ao demonstrarem que a avaliação da intervenção foi tida como menos favorável por parte dos aplicadores, principalmente naquelas técnicas com as quais tinham menos experiência ou acreditavam não se encaixarem ao caso do paciente.
Foi identificado que a previsão do comportamento do paciente pode ter afetado a integridade da intervenção, assim como a confiança dos aplicadores nas próprias habilidades terapêuticas e no formato utilizado. A previsão do comportamento do paciente surge como um desafio, que pode diminuir a confiança nas próprias habilidades terapêuticas. No entanto, para pacientes, a modalidade é vista de forma positiva, como acessível, flexível e conveniente. Essa também é a única maneira pela qual muitos irão receber ajuda, por conta da barreira do estigma. Além disso, também não parecem existir grandes diferenças se o serviço digital oferecido ocorre por videochamada, áudio ou texto (Smith & Gillon, 2021).
Quanto aos dados relacionados à modalidade isolada de sessão única, para a aplicação efetiva dessa modalidade, o profissional necessita compreender e praticar os pressupostos da sessão única durante o atendimento. Entende-se que esse recorte de tempo é o melhor momento para a intervenção e para a mudança, visto que o paciente buscou ajuda (Hoyt, Young & Rycroft, 2020). No estudo, foi possível observar que os aplicadores estavam aplicando um misto de paradigmas: um focado no aqui e agora e experiência única, e outro em possibilidades e tratamentos futuros de queixas secundárias.
Já na perspectiva dos pacientes, o dado principal que se encontra sobre suas percepções da sessão única é a de estarem preocupados demais em conseguir ajuda para seu problema para se preocuparem sobre o formato de tratamento que irão receber. Uma minoria relata sentir dúvidas sobre o tratamento ou incredulidade de que será o suficiente para seu problema. No entanto, após a consulta de sessão única, a maioria dos pacientes relata melhora do quadro, aprendizagem de estratégias para colocar em prática e que o atendimento lhe auxiliou e foi receptivo às suas necessidades no momento (Cannistrà et al., 2020). Os participantes da pesquisa realizada demonstraram percepções semelhantes aos pacientes de sessão única da literatura, mencionando até mesmo uma experiência mais positiva com o tratamento que os profissionais. Além disso, foi possível perceber que houve o desenvolvimento de uma boa relação terapêutica mútua, e que os profissionais foram receptivos aos pacientes, apesar da não aplicação das técnicas ideais de TCC-I para tratamento da antecipação e ansiedade relacionada ao sono.
Conclui-se que a descoberta encontrada nesta pesquisa clínica enfatiza a necessidade de considerar cuidadosamente as percepções e experiências de todos os envolvidos (pacientes e terapeutas), bem como a importância de questionar suposições prévias em pesquisas clínicas. A não adesão ao manual da intervenção traz considerações para a prática. A ausência da aplicação de técnicas específicas, como a intenção paradoxal e a restrição de sono, pode ser atribuída a diversas razões, como desafios práticos (conexão de internet, experiência prévia com o formato, equipamento, tempo) até interpretações pessoais dos aplicadores sobre a relevância dessas técnicas. Esse achado enfatiza a necessidade de um treinamento abrangente, além da flexibilidade para adaptar as técnicas a cada paciente. Dessa maneira, pode se fazer necessário um treinamento inicial mais focado nas habilidades necessárias para aplicação de TCC-ISU, assim como a compreensão e adoção dos pressupostos desse formato. É necessário que o clínico consiga se distanciar do formato comumente ensinado em seu treinamento tradicional e compreender os pressupostos da sessão única, visto que as próprias crenças podem afetar sua confiança em suas habilidades e capacidade de fornecer o tratamento. Também é fundamental trabalhar as percepções dos profissionais, visto que podem prejudicar sua habilidade de fornecer ao paciente o tratamento padrão, ou até mesmo promover iatrogênese.
O estudo tem limitações, principalmente devido à exclusividade dos critérios de inclusão, resultando em apenas quatro participantes. Muitos inscritos tinham transtorno de insônia em comorbidade com outras condições. Além disso, os aplicadores não tinham experiência anterior com sessão única, um formato incomum no país, requerendo maior treinamento e supervisão inicial para aprimorar as habilidades. A falta de informações pelo preenchimento incompleto ou não preenchimento de questionários por pacientes e aplicadores sugere que os dados podem variar em uma amostra maior.
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Financiamento:Declaramos que o manuscrito apresentado não recebeu qualquer suporte financeiro da indústria ou de outra fonte comercial, recebendo apenas financiamento da CAPES. Nenhuma das autoras ou qualparente em primeiro grau possui interesses financeiros/outros no assunto abordado no manuscrito
Agradecimentos:
O Informe Breve foi originado a partir de dissertação de Mestrado.
Recebido: 25 de Setembro de 2024; Aceito: 05 de Fevereiro de 2025










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