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<journal-title><![CDATA[Gerais : Revista Interinstitucional de Psicologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Enfrentando as estatísticas: estratégias para permanência de mulheres em STEM]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Women that pursue careers in STEM have been statistically belittled in both the labor market and academia. Phenomena that help explain such a scenario are so-called "scissor effect," "glass ceiling," and "leaky pipeline," which address how women face obstacles that hamper their permanence in STEM, as well as their rise to power positions. Considering these issues, this article is a theoretical study that maps and discusses strategies that may contribute to increase the permanence and rise of women in STEM. We conclude that such strategies include initial actions within schools in childhood and adolescence, as well as in adulthood, concerning higher education, work environments and the construction of women's self-concept.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Enfrentando    as estat&iacute;sticas: estrat&eacute;gias para perman&ecirc;ncia de mulheres    em STEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Facing the stats:    strategies for maintaining women in STEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Let&iacute;cia    Carolina Boffi<sup>I</sup>; Ligia Carolina Oliveira-Silva<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Universidade    de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto, Brasil. E-mail: <a href="mailto:leticiaboffi@gmail.com">leticiaboffi@gmail.com</a>.    (orcid.org/0000-0001-9198-8963)    <br>   <sup>II</sup>Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia, Uberl&acirc;ndia, Brasil.    E-mail: <a href="mailto:ligiacarol@ufu.br">ligiacarol@ufu.br</a>. (orcid.org/0000-0002-7487-9420)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As mulheres que    seguem carreira nas &aacute;reas de STEM - Ciencia, Tecnologia, Engenharia e    Matem&aacute;tica - v&ecirc;m sendo estatisticamente sub-representadas no mercado    de trabalho e na academia. Fen&ocirc;menos que ajudam a explicar o cen&aacute;rio    s&atilde;o os chamados "efeito tesoura", "teto de vidro" e "<i>leaky pipeline</i>",    abordando como as mulheres enfrentam obst&aacute;culos que dificultam a perman&ecirc;ncia    em STEM, assim como ascens&atilde;o a posi&ccedil;&otilde;es de poder. Diante    dessas quest&otilde;es, o presente artigo constitui-se num estudo te&oacute;rico    que mapeia e discute estrat&eacute;gias que podem contribuir para o aumento    da perman&ecirc;ncia e ascens&atilde;o das mulheres em STEM. Conclui-se que    tais estrat&eacute;gias englobam a&ccedil;&otilde;es iniciais tanto na inf&acirc;ncia    e adolesc&ecirc;ncia, no &acirc;mbito escolar, quanto na fase adulta, referentes    ao ensino superior, aos ambientes de trabalho e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o    do autoconceito da mulher.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:    Mulheres. STEM. Carreira. Trabalho. Estrat&eacute;gias.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Women that pursue    careers in STEM have been statistically belittled in both the labor market and    academia. Phenomena that help explain such a scenario are so-called "scissor    effect," "glass ceiling," and "leaky pipeline," which address how women face    obstacles that hamper their permanence in STEM, as well as their rise to power    positions. Considering these issues, this article is a theoretical study that    maps and discusses strategies that may contribute to increase the permanence    and rise of women in STEM. We conclude that such strategies include initial    actions within schools in childhood and adolescence, as well as in adulthood,    concerning higher education, work environments and the construction of women's    self-concept.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>:    Women. STEM. Career. Work. Strategies.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presen&ccedil;a    das mulheres nas carreiras de STEM (Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Engenharia e    Matem&aacute;tica) tem sido alvo constante de pesquisas nos &uacute;ltimos anos.    Isso se deve a um aglomerado de fatores, dentre os quais est&atilde;o os movimentos    feministas e a maior abertura das universidades e do mercado para as mulheres    (Klanovicz, 2016). Contudo, tal participa&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; pequena    quando comparada &agrave; dos homens, de forma que as mulheres se veem sub-representadas    nessas &aacute;reas (Klanovicz, 2011). As quest&otilde;es que envolvem mulheres    e carreiras ditas predominantemente masculinas n&atilde;o se baseiam somente    no &acirc;mbito educacional, mas envolvem e refletem contextos sociais e culturais    de g&ecirc;nero e segrega&ccedil;&atilde;o, acarretando desigualdades (Alves,    2017). Historicamente, desde a sua coloca&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho,    a mulher precisou enfrentar diversas lutas para conquistar seus objetivos e    se desvencilhar da ideia arcaica de que sua fun&ccedil;&atilde;o era apenas    ser reprodutora, cuidadora da prole e do lar, o que a mantinha confinada ao    ambiente privado (Paiva, 2017).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os estudos de g&ecirc;nero    se fortalecem com a segunda onda do feminismo, em 1970, que traz &agrave; tona    a luta contra as desigualdades sociais e culturais. H&aacute; um aumento de    debates sobre como a cultura machista/sexista, as defini&ccedil;&otilde;es de    pap&eacute;is sociais sobre o que &eacute; ser homem e mulher e as fun&ccedil;&otilde;es    desempenhadas por cada um resultam de uma constru&ccedil;&atilde;o social inserida    em um contexto socioecon&ocirc;mico e um per&iacute;odo hist&oacute;rico (Klanovicz,    2016). A escolariza&ccedil;&atilde;o das mulheres deu-se tardiamente, quando    comparada &agrave; dos homens, al&eacute;m de que eles eram incentivados a estudar    e trabalhar para adquirir conhecimentos ditos cient&iacute;ficos, enquanto as    mulheres estudavam como ser uma boa dona de casa, bordados e afazeres dom&eacute;sticos.    Isso propiciou maior segrega&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de atraso na educa&ccedil;&atilde;o    feminina, pois o dom&iacute;nio das ci&ecirc;ncias era entendido como destinado    apenas aos homens, considerados objetivos, neutros e capazes o suficiente para    exercerem o racioc&iacute;nio necess&aacute;rio para tal (Alves, 2017).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora dados brasileiros    recentes (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico    [CNPq], 2016) indiquem que as mulheres apresentam mais escolaridade que os homens    - entre 20 e 59 anos, as mulheres mestres s&atilde;o mais de 50% do total, assim    como, a partir de 1998 at&eacute; 2016, mais da metade dos t&iacute;tulos de    mestres s&atilde;o para mulheres -, eles s&atilde;o maioria nas &aacute;reas    de Ci&ecirc;ncias, Engenharias, Tecnologia e Matem&aacute;tica (Lombardi, 2003),    de forma que as mulheres ainda s&atilde;o sub-representadas nas carreiras de    STEM (Clerc &amp; Kels, 2013; Herman, 2015). Logo, apesar da maior abertura    &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, nos dias atuais ainda se constata a predomin&acirc;ncia    do direcionamento das mulheres para as carreiras das humanidades, principalmente    no magist&eacute;rio - carreira que abre o ensino superior &agrave;s mulheres,    mas que tamb&eacute;m reafirma a coloca&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas    compreendidas como femininas, como o cuidado e a aprendizagem (Alves, 2017).    Isso resulta em n&uacute;meros poucos expressivos na participa&ccedil;&atilde;o    das mulheres nas &aacute;reas de STEM.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inser&ccedil;&atilde;o    da mulher nas &aacute;reas de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia no Brasil n&atilde;o    quer dizer que estas convivam com um ambiente igualit&aacute;rio e sem discrimina&ccedil;&atilde;o.    Vongalis-Macrow (2016) explicita algumas causas da n&atilde;o perman&ecirc;ncia    das mulheres nas carreiras predominantemente masculinas, tais quais: sexismo    (coment&aacute;rios depreciativos, estere&oacute;tipos, ass&eacute;dio), lacunas    de oportunidades, sal&aacute;rios menores, menos ofertas de promo&ccedil;&otilde;es    e menor prest&iacute;gio na sua carreira. Lombardi (2003) reitera as diferen&ccedil;as    no lugar de ocupa&ccedil;&atilde;o dentro at&eacute; mesmo das engenharias,    contexto em que as mulheres se encontram mais presentes na Engenharia Qu&iacute;mica    e menos na Mec&acirc;nica e na Metalurgia. A sub-representa&ccedil;&atilde;o    das mulheres nas &aacute;reas de STEM pode ser compreendida de duas formas:    A primeira refere-se diretamente &agrave; pequena quantidade de mulheres em    determinadas &aacute;reas, como as engenharias, e a segunda apresenta um sistema    intrincado no qual a mulher raramente chega &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o    de cargos de prest&iacute;gio, mesmo nas carreiras denominadas femininas (Bilimoria,    Joy &amp; Liang, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lima, Braga e Tavares    (2015) comparam o n&uacute;mero de bolsas de produtividade concedidas pelo CNPq    em 2015, constatando que as mulheres est&atilde;o acima dos 60% nas &aacute;reas    de Sa&uacute;de, Humanas e Lingu&iacute;stica, Letras e Artes, embora representem    apenas 30% nas &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias Exatas e da Terra e nas Engenharias    e Computa&ccedil;&atilde;o. