A revista Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, classificada no estrato B1 do Qualis Capes, celebra com seus leitores, autores e revisores o primeiro volume de 2024. Mantendo a tradição de 23 anos, continua a publicar temas transversais sobre educação e saúde humana na perspectiva transdisciplinar.
Sant’Anna da Silva e colaboradores investigaram, em uma amostra de 277 crianças, o impacto do uso de mídias eletrônicas (ME) sobre o comportamento durante a pandemia de Covid-19. O maior tempo gasto em redes sociais e para fins educacionais aumentou as chances de problemas somáticos e de conduta. De outro modo, o tempo despendido em canais de diversão/informação diminuiu as chances de problemas comportamentais/emocionais. O estudo remete à necessidade de considerar o uso das ME quanto às suas funções e ao conteúdo consumido para desenvolver estratégias eficazes de utilização e manejo parental.
Pereira e colaboradoras analisaram a relação entre a função motora, o nível socioeconômico e a participação social de crianças com paralisia cerebral e a qualidade de vida de seus pais ou responsáveis. O estudo aponta para uma correlação positiva entre a saúde psicológica e a participação social, bem como entre autocuidado, função social e qualidade de vida, sugerindo que uma maior participação social da criança com paralisia cerebral melhora a saúde psicológica e a qualidade de vida dos pais.
Macedo e colaboradores investigaram a produção de conhecimento em teses e dissertações sobre práticas educativas inclusivas para estudantes com deficiência intelectual (DI) no ensino regular. Os estudos, concentrados na Região Sudeste, predominantemente qualitativos, sugerem a necessidade de se revisarem as metodologias de ensino e avaliação, investir em formação docente e promover a aproximação entre os diferentes atores da inclusão.
De Paula e colaboradoras realizaram a adaptação do inglês britânico para o português do Brasil do questionário Autism-Specific Quality of Life Items (ASQoL), mantendo a equivalência semântica com o original. A versão brasileira testada em adultos autistas revelou que o ASQoL é compreensível e de fácil aplicação, apresentando equivalência conceitual, semântica, cultural e operacional com o original.
Santos e colaboradoras investigaram as habilidades motoras finas e a força de preensão no manuseio do material LEGO® em participantes com síndrome de Down. As autoras encontraram dificuldades nos encaixes das peças, envolvendo força de preensão, coordenação visomotora e atenção, revelando a presença de desafios específicos nessa população e a necessidade de se identificarem variáveis que facilitem o manuseio do material, a fim de apoiar o planejamento terapêutico e promover o desenvolvimento motor fino, a comunicação e as interações sociais.
O corpo editorial agradece as contribuições dos autores e dos revisores.
Universidade Presbiteriana Mackenzie













