É com grande satisfação que abrimos o volume 25 da Revista Psicologia Política (RPP), celebrando um novo ciclo de lutas, desafios e transformação, e reafirmando-se como o principal veículo de divulgação científica da Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP). O ano de 2025 marca um momento de renovação institucional, técnica e política para o nosso periódico, um processo que institui o compromisso histórico da RPP com a produção de conhecimento crítico, plural e socialmente comprometido, na esperança de uma ciência que se faz na invenção, na reinvenção, como nos lembra Freire (1992).
Após um período de importantes desafios enfrentados entre 2021 e 2024, decorrentes da crise estrutural do antigo Portal PePSIC, vivemos agora um novo respiro. Fruto da reorganização e fortalecimento da nova rede PePSIC, vinculada à SciELO, conseguimos atualizar e estabilizar a base técnica de nossa revista. E essa conquista representa mais do que um avanço operacional: trata-se de uma ação política em defesa da circulação pública, acessível e aberta do conhecimento científico produzido na América Latina e no Sul Global.
A Pepsic é uma rede de periódicos em Psicologia voltada à divulgação da produção científica iberoamericana na área. Sua característica abarca horizontes que se voltam para a ciência aberta em suas diferentes práticas, até que possa ter a segurança de uma indexação de qualidade e uma projeção para além da própria área em nível global.
A RPP tem como característica a publicação de artigos no campo da Psicologia Política, um campo interdisciplinar e internacionalmente estabelecido. Nosso periódico é aliado a boas práticas no campo editorial e, de forma progressiva, temos aderido a outras práticas da ciência aberta, para além do acesso aberto e da gratuidade das publicações, característica que nos marca desde sua primeira publicação, em 2001.
No âmbito interno, a RPP também atravessa um momento de transição e renovação de sua equipe editorial. Encerramos um ciclo de trabalho intenso, iniciado em 2020, que enfrentou inúmeras adversidades, mas sem abrir mão de princípios éticos, da transparência nos processos e da defesa da Psicologia Política como campo de conhecimento, comprometida com os direitos humanos e a justiça social. Essa passagem de gestão expressa a continuidade de uma trajetória coletiva que entende o fazer editorial como espaço de comunicação e produção de conhecimento, uma vez que pode gerar debates potentes nos âmbitos epistêmico e metodológico, pautados em uma política que compreende o conhecimento como um bem de todos.
A equipe que finaliza agradece imensamente todo apoio que teve nesses cinco anos, nos momentos fáceis e nos momentos difíceis de todo este processo. Nosso agradecimento a Marco Aurélio Máximo Prado, da Universidade Federal de Minas Gerais, João Manuel Oliveira, do Instituto Universitário de Lisboa (Portugal), Antônio Euzébios Filho, da Universidade de São Paulo, Jader Ferreira Leite, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, João Paulo Macedo, da Universidade Federal do Delta do Parnaíba e Marivete Gesser, da Universidade Federal de Santa Catarina, Francisco Portugal, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Verônica Ximenes, da Universidade Federal do Ceará.
A nova equipe editorial assume o compromisso de fortalecer o diálogo entre a Psicologia Política e as diferentes lutas vivas de nosso tempo: o enfrentamento das desigualdades estruturais, da devastação ambiental, da desinformação e das ofensivas contra a universidade pública, a ciência e os direitos humanos. Seguiremos apostando na potência transformadora da produção de conhecimento crítico e na construção de uma Psicologia Política comprometida com a democracia.
A composição da equipe editorial traz Breno de Oliveira Ferreira, da Universidade Federal do Amazonas, como Editor Geral. Como Editores Associados temos Alessandra Aniceto Ferreira de Figueiredo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Anacely Guimarães Costa, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Robert Filipe dos Passos, da Universidade Estadual de Maringá, Fauston Negreiros, da Universidade de Brasília, Daniela Dalbosco Dell’Aglio, da Universidade La Salle (Canoas) e Jader Leite, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.