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s bolsas concedidas    aos pesquisadores que j&aacute; se encontram no topo de suas carreiras, nos    n&iacute;veis 1A e 1B o percentual de mulheres, em 2013, chega a 39%, enquanto    61% dos homens recebem as bolsas nessas modalidades. Ou seja, os dados apontam    que a quantidade de bolsas concedidas &agrave;s mulheres ao longo da carreira    de pesquisadoras decai &agrave; medida que estas avan&ccedil;am na carreira,    ilustrando (a) maior dificuldade impostas &agrave;s mulheres para que cheguem    a esses n&iacute;veis e (b) menor reconhecimento e invisibilidade do trabalho    daquelas que se encontram nos n&iacute;veis mais altos da carreira. Contudo,    o Brasil ainda alcan&ccedil;a uma marca hist&oacute;rica em que as mulheres    constituem 49% dos pesquisadores do pa&iacute;s no per&iacute;odo analisado    entre 1996-200 e 2011-2015 (<i>Elsevier</i>, 2017). Muzi e Luz (2010) refletem    sobre a presen&ccedil;a das mulheres na ci&ecirc;ncia e defendem que esse processo    exige mudan&ccedil;as estruturais na cultura, m&eacute;todo e conte&uacute;do    da ci&ecirc;ncia. Portanto, inicialmente, a ci&ecirc;ncia foi constru&iacute;da    em moldes que atendiam aos homens e suas rotinas dentro do espa&ccedil;o p&uacute;blico,    de modo que, estruturalmente, a ci&ecirc;ncia n&atilde;o est&aacute; preparada    para corroborar com a perman&ecirc;ncia das mulheres, mas sim para exclu&iacute;-las.    Dessa forma, a maior dificuldade das mulheres em STEM &eacute;, ainda, a adequa&ccedil;&atilde;o    de seus pap&eacute;is impostos socialmente dentro da esfera privada - m&atilde;e,    dona de casa - para com a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica exigida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante desse cen&aacute;rio,    destaca-se a necessidade de se mapear quais fatores podem contribuir para a    perman&ecirc;ncia e ascens&atilde;o das mulheres em STEM. V&aacute;rios fatores    j&aacute; foram identificados como sendo respons&aacute;veis por dificultarem    a perman&ecirc;ncia das mulheres nessas carreiras. Santos (2016), por exemplo,    investiga uma das principais vari&aacute;veis que influenciam as mulheres e    aumentam as dificuldades para se estabilizar na ci&ecirc;ncia ou avan&ccedil;ar    na constru&ccedil;&atilde;o da carreira: a maternidade. Adicionalmente, as atividades    dom&eacute;sticas ainda s&atilde;o majoritariamente conferidas &agrave;s mulheres,    incluindo a cria&ccedil;&atilde;o e cuidado com os filhos. Isso reduz o tempo    dispon&iacute;vel para as pesquisas, dificultando as publica&ccedil;&otilde;es    e o avan&ccedil;o, prest&iacute;gio e reconhecimento na carreira (Santos, 2016).    Outras quest&otilde;es associadas &agrave; n&atilde;o-perman&ecirc;ncia das    mulheres em STEM s&atilde;o aus&ecirc;ncia de incentivo escolar, o ass&eacute;dio    sexual no trabalho e a discrimina&ccedil;&atilde;o sexual (Amorin, Dantas, &amp;    Carvalho, 2017; Hill &amp; Silva, 2005; Santos, 2016; Sandler, 2005). Todavia,    ainda s&atilde;o raras as discuss&otilde;es que identificam as vari&aacute;veis    que efetivamente favorecem a perman&ecirc;ncia das mulheres na gradua&ccedil;&atilde;o    e carreiras majoritariamente masculinas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando tal    lacuna, o presente artigo tem como objetivo realizar um estudo te&oacute;rico    sobre os fen&ocirc;menos que permeiam a escassez das mulheres em STEM e, principalmente,    o mapeamento das vari&aacute;veis que podem favorecer a entrada e perman&ecirc;ncia    das mulheres nas carreiras em STEM. Dessa maneira, busca-se possibilitar a realiza&ccedil;&atilde;o    de mais estudos que incentivem as mulheres a constru&iacute;rem uma carreira    longa e promissora nas &aacute;reas de STEM, al&eacute;m de fornecer bases para    interven&ccedil;&otilde;es que mitiguem a sub-representa&ccedil;&atilde;o delas    nestas &aacute;reas, contribuindo para o aumento da equidade de g&ecirc;nero.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Fen&ocirc;menos    que permeiam a escassez de mulheres em STEM</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns dos principais    motivos para a escassez de mulheres acima de 35 anos nas &aacute;reas de STEM    s&atilde;o a aus&ecirc;ncia ou precariedade de perspectivas de promo&ccedil;&atilde;o    na carreira, al&eacute;m da diferen&ccedil;a de sal&aacute;rio em raz&atilde;o    do g&ecirc;nero (Vongalis-Macrow, 2016). Considerando que carreira representa    o padr&atilde;o de experi&ecirc;ncias de trabalho ao longo do curso de vida    de um indiv&iacute;duo (Greenhaus, Callanan, &amp; Godhsalk, 2010), percebe-se    que o conceito de carreira vai al&eacute;m dos v&iacute;nculos empregat&iacute;cios    formais, envolvendo aspectos como estudos, atividades aut&ocirc;nomas e trabalho    volunt&aacute;rio. Sendo assim, &eacute; necess&aacute;rio compreender que a    carreira representa algo cont&iacute;nuo, cumulativo e de longo prazo, que acompanha    o indiv&iacute;duo ao longo de toda sua vida laboral. Nesse sentido, no que    diz respeito &agrave; carreira de mulheres, Lima, Carvalho Neto, Lima, Tanure    e Versiani (2013) evidenciaram que para alcan&ccedil;ar uma carreira executiva,    as mulheres necessitam investir proporcionalmente mais em seus trabalhos, demonstrar    maior comprometimento e despender mais esfor&ccedil;os que os homens. Outras    pesquisas indicam que hist&oacute;rias de sucesso de professoras universit&aacute;rias    de F&iacute;sica s&atilde;o pautadas na experi&ecirc;ncia de desconstru&ccedil;&atilde;o    de g&ecirc;nero na educa&ccedil;&atilde;o durante a inf&acirc;ncia e seu percurso    na carreira (Amorin et al., 2017). Contudo, isso n&atilde;o significa que tais    profissionais n&atilde;o esbarraram na segrega&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero    nas disciplinas, al&eacute;m de preconceitos, discrimina&ccedil;&otilde;es e    rela&ccedil;&otilde;es hier&aacute;rquicas impl&iacute;citas e explicitas. Em    sua pesquisa, Falk, Rottinghaus, Casanova, Borgen e Betz (2017) encontraram    que 60% das mulheres nas &aacute;reas de STEM apresentavam baixo n&iacute;vel    de interesse e confian&ccedil;a, apesar de j&aacute; terem entrado nas &aacute;reas.    Evidenciou-se que baixas expectativas com a faculdade, combinadas a situa&ccedil;&otilde;es    nas quais homens explicam mat&eacute;rias &agrave;s mulheres, representam uma    mensagem para as estudantes de que o envolvimento em STEM &eacute; uma coisa    masculina e que, portanto, a assist&ecirc;ncia dos homens &eacute; necess&aacute;ria    para se obter sucesso na &aacute;rea (Falk et al., 2017).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre os fen&ocirc;menos    que refletem esse cen&aacute;rio, um dos mais citados na literatura &eacute;    o "teto de vidro", que corresponde ao progresso das mulheres jovens em suas    carreiras at&eacute; alcan&ccedil;arem uma determinada posi&ccedil;&atilde;o    na hierarquia, quando estruturas e processos n&atilde;o expl&iacute;citos em    formas de desvantagens apresentam-se como barreiras intranspon&iacute;veis ao    avan&ccedil;o para posi&ccedil;&otilde;es mais elevadas (Altman, Simpson, Baruch,    &amp; Burke, 2005). Esse fen&ocirc;meno representa a dificuldade de as mulheres    ocuparem altos cargos na hierarquia organizacional, incluindo a chefia, apesar    de apresentarem educa&ccedil;&atilde;o apropriada e aprimoramento ao longo dos    anos de servi&ccedil;o. Morrison e Von Glinow (1990) descrevem tal fen&ocirc;meno    como sendo uma barreira t&atilde;o sutil que &eacute; transparente, mas ainda    t&atilde;o forte que impede que as mulheres e as minorias se movam na hierarquia    de gerenciamento. Os processos seletivos representam um dos mecanismos que agregam    para o fortalecimento do teto de vidro, uma vez que sua complexidade e subjetividade    muitas vezes contribuem para que a discrimina&ccedil;&atilde;o seja encoberta    (Lima et al., 2013). A perspectiva sexista impl&iacute;cita, frequentemente,    desfavorece a contrata&ccedil;&atilde;o ou promo&ccedil;&atilde;o de mulheres    para cargos de chefia, pois considera que haver&aacute; gastos com os quais    a organiza&ccedil;&atilde;o dever&aacute; arcar caso a mulher engravide, por    exemplo. Tal racioc&iacute;nio representa um vi&eacute;s inconsciente, que favorece    a continuidade dos preconceitos e da discrimina&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero    (Lima et al., 2013).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro fen&ocirc;meno    frequentemente citado na literatura &eacute; o "<i>leaky pipeline</i>" ou cano    que pinga, segundo o qual o mercado de trabalho seria como um oleoduto e a representatividade    feminina, em STEM, estaria intimamente ligada &agrave; quantidade de mulheres    que, de fato, adentram mercados dominados pela presen&ccedil;a masculina (Schweitzer,    Ng, Lyons, &amp; Kuron, 2011). <i>Pipeline</i> &eacute; descrito como o processo    de cont&iacute;nua aprendizagem e interesse que envolve as &aacute;reas das    engenharias, matem&aacute;tica, ci&ecirc;ncia e tecnologia, promovendo maiores    pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o nessas disciplinas (Lyon, Jafri,    &amp; Loius, 2012). Profissionais do g&ecirc;nero feminino bem treinadas e qualificadas    estariam evaporando ao inv&eacute;s de ascender para posi&ccedil;&otilde;es    bem remuneradas de lideran&ccedil;a e autoridade. Ou seja, o <i>leaky pipeline</i>    ou "cano que pinga" corresponderia ao fen&ocirc;meno de diminui&ccedil;&atilde;o    de mulheres &agrave; medida que se ascende para posi&ccedil;&otilde;es mais    elevadas na carreira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas evid&ecirc;ncias    refor&ccedil;am a premissa de que o fen&ocirc;meno se mostra desde muito cedo    e em alguns per&iacute;odos decisivos, tais quais: na escolha da carreira ao    fim do ensino m&eacute;dio; na passagem da gradua&ccedil;&atilde;o &agrave;    p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o ou desist&ecirc;ncia; depois da gradua&ccedil;&atilde;o,    diante da n&atilde;o aprova&ccedil;&atilde;o em processos seletivos ou como    docente universit&aacute;ria e na aus&ecirc;ncia de disposi&ccedil;&atilde;o    para concorrer a cargos de dire&ccedil;&atilde;o no ambiente de trabalho (Saavedra,    Taveira, &amp; Silva, 2010). Segundo revis&atilde;o de Blickenstaff (2005),    os principais motivos para o "vazamento" de mulheres dos campos de STEM seriam:    a falta de experi&ecirc;ncias positivas com a ci&ecirc;ncia na inf&acirc;ncia;    a aus&ecirc;ncia de profissionais do sexo feminino como modelos; o favorecimento    dos estudantes do sexo masculino na pedagogia das aulas de ci&ecirc;ncias; a    exist&ecirc;ncia de um ambiente hostil para meninas/mulheres nas aulas de ci&ecirc;ncias;    a press&atilde;o cultural sobre meninas/mulheres para se adequarem aos pap&eacute;is    tradicionais de g&ecirc;nero e a vis&atilde;o predominantemente masculina da    epistemologia cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um terceiro fen&ocirc;meno    que envolve a presen&ccedil;a de mulheres em STEM &eacute; o efeito tesoura.    De maneira similar ao <i>leaky pipeline</i>, o efeito tesoura "corta" as mulheres    para fora de suas carreiras &agrave; medida que estas avan&ccedil;am na mesma,    ou seja, &agrave; medida que as mulheres avan&ccedil;am, constata-se uma gradativa    perda de espa&ccedil;o que n&atilde;o adv&eacute;m necessariamente da meritocracia    (Brito, Pavani, &amp; Lima Jr., 2015). O efeito tesoura considera a invers&atilde;o    da predomin&acirc;ncia de um grupo sobre outro, isto &eacute;: as mulheres seriam    maioria durante a etapa de forma&ccedil;&atilde;o, o que se modifica &agrave;    medida em que se observa as posi&ccedil;&otilde;es de destaque ao longo da carreira.    Observa-se esse efeito no Brasil na carreira de F&iacute;sica, em que, dentre    todas as ci&ecirc;ncias, o aumento do n&uacute;mero de mulheres tem sido o mais    lento (Agrello &amp; Garg, 2009). Na F&iacute;sica, 30% dos ingressantes da    gradua&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mulheres, 20% seguem para o mestrado e doutorado    e apenas 15% chegam &agrave; doc&ecirc;ncia (Brito et al., 2015). Tal fen&ocirc;meno    tamb&eacute;m est&aacute; presente na concess&atilde;o de bolsas de produtividade    (PQ), ao passo que, do total de bolsas concedidas pelo CNPq em 2015, apenas    36% foram concedidas a mulheres (Lima et al., 2015).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Fatores que    favorecem a perman&ecirc;ncia de mulheres em STEM</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante do cen&aacute;rio    descrito, buscou-se identificar a&ccedil;&otilde;es que influenciassem, principalmente,    a perman&ecirc;ncia das mulheres das &aacute;reas de STEM. A&ccedil;&otilde;es    que resultam no abandono das carreiras devem ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o    como pontos a serem evitados, entretanto, aquelas que preveem o aumento da entrada    de mulheres nessas &aacute;reas e influenciam a perman&ecirc;ncia e ascens&atilde;o    na carreira foram priorizadas. Tais a&ccedil;&otilde;es foram subdivididas de    acordo com as fases do desenvolvimento humano, de forma que abordaremos primeiro    as iniciativas na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, para, posteriormente,    apresentarmos as que podem ser efetuadas j&aacute; na fase adulta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Iniciativas    na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aus&ecirc;ncia    ou pouco &ecirc;xito de estrat&eacute;gias ao longo da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia    pode levar meninas &agrave; desist&ecirc;ncia e/ou falta de interesse nas &aacute;reas    de STEM antes mesmo de optarem por um curso t&eacute;cnico ou universit&aacute;rio,    o que contribuiria para acentuar a inequidade de g&ecirc;nero. Pesquisas observam    que o incentivo &agrave; entrada de garotas nas &aacute;reas de STEM deve apresentar-se    mais cedo do que a faculdade em si (Astin &amp; Sax, 1996; Huang &amp; Brainard,    2001; Kinzie, 2007). Velho e Leon (1998) afirmam que at&eacute; os 12/13 anos    de idade, alunos e alunas apresentam desempenho semelhante nas diferentes disciplinas,    contudo, depois desse per&iacute;odo, s&atilde;o institu&iacute;dos obst&aacute;culos    sutis e diretos, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s meninas que se    aproximam das ci&ecirc;ncias exatas e tecnologias. No ensino fundamental e m&eacute;dio,    evidencia-se uma variedade de diferen&ccedil;as entre o ensino de garotos e    garotas, o que acaba por afastar as meninas da escolha das carreiras em matem&aacute;tica,    ci&ecirc;ncias, engenharia e tecnologia. A prepara&ccedil;&atilde;o nos estudos    de matem&aacute;tica e ci&ecirc;ncias no ensino fundamental &eacute; frequentemente    citada como uma importante influ&ecirc;ncia na tomada de decis&atilde;o na entrada    ou sa&iacute;da de mulheres nas &aacute;reas de STEM frente &agrave; universidade    (Shapiro &amp; Sax, 2011). Essas diferen&ccedil;as continuariam no ensino m&eacute;dio,    o que afeta a perman&ecirc;ncia de mulheres na computa&ccedil;&atilde;o, por    exemplo, uma vez que os homens demonstrariam mais conhecimentos avan&ccedil;ados    quando comparados &agrave;s mulheres, gerando nestas &uacute;ltimas uma baixa    confian&ccedil;a acerca de suas habilidades (Margolis, Fisher, &amp; Miller,    2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As mulheres que    n&atilde;o recebem a base matem&aacute;tica e cient&iacute;fica necess&aacute;ria    para acessar as carreiras de STEM encontram dificuldades consider&aacute;veis    para continuarem seus estudos nessas &aacute;reas (Huang &amp; Brainard, 2001).    Portanto, as diferentes experi&ecirc;ncias destinadas &agrave;s meninas e meninos    nos anos iniciais da educa&ccedil;&atilde;o constituem uma forte barreira para    a perman&ecirc;ncia de mulheres nas carreiras predominantemente masculinas.    Torna-se necess&aacute;ria a observa&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as    de ensino, al&eacute;m da busca por uma educa&ccedil;&atilde;o que permita que    as crian&ccedil;as tenham as mesmas chances e incentivos para seguirem carreiras    em STEM. A experi&ecirc;ncia escolar &eacute; decisiva na escolha e no incentivo    das carreiras das meninas, pois pode tanto reproduzir os valores e estere&oacute;tipos    que separam as garotas das &aacute;reas de STEM, quanto contribuir de forma    definitiva para a mudan&ccedil;a do pensamento delas em rela&ccedil;&atilde;o    a si mesmas e suas capacidades (Olinto, 2011). Em suma, a educa&ccedil;&atilde;o    deve ser a base da reforma que &eacute; necess&aacute;ria quando se objetiva    a altera&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es vigentes que disseminam a inferioridade    feminina e a sua incapacidade na realiza&ccedil;&atilde;o de certas atividades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seguindo essa linha,    uma das primeiras influ&ecirc;ncias do feminismo na educa&ccedil;&atilde;o foi    a reivindica&ccedil;&atilde;o do acesso das mulheres &agrave; ci&ecirc;ncia    (Rosa &amp; Silva, 2015). As representa&ccedil;&otilde;es de masculinidade ou    feminilidade ligadas aos cursos e profiss&otilde;es afastam ou atraem as meninas    ou meninos, afetando sua autoconfian&ccedil;a e autoefic&aacute;cia (Olinto,    2011). De acordo com Rosa e Silva (2015), a primeira onda do feminismo chama    aten&ccedil;&atilde;o para a aus&ecirc;ncia de modelos femininos na ci&ecirc;ncia    e, a partir dessa constata&ccedil;&atilde;o, iniciam-se programas extraclasses    para que as garotas adquiram habilidades nesse campo. Logo, a aus&ecirc;ncia    de modelos para garotas dentro das &aacute;reas cientificas &eacute; vista com    uma grande fonte de influ&ecirc;ncia no interesse das mesmas em seguir carreiras    em STEM.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pesquisadoras ressaltam    a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o promovida pelas m&iacute;dias,    de maneira que esse pensamento pode ser redirecionado &agrave; educa&ccedil;&atilde;o    (Rosa &amp; Silva, 2015). Nas s&eacute;ries iniciais, as imagens ocupam grande    espa&ccedil;o dos livros did&aacute;ticos e exercem consider&aacute;vel influ&ecirc;ncia    nos alunos ao longo dos anos, sendo necess&aacute;ria mais aten&ccedil;&atilde;o    &agrave;s figuras circundantes nos materiais utilizados na educa&ccedil;&atilde;o    de meninos e meninas. Uma an&aacute;lise dos livros de f&iacute;sica, realizada    por Rosa e Silva (2015), demonstrou que em todas as categorias analisadas (quadrinhos,    atividade f&iacute;sica/esporte, profiss&atilde;o, hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia    e atividade de car&aacute;ter cient&iacute;fico) h&aacute; maior representa&ccedil;&atilde;o    masculina. Nessas representa&ccedil;&otilde;es, os meninos aparecem em situa&ccedil;&otilde;es    ao ar livre, enquanto as meninas realizam atividades dom&eacute;sticas. As autoras    concluem que os livros did&aacute;ticos de f&iacute;sica analisados refor&ccedil;am    os estere&oacute;tipos de que as mulheres devem cuidar dos filhos, da casa e    de sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica. Dessa forma, observa-se que as m&iacute;dias    que cerceiam as atividades das crian&ccedil;as n&atilde;o apresentam (ou apresentam    pouco) modelos femininos em atividades de ci&ecirc;ncia e tecnologia, o que    contribui para refor&ccedil;ar os estere&oacute;tipos e a segrega&ccedil;&atilde;o    das mulheres nas &aacute;reas de STEM. Portanto, &eacute; necess&aacute;ria    aten&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a de modelos femininos em todas    as esferas sociais, principalmente &agrave;quelas relacionadas &agrave;s atividades    predominantemente masculinas, para que assim as meninas percebam e internalizem    a exist&ecirc;ncia de mulheres nessas &aacute;reas, e cogitem a possibilidade    de ser uma delas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A necessidade de    projetos que incentivem a maior participa&ccedil;&atilde;o de meninas em campos    STEM representa outra iniciativa necess&aacute;ria &agrave; perman&ecirc;ncia    feminina nessas &aacute;reas. Damasceno e Bentes (2014), por exemplo, registraram    os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o de um curso extraclasse de tecnologia,    engenharia e computa&ccedil;&atilde;o voltado &agrave;s alunas do ensino m&eacute;dio,    objetivando atra&iacute;-las &agrave;s carreiras que envolvam essas &aacute;reas.    O projeto resultou nas alunas maior conhecimento de informa&ccedil;&otilde;es    e, principalmente, aumento do interesse sobre as possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o    profissional nas carreiras tecnol&oacute;gicas. Outra inciativa bem sucedida    foi a de Brito et al. (2015), que realizaram o projeto "Meninas na Ci&ecirc;ncia",    em 2014, visando a integra&ccedil;&atilde;o universidade-escola e, principalmente,    a forma&ccedil;&atilde;o de massa cr&iacute;tica acerca das rela&ccedil;&otilde;es    entre ci&ecirc;ncia e g&ecirc;nero. Alguns dos principais resultados foram a    forma&ccedil;&atilde;o continuada dos professores visando aspectos sobre Astronomia    e g&ecirc;nero, a realiza&ccedil;&atilde;o de oficinas de discuss&atilde;o sobre    ci&ecirc;ncia e g&ecirc;nero e a produ&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios curtas,    numa s&eacute;rie intitulada "Lugar de Mulher", na qual s&atilde;o apresentadas    figuras de refer&ecirc;ncia para meninas e mulheres em STEM. Logo, destaca-se    a import&acirc;ncia de projetos extracurriculares nas escolas, em parcerias    com universidades, que abarquem o ensino das ci&ecirc;ncias e tecnologias &agrave;s    meninas e que realizem discuss&otilde;es de g&ecirc;nero. Dessa forma, possibilita-se    maior conhecimento sobre os assuntos citados e se desperta maior interesse nas    garotas para as carreiras em STEM, contribuindo para diminuir a desigualdade    de g&ecirc;nero nessas &aacute;reas. O <a href="/img/revistas/gerais/v14nspe/03q1.jpg">Quadro    1</a> apresenta algumas das iniciativas que foram realizadas no Brasil, por    meio de entre &oacute;rg&atilde;os de fomento e ONG's, nos &uacute;ltimos anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro fator de    grande influ&ecirc;ncia para o aumento e perman&ecirc;ncia feminina em STEM    &eacute; a fam&iacute;lia. Modelos familiares (incluindo-se pais e m&atilde;es)    costumam ser fatores altamente respons&aacute;veis por influenciar o desejo    das meninas para entrar em STEM durante o col&eacute;gio (Shapiro &amp; Sax,    2011), de forma que &eacute; mais prov&aacute;vel que meninas sigam as carreiras    de STEM se ambos os pais j&aacute; estiverem nestas profiss&otilde;es (Astin    &amp; Sax, 1996). &Eacute; importante, portanto, a presen&ccedil;a de modelos    familiares que possam ser referenciais para as meninas no col&eacute;gio, incluindo    mulheres em sua pr&oacute;pria fam&iacute;lia. Olinto (2011) ainda sugere a    necessidade da redu&ccedil;&atilde;o dos estere&oacute;tipos de g&ecirc;nero    dentro de casa, visando &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia    destes nas escolhas profissionais das meninas. Evid&ecirc;ncias apontam que,    ao longo dos anos escolares, as meninas costumam ser mais propensas a perceber    a carreira em STEM como incompat&iacute;vel com a forma&ccedil;&atilde;o "bem    sucedida" de uma fam&iacute;lia, sendo tal fator mais uma barreira para a escolha    da &aacute;rea (Hawks &amp; Spade, 1998). Logo, torna-se necess&aacute;ria a    discuss&atilde;o com as garotas acerca das concep&ccedil;&otilde;es de fam&iacute;lia    "bem sucedida", al&eacute;m da desconstru&ccedil;&atilde;o da fantasia de que    uma fam&iacute;lia requer dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva, para que assim    seja poss&iacute;vel que elas ingressem nas carreiras que desejam, sem perceber    a constitui&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia como empecilho. Infelizmente,    iniciativas na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia podem n&atilde;o ser suficientes    para diminuir a predomin&acirc;ncia masculina em &aacute;reas de STEM. Sendo    assim, iniciativas na fase adulta tamb&eacute;m s&atilde;o necess&aacute;rias,    principalmente porque a entrada na universidade e, posteriormente, no mercado    de trabalho, costuma acentuar a percep&ccedil;&atilde;o de barreiras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Iniciativas    na fase adulta</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mulheres que optam    por uma carreira em STEM, evidentemente, superaram obst&aacute;culos ao longo    de sua inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, logo, o ambiente acad&ecirc;mico    e/ou profissional deveria ser acolhedor para aquelas que conseguem transpor    as barreiras sociais e os preconceitos acerca da decis&atilde;o de carreira.    Entretanto, poucas encontram apoio e sororidade nesses contextos que, frequentemente,    apresentam uma nova gama de barreiras a serem enfrentadas. Segundo Olinto (2011),    dois mecanismos de barreiras podem ser identificados na segrega&ccedil;&atilde;o    das mulheres: a segrega&ccedil;&atilde;o horizontal e a vertical. Na segrega&ccedil;&atilde;o    horizontal, aparecem mecanismos que direcionam as escolhas das carreiras das    mulheres em fun&ccedil;&atilde;o do g&ecirc;nero, ou seja, as mulheres s&atilde;o    levadas a realizarem escolhas profissionais de acordo com sua autoavalia&ccedil;&atilde;o,    o que pode apontar para maior prefer&ecirc;ncia por carreiras e atividades as    quais elas acreditam ou foram levadas a acreditar que s&atilde;o mais adequadas.    Na segrega&ccedil;&atilde;o vertical, ocorrem processos invis&iacute;veis que    n&atilde;o permitem a ascens&atilde;o das mulheres em suas carreiras (teto de    vidro, <i>leaky pipeline</i> e efeito tesoura), mantendo-as em posi&ccedil;&otilde;es    hier&aacute;rquicas subordinadas ou intermedi&aacute;rias. Diante dessas situa&ccedil;&otilde;es,    muitas barreiras n&atilde;o s&atilde;o expl&iacute;citas, por&eacute;m, detect&aacute;veis.    Outro fator que merece aten&ccedil;&atilde;o &eacute; a amea&ccedil;a do estere&oacute;tipo,    que ocorre quando algu&eacute;m que pertencente a um grupo estereotipado faz    algo que confirma o estere&oacute;tipo negativo dado a esse grupo. Portanto,    as mulheres estariam internalizando os estere&oacute;tipos socialmente dirigidos    a elas, o que tamb&eacute;m afetaria a entrada e perman&ecirc;ncia nas carreiras    em STEM.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    &eacute; preciso distinguir as estrat&eacute;gias internas das externas, refinando-se    as possibilidades de combate aos fen&ocirc;menos que s&atilde;o ainda mais evidentes    nas &aacute;reas de STEM. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estrat&eacute;gias    internas, estas se direcionam aos fatores psicol&oacute;gicos que afetam a percep&ccedil;&atilde;o    das mulheres sobre seu autovalor e capacidades. Uma das raz&otilde;es pelas    quais h&aacute; diferen&ccedil;as entre homens e mulheres na participa&ccedil;&atilde;o    em STEM &eacute; que as mulheres tendem a subestimar suas habilidades que a    levar&atilde;o ao sucesso nessas carreiras (Ehrlinger &amp; Dunning, 2003).    Evid&ecirc;ncias apontam que, frequentemente, as mulheres se desvinculam das    suas carreiras na ci&ecirc;ncia e na engenharia n&atilde;o por falta de conhecimento,    mas sim por apresentarem pouco senso de autoconfian&ccedil;a (Brainard &amp;    Carlin, 1998), havendo uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a percep&ccedil;&atilde;o    das barreiras por mulheres e o baixo n&iacute;vel de autoefic&aacute;cia e interesse    por STEM (Cadaret, Hartungb, Subich, &amp; Weigold, 2017). Falk et al. (2017)    demonstram que as mulheres n&atilde;o s&oacute; apresentam baixo n&iacute;vel    de autoefic&aacute;cia, como tamb&eacute;m reportam poucas estrat&eacute;gias    de enfrentamento. O desenvolvimento do senso de autoefic&aacute;cia representa    uma relevante estrat&eacute;gia interna, possibilitando o enfrentamento das    situa&ccedil;&otilde;es adversas. Pessoas com maior autoefic&aacute;cia acreditam    que s&atilde;o capazes de mobilizar sua motiva&ccedil;&atilde;o, seus recursos    cognitivos e cursos de a&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rios para realizarem    com sucesso suas tarefas, optando por iniciativas mais desafiantes e sendo perseverantes    diante de barreiras (Luyhans, Yousseff, &amp; Avolio, 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s estrat&eacute;gias externas, estas dizem respeito a fatores pass&iacute;veis    de interven&ccedil;&atilde;o exterior. A cultura por tr&aacute;s dos cursos    de ci&ecirc;ncias tem sido identificada como um importante fator de influ&ecirc;ncia    na sele&ccedil;&atilde;o e sucesso nas &aacute;reas de STEM (Shapiro &amp; Sax,    2011). &Eacute; comum que as mulheres experienciem um clima frio e hostil ao    longo da sua vida acad&ecirc;mica (Amorin et al., 2017), somado ao fato de que    a natureza competitiva dos cursos &eacute; um aspecto pedag&oacute;gico que    pode manter ou afastar as mulheres (Seymour &amp; Hewiti, 1997). As intera&ccedil;&otilde;es    dentro do ambiente acad&ecirc;mico tamb&eacute;m devem ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o,    pois as mulheres tendem a n&atilde;o se identificar com a natureza masculina    das ci&ecirc;ncias e da matem&aacute;tica, devido &agrave;s mensagens impl&iacute;citas    e expl&iacute;citas, que incluem estere&oacute;tipos que refor&ccedil;am a incapacidade    das mulheres de realiza&ccedil;&atilde;o de certas tarefas (Nosek, Banaji, &amp;    Greenwald, 2002). Em suma, a diferencia&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero vivenciada    pelas meninas durante a forma&ccedil;&atilde;o em STEM resulta em estere&oacute;tipos    negativos, baixas expectativas depositadas nelas e at&eacute; mesmo ass&eacute;dio    ao longo da trajet&oacute;ria acad&ecirc;mica (Sandler, 2005). Considerando    esse cen&aacute;rio, Sandler (2005) prop&ocirc;s um guia para educar gestores    e professores, visando identificar e suprimir comportamentos cotidianos que    exponham de alguma forma as mulheres, tais como: exclui-las da participa&ccedil;&atilde;o    em reuni&otilde;es e conversas, trat&aacute;-las de forma diferenciada quando    seus resultados s&atilde;o iguais, dedic&aacute;-las menos aten&ccedil;&atilde;o    e est&iacute;mulo intelectual, desmotiv&aacute;-las a proclamar o poder masculino.    Ainda com rela&ccedil;&atilde;o a aspectos culturais, Busch-Vishniac (2015)    destaca que compreender a cultura da organiza&ccedil;&atilde;o e seus valores    &eacute; essencial para que mulheres se mantenham na carreira em STEM. Reconhecer    o que mais importa numa empresa &eacute; fundamental para ser reconhecida e    avan&ccedil;ar para os patamares mais elevados, assim como estabelecer uma boa    reputa&ccedil;&atilde;o e tomar os devidos cr&eacute;ditos pelas pr&oacute;prias    ideias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra estrat&eacute;gia    externa que tamb&eacute;m considera o contexto &eacute; o est&iacute;mulo &agrave;    lideran&ccedil;a, cujas oportunidades podem existir em todos os n&iacute;veis    das organiza&ccedil;&otilde;es (McCauley &amp; Lee, 2015). Entretanto, &eacute;    comum que as mulheres apresentem dificuldades para desenvolverem seu potencial    de lideran&ccedil;a, uma vez que com frequ&ecirc;ncia n&atilde;o acreditam que    podem, apresentam percep&ccedil;&atilde;o limitada de oportunidades ou falha    no reconhecimento delas e n&atilde;o reconhecem sua pr&oacute;pria for&ccedil;a    (McCauley &amp; Lee, 2015). Logo, o desenvolvimento da lideran&ccedil;a &eacute;    essencial para altera&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o das mulheres sobre elas    mesmas e o contexto na qual est&atilde;o inseridas. A lideran&ccedil;a apresenta    caracter&iacute;sticas que permitem seu treinamento e desenvolvimento, tais    como: consultar outras pessoas antes de fazer planos ou tomar decis&otilde;es;    desenvolver uma rede de relacionamentos profissionais; delegar responsabilidades;    desenhar objetivos, estrat&eacute;gias e procedimentos para o alce das metas;    afetar pessoas em posi&ccedil;&otilde;es hier&aacute;rquicas mais altas; identificar,    analisar e atuar para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; motivar outras    pessoas; promover reconhecimento quando apropriado; exercitar as habilidades    de outras pessoas (<i>Catalyst</i>, 2007). Portanto, em qualquer posi&ccedil;&atilde;o    hier&aacute;rquica, seria poss&iacute;vel apresentar comportamentos de lideran&ccedil;a    que resultam em benef&iacute;cios nas rela&ccedil;&otilde;es, o que poderia,    consequentemente, contribuir para o avan&ccedil;o da carreira de mulheres em    STEM.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra estrat&eacute;gia    relativa ao local de trabalho diz respeito &agrave; presen&ccedil;a de suporte.    Uma pesquisa de Fouad, Singh, Cappaert, Chang e Wan (2016) demonstrou que a    aus&ecirc;ncia ou presen&ccedil;a de suporte no local de trabalho &eacute; um    fator que influencia a perman&ecirc;ncia das mulheres em organiza&ccedil;&otilde;es,    pelo menos na &aacute;rea da engenharia. Os resultados mostram que as mulheres    que permanecem em seus empregos apresentam como argumento o suporte oferecido    no local de trabalho, traduzido em melhor provis&atilde;o de avan&ccedil;o na    carreira e maior compreens&atilde;o de seus chefes quanto &agrave; possibilidade    de balancear seu trabalho e seu papel familiar. Dessa forma, constata-se que    os locais de trabalho, as possibilidades de crescimento e a forma que essas    mulheres s&atilde;o percebidas e consideradas nos mesmos s&atilde;o grandes    fatores de influ&ecirc;ncia na sua decis&atilde;o de continuar ou abandonar    a carreira. Assim como na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, a presen&ccedil;a    de modelos representa uma importante estrat&eacute;gia para a perman&ecirc;ncia    de mulheres adultas em STEM. Para Astin e Sax (1996), estudantes que se veem    diante de modelos dentro das ci&ecirc;ncias apresentam maior probabilidade para    seguir suas aspira&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, contudo, nota-se que    as mulheres t&ecirc;m acesso limitado a modelos e mentores femininos. Diante    disso, &eacute; imperativa a apresenta&ccedil;&atilde;o de mulheres importantes    e/ou que participaram da constru&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de STEM,    para que as jovens que se encontram na gradua&ccedil;&atilde;o possam sentir-se    motivadas e encorajadas a permanecer no curso. Cheryan, Siy, Vichayapa, Drury    e Kim (2011) evidenciam que o contato, mesmo que breve, com um membro do mesmo    g&ecirc;nero no campo de trabalho pode moldar as cren&ccedil;as de estudantes    acerca de suas pr&oacute;prias habilidades e potencial de sucesso no campo em    quest&atilde;o. Estudos revelam que os modelos que apresentam estere&oacute;tipos    pr&oacute;prios do campo afetam as cren&ccedil;as das mulheres acerca de seu    sucesso; infelizmente, os estere&oacute;tipos propagados pelas m&iacute;dias    nas &aacute;reas de STEM n&atilde;o correspondem &agrave; realidade das mulheres    que alcan&ccedil;am o sucesso. Na f&iacute;sica, por exemplo, Barthlemey, Mccormick    e Henderson (2016) apontam que muitas mulheres tendem a se masculinizar para    serem mais aceitas pelos seus pares na busca de confiabilidade. Tais quest&otilde;es    salientam a import&acirc;ncia da apresenta&ccedil;&atilde;o de modelos femininos    nas &aacute;reas de STEM, para que as mulheres se enxerguem nessas carreiras    e n&atilde;o necessariamente entendam que devem internalizar comportamentos    masculinos para serem aceitas e respeitadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A constru&ccedil;&atilde;o    de uma rede de relacionamentos representa mais uma estrat&eacute;gia que contribui    para a perman&ecirc;ncia de mulheres em STEM. Para Rummer (2015), a rede de    relacionamentos pode ser entendida como o ato de se ligar a outras pessoas e    seus campos de atua&ccedil;&atilde;o, sendo tais conex&otilde;es com pessoas    que apresentem os mesmos interesses que o indiv&iacute;duo compartilha e se    mantendo necessariamente uma comunica&ccedil;&atilde;o. Essa rede facilita a    transfer&ecirc;ncia de conhecimentos, tecnologias e habilidades, o que leva    a mulher a relacionar-se mais com profissionais que s&atilde;o ben&eacute;ficos    para sua carreira. A rede de relacionamentos tamb&eacute;m serve para apoiar    as profissionais em momentos dif&iacute;ceis e ajudar na instrumentaliza&ccedil;&atilde;o    para o avan&ccedil;o da carreira, podendo conter pessoas mais pr&oacute;ximas,    mas tamb&eacute;m colegas distantes, colaboradores e supervisores (Rummer, 2015).    Outros fatores importantes s&atilde;o a amplitude e a efic&aacute;cia das pessoas    que comp&otilde;em a rede, porquanto, essas facilitar&atilde;o ou n&atilde;o    o alcance de objetivos por meio, por exemplo, do recebimento de informa&ccedil;&otilde;es    mais especificas necess&aacute;rias para o trabalho (Rummer, 2015). Outras pesquisas    afirmam que as redes de relacionamentos pessoais de homens e mulheres apresentam    fun&ccedil;&atilde;o e composi&ccedil;&atilde;o distintas (Reuben, Rey-Biel,    Sapienza, &amp; Zingales, 2012; Vanbrabrant, 2012). As redes de relacionamentos    das mulheres cont&ecirc;m mais familiares, s&atilde;o mais diversas, mais &iacute;ntimas    e menores em quantidade, al&eacute;m de que as pessoas tendem a ser mais apoiadoras,    colaboradoras e mais aptas a utilizarem as m&iacute;dias sociais. Por fim, as    mulheres devem-se atentar aos eventos de desenvolvimento de redes, semin&aacute;rios    e <i>workshops</i>, tomando vantagem das li&ccedil;&otilde;es ensinadas, assim    tamb&eacute;m como das pessoas apresentadas (Rummer, 2015).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra maneira de    aumentar a perman&ecirc;ncia das mulheres nas &aacute;reas de STEM seria a mentoria,    definida como a rela&ccedil;&atilde;o positiva entre um sujeito confi&aacute;vel    e que tenha experi&ecirc;ncia e um indiv&iacute;duo menos experiente ou um grupo    de pessoas que facilitem o desenvolvimento profissional e, &agrave;s vezes,    pessoal de uma pessoa inexperiente (Grant, 2015). Isso empodera o sujeito inexperiente    a seguir em frente, atribuindo-lhe confian&ccedil;a ao longo da constru&ccedil;&atilde;o    de sua carreira por meio de suporte, encorajamento, conselhos e fornecimento    de informa&ccedil;&otilde;es (Grant, 2015). Nas carreiras de STEM, torna-se    essencial conhecer as novidades tecnol&oacute;gicas e as quest&otilde;es globais    que as cercam; sendo assim, a mentoria representaria uma oportunidade de as    profissionais terem acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es atuais, detalhes    sobre tecnologia de ponta e &aacute;reas emergentes em pesquisa, pontos fundamentais    para aumentar a efic&aacute;cia de decis&otilde;es sobre suas carreiras. A mentoria    representa uma estrat&eacute;gia que pode promover o sucesso de uma profissional    em STEM, uma vez que facilita a compreens&atilde;o das din&acirc;micas pol&iacute;ticas,    sociais e econ&ocirc;micas associadas a essas &aacute;reas (Grant, 2015). Brainard    e Carlin (1998) apontam resultados positivos em programas formais que designam    uma mentora para uma mulher aprendiz. Ao conectar uma mulher mais experiente    a uma mais nova na &aacute;rea da engenharia, notou-se o aumento da perman&ecirc;ncia    das mulheres no curso. Da mesma maneira, ajudar outras mulheres, sendo mentoras    delas, produz recompensas importantes (Busch-Vishniac, 2015).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paralelamente &agrave;    mentoria, o aconselhamento ou orienta&ccedil;&atilde;o de carreira representa    uma estrat&eacute;gia de destaque para a perman&ecirc;ncia de mulheres em STEM.    Para Pritchard (2015), o sucesso de mulheres em STEM envolve coragem e disposi&ccedil;&atilde;o    para a realiza&ccedil;&atilde;o de escolhas dif&iacute;ceis, de maneira que    o aconselhamento de carreira deve abarcar tanto essas quest&otilde;es quanto    o planejamento cont&iacute;nuo da carreira. Muitas mulheres nas &aacute;reas    de STEM n&atilde;o planejam suas carreiras, nem sempre pensam nos passos a serem    dados ou aplicam conhecimentos formais de treinamentos. O processo de orienta&ccedil;&atilde;o    de carreira deve contribuir para o desenvolvimento da gest&atilde;o da pr&oacute;pria    carreira, estimulando o autoconhecimento, a identifica&ccedil;&atilde;o de oportunidades,    as decis&otilde;es planejadas e a implementa&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o    peri&oacute;dica do projeto de carreira (Pritchard, 2015). O aconselhamento    de carreira utilizando uma abordagem feminista contribui para o empoderamento    das mulheres, principalmente porque considera o contexto em que elas vivem (Chronister,    McWrither, &amp; Forrest, 2008). Destaca-se, portanto, a necessidade de se observar    o contexto da mulher, definindo, primeiramente, seu conceito de sucesso e, posteriormente,    discutindo os valores sociais vigentes, pois dessa forma &eacute; poss&iacute;vel    compreender melhor suas metas. Para Busch-Vishniac (2015), o avan&ccedil;o de    mulheres nas carreiras em STEM implica em decidir adequadamente sobre uma oportunidade    de emprego e deliberar sobre a continuidade da carreira. A orienta&ccedil;&atilde;o    de carreira contribuiria, dessa forma, para o delineamento de metas especificas,    assim como para a flexibilidade, permitindo revis&aacute;-las de acordo com    a maturidade da profissional e as mudan&ccedil;as de objetivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As estrat&eacute;gias    podem ser aplicadas no contexto de programas e editais de ag&ecirc;ncias de    fomento espec&iacute;ficos para mulheres, cujo objetivo &eacute; incentivar    a entrada e perman&ecirc;ncia destas em STEM e oferecer mais visibilidade para    as mulheres cientistas, o que representa um movimento da contemporaneidade (Caseira    &amp; Magalh&atilde;es, 2015). Esses programas s&atilde;o importantes, pois,    em sua maioria, buscam tamb&eacute;m a equipara&ccedil;&atilde;o de homens e    mulheres nas ci&ecirc;ncias, promovem debates em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    igualdade de g&ecirc;nero e uma ampla divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento    cient&iacute;fico (Caseira &amp; Magalh&atilde;es, 2017). Isso torna a quest&atilde;o    um problema reconhecido como de ordem p&uacute;blica e social e que, portanto,    suas a&ccedil;&otilde;es fazem parte da busca de solu&ccedil;&atilde;o do mesmo.    Conforme disposto no <a href="/img/revistas/gerais/v14nspe/03q2.jpg">Quadro    2</a>, o programa "Mulher e Ci&ecirc;ncia" &eacute; um exemplo importante nas    politicas p&uacute;blicas que envolvem equidade de g&ecirc;nero, sendo considerado    um marco por avan&ccedil;ar nas discuss&otilde;es de g&ecirc;nero dentro da    ci&ecirc;ncia, tecnologia e estudos feministas (Lima &amp; Costa, 2016). O programa    "Para mulheres na ci&ecirc;ncia", fruto de uma parceria p&uacute;blico-privada,    tamb&eacute;m contribui para a causa no sentido de aumentar a visibilidade de    mulheres cientistas (<a href="/img/revistas/gerais/v14nspe/03q2.jpg">Quadro    2</a>). Infelizmente, constata-se que iniciativas como essas, voltadas para    a mulher que j&aacute; est&aacute; inserida no mercado de trabalho, ainda s&atilde;o    consideradas escassas no contexto brasileiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente artigo    buscou apresentar e discutir estrat&eacute;gias relevantes para o avan&ccedil;o    de mulheres nas carreiras em STEM. Conforme discutido, os principais fen&ocirc;menos    que geram a pouca participa&ccedil;&atilde;o das mulheres em carreiras relacionadas    &agrave; STEM s&atilde;o o teto de vidro, o efeito tesoura e o <i>leaky </i>pipeline,    uma vez que contribuem para a segrega&ccedil;&atilde;o vertical e explicitam    a evas&atilde;o das mulheres ao longo da constru&ccedil;&atilde;o de suas carreiras,    sendo tal evas&atilde;o especialmente cr&iacute;tica no caso das &aacute;reas    de STEM. Visando enfrentar as estat&iacute;sticas e contribuir para a identifica&ccedil;&atilde;o    de vari&aacute;veis que permitam o aumento e perman&ecirc;ncia de mulheres em    STEM, s&atilde;o propostas a&ccedil;&otilde;es desde a educa&ccedil;&atilde;o    fundamental, passando pela gradua&ccedil;&atilde;o e atingindo a entrada no    mercado e o desenvolvimento da carreira, contando com possibilidades referentes    tanto ao contexto quanto a quest&otilde;es internas &agrave;s mulheres.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A revis&atilde;o    realizada pode contribuir para o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es,    al&eacute;m de programas e <i>workshops </i>que ofere&ccedil;am &agrave;s mulheres    oportunidades para reconhecer e localizar seus pontos fortes, ajudando-as a    lidar com as barreiras encontradas no avan&ccedil;o em suas carreiras nas &aacute;reas    de STEM. Adicionalmente, este artigo contribui para avan&ccedil;os do desenvolvimento    de carreira das mulheres em STEM, pois nele observou-se a aus&ecirc;ncia de    programas com esse objetivo no Brasil, sendo que as iniciativas aqui apresentadas    podem auxiliar na cria&ccedil;&atilde;o de programas eficazes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contudo, o artigo    em quest&atilde;o apresenta limita&ccedil;&atilde;o quanto a estudos e programas    nacionais j&aacute; aplicados, uma vez que estes necessitam de orienta&ccedil;&otilde;es    mais estruturadas sobre a maneira que ocorreram, assim como a dificuldade de    propor solu&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o envolvam reflex&otilde;es acerca    da sociedade patriarcal, necess&aacute;rias a qualquer mudan&ccedil;a. Dessa    forma, pesquisas futuras podem explorar as a&ccedil;&otilde;es, programas e    <i>workshops </i>que j&aacute; foram desenvolvidos e aplicados, a fim de que    se apresentem solu&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas que contribuam para o avan&ccedil;o    das mulheres nas carreiras em STEM e diminui&ccedil;&atilde;o das estat&iacute;sticas    atualmente desfavor&aacute;veis.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Agrello, D. A.,    &amp; Garg, R. (2009). Mulheres na f&iacute;sica: poder e preconceito nos pa&iacute;ses    em desenvolvimento. <i>Revista Brasileira de Ensino de F&iacute;sica</i>,<i>    31</i>(1), 1305.1-1305.6. <a href="https://doi.org/10.1590/S1806-11172009000100005" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S1806-11172009000100005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809104&pid=S1983-8220202100030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alves, D. M. (2017).    A mulher na ci&ecirc;ncia: desafios e perspectivas. <i>Revista do Programa de    P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o da Unesc: Criar Educa&ccedil;&atilde;o</i>,<i>    7</i>(2), 1-25. <a href="http://doi.org/10.18616/ce.v6i2.3232" target="_blank">http://doi.org/10.18616/ce.v6i2.3232</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809105&pid=S1983-8220202100030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Altman, Y., Simpson,    R., Baruch, Y., &amp; Burke, R. J. (2005). Reframing the 'glass ceiling' debate.    In R. J. Burke &amp; M. C. Mattis (Eds.), <i>Supporting Women's Career Advancement:    Challenges and Opportunities</i> (pp. 58-84). Massachussets: Edward Elgar Publishing,    Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809106&pid=S1983-8220202100030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Amorin, V. G.,    Dantas, M., &amp; Carvalho, M. E. P. (2017). Estrat&eacute;gias de Supera&ccedil;&atilde;o    Utilizadas por mulheres rec&eacute;m-doutoras em f&iacute;sica. <i>Anais do    13&ordm; Mundos de Mulheres e 11&ordm; Semin&aacute;rio Internacional Fazendo    G&ecirc;nero: Transforma&ccedil;&otilde;es, Conex&otilde;es, Deslocamentos</i>,    Florian&oacute;polis, 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809108&pid=S1983-8220202100030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Astin, H. S., &amp;    Sax, L. J. (1996). Developing Scientific Talent in Undergraduate Women. In C.    Davis, A. B. Ginorio, C. S. Hollenshead, B. B. Lazarus, P. M. Rayman, &amp;    Associates (Eds.), <i>The Equity Equation: Fostering the Advancement of Women    in the Sciences, Mathematics, and Engineering</i> (pp. 96-121)<i>.</i> San Francisco:    Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809110&pid=S1983-8220202100030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Barthelemy, R.    S., McCormick, M., &amp; Henderson, C. (2016). Gender discrimination in physics    and astronomy: Graduate student experiences of sexism and gender microaggressions.    <i>Physical Review Physics Education Research</i>, <i>12</i>(2), 020119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809112&pid=S1983-8220202100030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bilimoria, D.,    Joy, S., &amp; Liang, X. F. (2008). Breaking Barriers and Creating Inclusiveness:    Lessons of Organizational Transformation to Advance Women Faculty in Academic    Science and Engineering. <i>Human Resource Management, 47</i>, 423-441. <a href="https://doi.org/10.1002/hrm.20225" target="_blank">https://doi.org/10.1002/hrm.20225</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809114&pid=S1983-8220202100030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Blickenstaff, J.    C. (2005). Women and science careers: leaky pipeline or gender filter?. <i>Gender    and education</i>, <i>17</i>(4), 369-386. <a href="https://doi.org/10.1080/09540250500145072" target="_blank">https://doi.org/10.1080/09540250500145072</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809115&pid=S1983-8220202100030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brainard, S. G.,    &amp; Carlin, L. (1998). A Six-Year Longitudinal Study of Undergraduate Women    in Engineering and Science. <i>Journal of Engineering Education</i>, <i>87</i>(4),    17-27. <a href="https://doi.org/10.1002/j.2168-9830.1998.tb00367.x" target="_blank">https://doi.org/10.1002/j.2168-9830.1998.tb00367.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809116&pid=S1983-8220202100030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brito, C., Pavani,    D., &amp; Lima Jr., P. (2015). Meninas na ci&ecirc;ncia: atraindo jovens mulheres    para carreiras de ci&ecirc;ncia e tecnologia. <i>Revista G&ecirc;nero</i>, <i>16</i>(1),    33-50. <a href="https://www.if.ufrgs.br/cbrito/publicacoes/RevistaGenero_Brito2015.pdf" target="_blank">https://www.if.ufrgs.br/cbrito/publicacoes/RevistaGenero_Brito2015.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809117&pid=S1983-8220202100030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Busch-Vishniac,    I. J. (2015). Climbing the Ladder. In Pritchard, P. A. &amp; Grant, C. S. (Eds.),    <i>Success Strategies From Women in STEM: A Portable Mentor</i> (2a ed., pp.    365-389). Cambridge: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809118&pid=S1983-8220202100030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cadaret, M. C.,    Hartungb, P. J., Subich, L. M., &amp; Weugold, I. K. (2017). Stereotype threat    as a barrier to women entering engineering careers. <i>Journal of Vocational    Behavior</i>, <i>99</i>, 40-51. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jvb.2016.12.002" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jvb.2016.12.002</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809120&pid=S1983-8220202100030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Caseira, F. F.,    &amp; Magalh&atilde;es, J. C. (2017). Meninas em carreiras de ci&ecirc;ncia    e tecnologia: investigando alguns programas brasileiros. <i>Anais do 11&ordm;    Semin&aacute;rio Internacional Fazendo G&ecirc;nero e 13th Women's Worlds Congress</i>,    Florian&oacute;polis, 01-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809121&pid=S1983-8220202100030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Caseira, F. F.,    &amp; Magalh&atilde;es, J. C. (2015). "Para mulheres na ci&ecirc;ncia": uma    an&aacute;lise do programa da L'Or&eacute;al. <i>Revista Ibero-Americana de    Estudos em Educa&ccedil;&atilde;o, 10, n. especial, </i>1523-1544. <a href="https://doi.org/10.21723/riaee.v10i6.8335" target="_blank">https://doi.org/10.21723/riaee.v10i6.8335</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809123&pid=S1983-8220202100030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Catalyst. (2007).    <i>The Double-Blind Dilemma for Women in Leadership: Damned If You Do, Doomed    If You Don't</i>. New York: Editora Catalyst.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809124&pid=S1983-8220202100030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cheryan, S., Siy,    J. O., Vichayapai, M., Drury, B. J., &amp; Kim, S. (2011). Do Female and Male    Role Models Who Embody STEM Stereotypes Hinder Women's Anticipated Success in    STEM? <i>Social Psychological and Personality Science</i>, <i>2</i>(6), 656-664.    <a href="https://doi.org/10.1177%2F1948550611405218" target="_blank">https://doi.org/10.1177%2F1948550611405218</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809126&pid=S1983-8220202100030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Chronister, K.,    McWhirter, E. H., &amp; Forrest, L. (2008). A Critical Feminist Approach to    Career Counseling With Women. In W. B. Walsh &amp; M. Heppner (Eds.), <i>Handbook    of carrer couseling for women</i> (2a ed., pp. 167-192). New Jersey: Lawrence    Erlbawn Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809127&pid=S1983-8220202100030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Clerc, I., &amp;    Kels, P. (2013). Coping with Career Boundaries in Masculine Professions: Career    Politics of Female Professionals in the ICT and Energy Supplier Industries in    Switzerland. <i>Gender, Work and Organization</i>, <i>20</i>(2), 197-210. <a href="https://doi.org/10.1111/gwao.12017" target="_blank">https://doi.org/10.1111/gwao.12017</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809129&pid=S1983-8220202100030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conselho Nacional    de Desenvolvimento Cientifico e Tecnol&oacute;gico (CNPq). 2016. As listas de    bolseiros s&atilde;o fornecidas pelo CNPq. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cnpq.br/web/guest/bolsistasvigentes" target="_blank">http://www.cnpq.br/web/guest/bolsistasvigentes</a>.    Acesso em 13/10/2021.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809130&pid=S1983-8220202100030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Damasceno, A. G.    S., &amp; Bentes, J. L. (2014). O ensino de engenharia para meninas do ensino    p&uacute;blico como forma de incentivo destas para o curso superior. <i>Anais    Engenharia: M&uacute;ltiplos Saberes e Atua&ccedil;&otilde;es</i>, Juiz de Fora,    1-11. <a href="http://www.abenge.org.br/cobenge/arquivos/5/Artigos/129266.pdf" target="_blank">http://www.abenge.org.br/cobenge/arquivos/5/Artigos/129266.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809132&pid=S1983-8220202100030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ehrlinger, J.,    &amp; Dunning, D. (2003). How chronic self-views influence (and potentially    mislead) estimates of performance. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>,    <i>84</i>(1), 5-17. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12518967/" target="_blank">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12518967/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809133&pid=S1983-8220202100030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Elsevier. (2017).    <i>Gender in the Global Research Landscape. Elsevier's Research Intelligence    portfolio of products and services serves research institutions, government    agencies, funders, and companies</i>. Amsterd&atilde;: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809134&pid=S1983-8220202100030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Falk, N. A., Rottinghaus,    P. J., Casanova, T. N., Borgen, F. H., &amp; Betz, N. E. (2017). Expanding Women's    Participation in STEM: Insights From Parallel Measures of Self-Efficacy and    Interests. <i>Journal of Career Assessment</i>, <i>25</i>(4), 571-5840. <a href="https://doi.org/10.1177%2F1069072716665822" target="_blank">https://doi.org/10.1177%2F1069072716665822</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809136&pid=S1983-8220202100030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fouad, N. A., Singh,    R., Cappaert, K., Chang, W., &amp; Wan, M. (2016). Comparison of women engineers    who persist in or depart from engineering. <i>Journal of Vocational Behavior</i>,    <i>92</i>, 79-93. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jvb.2015.11.002" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jvb.2015.11.002</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809137&pid=S1983-8220202100030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Grant, C. S. (2015).    Mentoring: Empowering Your Success. In P. A. Pritchard, &amp; C. S. Grant (Eds.),    <i>Success Strategies From Women in STEM: A Portable Mentor</i> (2a ed., pp.    63-96). Cambridge: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809138&pid=S1983-8220202100030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Greenhaus, J. H.,    Callanan, G. A., &amp; Godshalk, V. M. (2010). <i>Career management</i> (4th    ed.). Thousand Oaks: SAGE Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809140&pid=S1983-8220202100030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hawks, B. K., &amp;    Spade, J. Z. (1998). Women and Men Engineering Students: Anticipation of Family    and Work Roles. <i>Journal of Engineering Education</i>, <i>87</i>(3), 249-256.    <a href="https://doi.org/10.1002/j.2168-9830.1998.tb00351.x" target="_blank">https://doi.org/10.1002/j.2168-9830.1998.tb00351.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809142&pid=S1983-8220202100030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Herman, C. (2005).    Rebooting and Rerouting: Women's Articulations of Frayed Careers in Science,    Engineering and Technology Professions. <i>Gender, Work and Organization</i>,    <i>22</i>(4), 324-338. <a href="https://doi.org/10.1111/gwao.12088" target="_blank">https://doi.org/10.1111/gwao.12088</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809143&pid=S1983-8220202100030000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hill, C., &amp;    Silva, E. (2005). <i>Drawing the line: sexual harassment on campus</i>. Washington:    AAUW Educational Foudation. <a href="http://files.eric.ed.gov/fulltext/ED489850.pdf" target="_blank">http://files.eric.ed.gov/fulltext/ED489850.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809144&pid=S1983-8220202100030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Huang, P. M., &amp;    Brainard, S. G. (2001). Identifying Determinants of Academic Self-Confidence    Among Science, Math, Engineering, and Technology Students. <i>Journal of Women    and Minorities in Science and Engineering</i>, <i>7</i>(4), 315-337. <a href="https://doi.org/10.1615/JWomenMinorScienEng.v7.i4.40" target="_blank">https://doi.org/10.1615/JWomenMinorScienEng.v7.i4.40</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809145&pid=S1983-8220202100030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Kinzie, J. (2007).    Women's Paths in Science: A Critical Feminist Analysis. <i>New Directions for    Institutional Research</i>, <i>133</i>, 81-93. <a href="https://doi.org/10.1002/ir.206" target="_blank">https://doi.org/10.1002/ir.206</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809146&pid=S1983-8220202100030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Klanovicz, L. R.    F. (2011). <i>G&ecirc;nero e engenharias: um estudo hist&oacute;rico quali-quantitativo    da inser&ccedil;&atilde;o, perman&ecirc;ncia e produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    de mulheres no sul do Brasil</i> [Relat&oacute;rio final p&oacute;s-doutorado    DICH, Universidade Federal de Santa Catarina].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809147&pid=S1983-8220202100030000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Klanovicz, L. R.    F. (2016). A visibilidade de mulheres cientistas na imprensa brasileira: g&ecirc;nero,    hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia e resson&acirc;ncias do feminismo. <i>Anais    do 16&ordm; Encontro Estadual de Hist&oacute;ria da Anpuh</i>, Santa Catarina,    1-11. <a href="http://www.encontro2016.sc.anpuh.org/resources/anais/43/1464644292_ARQUIVO_KLANOVICZlucianaANPUHSC.pdf" target="_blank">http://www.encontro2016.sc.anpuh.org/resources/anais/43/1464644292_    ARQUIVO_KLANOVICZlucianaANPUHSC.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809149&pid=S1983-8220202100030000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lima, B. S., Braga,    M. L. S., &amp; Tavares, I. (2015). Participa&ccedil;&atilde;o das Mulheres    na Ci&ecirc;ncia e Tecnologia: entre espa&ccedil;os ocupados e lacunas. <i>Revista    G&ecirc;nero</i>, <i>16</i>(1), 11-31. <a href="https://doi.org/10.22409/rg.v16i1.743" target="_blank">https://doi.org/10.22409/rg.v16i1.743</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809150&pid=S1983-8220202100030000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lima, B. S., &amp;    Costa, M. C. (2016). G&ecirc;nero, ci&ecirc;ncias e tecnologias: caminhos percorridos    e novos desafios. <i>Cadernos Pagu, 48</i>, 1-39. <a href="http://doi.org/10.1590/18094449201600480005" target="_blank">http://doi.org/10.1590/18094449201600480005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809151&pid=S1983-8220202100030000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lima, G. S., Carvalho    Neto, A., Lima, M. S., Tanure, B., &amp; Versiani, F. (2013). O teto de vidro    das executivas brasileiras. <i>Pretexto</i>, 14(4), 65-80. <a href="https://doi.org/10.21714/pretexto.v14i4.1922" target="_blank">https://doi.org/10.21714/pretexto.v14i4.1922</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809152&pid=S1983-8220202100030000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lombardi, M. R.    (2003). Mulheres engenheiras no mercado de trabalho brasileiro: qual seu lugar?    <i>Mulher e Trabalho, 4</i>, 45-59. <a href="http://revistas.planejamento.rs.gov.br/index.php/mulheretrabalho/article/view/2700" target="_blank">http://revistas.planejamento.rs.gov.br/index.php/mulheretrabalho/article/view/2700</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809153&pid=S1983-8220202100030000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lyon, G. H., Jafri,    J., &amp; Louis, K. St. (2012). Beyond the pipeline: STEM Pathways for Youth    Development. <i>Afterschool Matters</i>, (16), 48-57. <a href="https://eric.ed.gov/?id=EJ992152" target="_blank">https://eric.ed.gov/?id=EJ992152</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809154&pid=S1983-8220202100030000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Luyhans, F., Yousseff,    C. M., &amp; Avolio, B. J. (2007). <i>Psychological capital</i>. Oxford: Oxford    University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809155&pid=S1983-8220202100030000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Margolis, J., Fisher,    A., &amp; Miller, F. (2000). 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Cambridge: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809158&pid=S1983-8220202100030000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Morrison, A. M.,    &amp; Von Glinow, M. (1990). Women and minorities in management. <i>American    Psychologist</i>, <i>45</i>, 200-208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809160&pid=S1983-8220202100030000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muzi, J. L. C.,    &amp; Luz, N. S. (2010). Entre cursos e discursos: um olhar sobre mulheres e    Ci&ecirc;ncia na Universidade. <i>Anais do 8&ordm; Congresso Iberoamericano    de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e G&ecirc;nero</i>, Curitiba, 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809162&pid=S1983-8220202100030000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">National Steering    Committee for Career Development Guidelines and Standards. (2012). <i>Glossary    of career development terms</i>. Canadian Standards and Guidelines for Career    Development Practitioners. <a href="http://career-dev-guidelines.org/career_dev/index.php/the-standards-guidelines/glossary-of-terms" target="_blank">http://career-dev-guidelines.org/career_dev/index.php/the-standards-guidelines/glossary-of-terms</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809164&pid=S1983-8220202100030000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nosek, B. A., Banaji,    M. R., &amp; Grennwald, A. G. (2002). Math Male, Me Female, Therefore Math Me.    <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i> <i>83</i>(1), 44-59. <a href="https://doi.org/10.1037/0022-3514.83.1.44" target="_blank">https://doi.org/10.1037/0022-3514.83.1.44</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809165&pid=S1983-8220202100030000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Olinto, G. (2011).    A inclus&atilde;o das mulheres nas carreiras de ci&ecirc;ncia e tecnologia no    Brasil. <i>Inclus&atilde;o Social</i>, 5(1), 68-77. <a href="http://revista.ibict.br/inclusao/article/view/1667" target="_blank">http://revista.ibict.br/inclusao/article/view/1667</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809166&pid=S1983-8220202100030000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paiva, A. P. (2017).    Divis&atilde;o sexual do Trabalho e Teto de Vidro: o desenvolvimento da carreias    de mulheres cientistas. <i>Anais do 11&ordm; Semin&aacute;rio Internacional    Fazendo G&ecirc;nero &amp; 13&ordm; Women&acute;s Worlds Congress</i>, Florian&oacute;polis,    1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809167&pid=S1983-8220202100030000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pritchard, P. A.    (2015). Career Management. In P. A. Pritchard &amp; C. S. Grant (Eds.), <i>Success    Strategies From Women in STEM: A Portable Mentor</i> (2a ed., pp. 46-57). Cambridge:    Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809169&pid=S1983-8220202100030000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Reuben, E., Rey-Biel,    P., Sapienza, P., &amp; Zingales, L. (2012). The emergence of male leadership    in competitive environments. <i>Journal of Economic Behavior &amp; Organization,    83</i>(1), 111-117. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jebo.2011.06.016" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jebo.2011.06.016</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809171&pid=S1983-8220202100030000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rosa, K., &amp;    Silva, M. R. G. (2015). Feminismos e ensino de ci&ecirc;ncias: an&aacute;lise    de imagens de livros did&aacute;ticos de f&iacute;sica. <i>Revista G&ecirc;nero,    16</i>(1), 83-104. <a href="https://doi.org/10.22409/rg.v16i1.747" target="_blank">https://doi.org/10.22409/rg.v16i1.747</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809172&pid=S1983-8220202100030000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rummer, J. L. (2015).    Networking. In P. A. Pritchard &amp; C. S. Grant (Eds.), <i>Success Strategies    From Women in STEM: A Portable Mentor</i> (2a ed., pp. 68-107). Cambridge: Academic    Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809173&pid=S1983-8220202100030000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Saavedra, L., Taveira,    M. C., &amp; Silva, A. D. (2010). A subrepresentatividade das mulheres em &aacute;reas    tipicamente masculinas: factores explicativos e pistas para a interven&ccedil;&atilde;o.    <i>Revista Brasileira de Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional, 11</i>(1), 49-59.    <a href="http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbop/v11n1/v11n1a06.pdf" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbop/v11n1/v11n1a06.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809175&pid=S1983-8220202100030000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sandler, B. R.    (2005). The Chilly Climate. <i>The Big Ten Academic Alliance</i>, 1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809176&pid=S1983-8220202100030000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos, V. M. (2016).    Uma "perspectiva parcial" sobre ser mulher, cientista e nordestina no Brasil.    <i>Revista Estudos Feministas, 24</i>(3), 801-824. <a href="https://doi.org/10.1590/1806-9584-2016v24n3p801" target="_blank">https://doi.org/10.1590/1806-9584-2016v24n3p801</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809178&pid=S1983-8220202100030000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Schweitzer, L.,    Ng, E., Lyons, S., &amp; Kuron, L. (2011). Exploring the Career Pipeline: Gender    Differences in Pre-Career Expectations. <i>Industrial Relations</i>, <i>66</i>(3),    422-444. <a href="https://www.jstor.org/stable/23078364" target="_blank">https://www.jstor.org/stable/23078364</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809179&pid=S1983-8220202100030000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seymour, E., &amp;    Hewitt, N. (1997). <i>Talking About Leaving: Why Undergraduates Leave the Sciences</i>.    Boulder: Westview Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809180&pid=S1983-8220202100030000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Shapiro, C. A.,    &amp; Sax, L. J. (2011). Major Selection and Persistence for Women in STEM.    <i>Wiley Periodicals</i>, <i>152</i>, 5-18. <a href="https://doi.org/10.1002/ir.404" target="_blank">https://doi.org/10.1002/ir.404</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809182&pid=S1983-8220202100030000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vanbrabrant, D.    (2012). How do Women Network Differently From Men? <i>Gender Info, 10</i>, 20-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809183&pid=S1983-8220202100030000300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Velho, L., &amp;    Le&oacute;n, E. (1998). A constru&ccedil;&atilde;o social da produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica por mulheres. <i>Cadernos Pagu</i>, (10), 309-344. <a href="https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/4631474" target="_blank">https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/4631474</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809185&pid=S1983-8220202100030000300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vongalis-Macrow,    A. (2016, 28 de Setembro). What It Will Take to Keep Women from Leaving STEM?    <i>Harvard Business Review</i>. <a href="https://hbr.org/2016/09/what-it-will-take-to-keep-women-from-leaving-stem" target="_blank">https://hbr.org/2016/09/what-it-will-take-to-keep-women-from-leaving-stem</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4809186&pid=S1983-8220202100030000300060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 28/9/2018    <br>   Aprovado em: 24/4/2019</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1 Chamada N&ordm;    18/2013 MCTI/CNPq/SPM-PR/Petrobras - Meninas e Jovens Fazendo Ci&ecirc;ncias    Exatas, Engenharias e Computa&ccedil;&atilde;o. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://cnpq.br/chamadaspublicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&amp;filtro=abertas&amp;detalha=chamadaDivulgada&amp;idDivulgacao=4341" target="_blank">http://cnpq.br/chamadaspublicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_    0ZaM&amp;filtro=abertas&amp;detalha=chamadaDivulgada&amp;idDivulgacao=4341</a>    <br>   2 Programas e a&ccedil;&otilde;es. SPM. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.spm.gov.br/assuntos/educacao-cultura-e-ciencia/programas-acoes" target="_blank">http://www.spm.gov.br/assuntos/educacao-cultura-e-ciencia/programas-acoes</a>    <br>   3 Chamada CNPq/MCTIC N&ordm; 31/2018 - Meninas nas Ci&ecirc;ncias Exatas, Engenharias    e Computa&ccedil;&atilde;o. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&amp;idDivulgacao=8402&amp;filtro=abertas&amp;detalha=chamadaDetalhada&amp;id=47-1198-5840" target="_blank">http://www.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&amp;idDivulga    cao=8402&amp;filtro=abertas&amp;detalha=chamadaDetalhada&amp;id=47-1198-5840</a>    <br>   4 Informa&ccedil;&otilde;es retiradas do site "Elas nas Exatas". Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.fundosocialelas.org/elasnasexatas/inicio" target="_blank">http://www.fundosocialelas.org/elasnasexatas/inicio</a>    <br>   6 Programa Nacional. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.paramulheresnaciencia.com.br/o-premio/programa-nacional/" target="_blank">https://www.paramulheresnaciencia.com.br/o-premio/programa-nacional/</a></font></p>      ]]></body>
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